Agronegócio
Café alcança R$ 115,27 bilhões e 4º lugar entre lavouras

Foto: Pixabay
Soja destaca-se em primeiro com participação de 34,7%, milho 14,7%, cana-de-açúcar 12,7%, café em quarto com 12,4%, e algodão em quinto com 4%, do total de R$ 928,07 bilhões estimado para 2025
O total do faturamento bruto estimado para as principais lavouras brasileiras no presente ano em curso atingirá o montante equivalente a R$ 928,07 bilhões, valor que foi calculado tendo como referência o volume físico a ser colhido e os respectivos preços médios dos produtos recebidos pelos agricultores das 17 principais lavouras brasileiras, cujos dados foram levantados e estudados no período de janeiro a agosto de 2025.
Com base nos tais dados desse estudo, caso seja elaborado um ranking em ordem decrescente dos cinco produtos que apresentaram maior estimativa de faturamento, tem-se o seguinte: soja, em primeiro lugar, com R$ 322,17 bilhões, valor que equivale a 34,7% do total das lavouras pesquisadas; em segundo, destaca-se o milho com R$ 164,68 bilhões (14,7%); na terceira posição vem a cana-de-açúcar com R$ 117,90 bilhões (12,7%); na sequência, em quarto, o café com R$ 115,27 bilhões (12,4%). E, por fim, em quinto lugar, o algodão com R$ 36,64 bilhões, cujo valor corresponde a 4% do valor total das lavouras pesquisadas.
Em relação à receita estimada exclusivamente para os Cafés do Brasil, foco principal desta análise, vale destacar que em 2025 o faturamento bruto exclusivo do café da espécie Coffea arabica (café arábica) deverá atingir o montante de R$ 84,04 bilhões, o qual equivale a 72,9% do total do setor cafeeiro nacional. E, adicionalmente, que a receita do café da espécie Coffea canephora (café robusta+conilon) será de R$ 31,23 bilhões, valor que representa aproximadamente 27,1% do total de R$ 115,27 bilhões, citado anteriormente, que inclui obviamente as duas espécies cultivadas no País.
Assim, com base nos dados e números desta análise, do Valor Bruto da Produção – VBP dos Cafés do Brasil em foco, se for estabelecido um ranking do faturamento da cafeicultura dos cinco maiores estados brasileiros produtores de café, constata-se que Minas Gerais ocupa o primeiro lugar, com receita estimada de R$ 59,08 bilhões, a qual representa aproximadamente 51,2% do VBP total dos cafés brasileiros.
Na segunda posição vem o Espírito Santo, cuja receita foi calculada em R$ 28,47 bilhões (24,7%), e, na terceira posição destaca-se o estado de São Paulo com o faturamento estimado em R$ 11,14 bilhões (9,6%) e, em quarto lugar, figura a Bahia, a qual teve sua receita bruta de produção de café estimada em R$ 8,65 bilhões (7,5%). Por último, vem o estado de Rondônia, que teve seu faturamento estimado em R$ 4,23 bilhões, montante que corresponderá a 3,6% da estimativa do VBP dos Cafés do Brasil em 2025. Demais estados produtores de café completam o restante dos 100% de faturamento.
Como complemento desta análise, é oportuno também salientar a participação percentual do VBP do café agregando os estados das cinco regiões geográficas brasileiras. Dessa forma, constata-se que a Região Sudeste, com faturamento de R$ 99,53 bilhões, destaca-se com participação de 86,3% do total; e, na sequência, vem a Região Nordeste com R$ 8,72 bilhões (7,5%); Região Norte – R$ 4,39 bilhões (3,8%); Região Sul – R$ 1,69 bilhão (1,5%); e, por fim, a Região Centro-Oeste, cujo faturamento foi estimado em R$ 942,76 milhões, terá um montante menor que 1% da receita total.
Concluindo, vale acrescentar e salientar que os dados estatísticos e demais números que fundamentaram e permitiram realizar esta análise para divulgação pelo Observatório do Café foram extraídos do Valor Bruto da Produção – VBP Agosto/2025, documento que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária – Mapa desde 2005. Tais edições, a partir de julho de 2014, também passaram a ser disponibilizadas no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
EMBRAPA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Produção de morango mantém boa aceitação no mercado

Foto: Seane Lennon
A produção de morango no Rio Grande do Sul apresenta cenário de colheita ativa, estabilidade de preços e atenção ao manejo fitossanitário, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25).
Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Petrópolis, a colheita segue com bom fluxo de comercialização. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a sanidade da lavoura está adequada, assim como a qualidade dos frutos”, o que tem estimulado produtores a ampliarem as áreas cultivadas e investirem na construção de novas estufas. Mesmo com volumes elevados ofertados ao mercado, os preços pagos ao produtor permanecem estáveis nas Ceasas e nos mercados, variando entre R$ 10,00 e R$ 15,00 por quilo.
Na regional de Lajeado, a cultura permanece em fase de colheita, com frutos aceitos comercialmente. A Emater/RS-Ascar informa que, em áreas com maior umidade, houve aumento na incidência de botritis e manchas foliares, exigindo maior atenção ao manejo. Ainda assim, os preços seguem em patamar mais elevado, entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.
Já na região de Pelotas, as variedades de dias curtos se aproximam do encerramento da colheita, enquanto as de dias neutros continuam em plena produção. De acordo com o levantamento, foram identificados ataques de tripes, ácaros e ocorrência de oídio, levando produtores a adotar medidas específicas de controle. Os preços permanecem estáveis, com leve tendência de recuo em algumas localidades, variando conforme o município, refletindo diferenças regionais de oferta e demanda.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Queijos puxam alta de preços no Brasil enquanto leite e arroz recuam

Foto: Divulgação
Os preços dos alimentos apresentaram movimentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram forte alta de 21,2% no preço médio nacional, com aumento em todas as regiões do País, itens essenciais como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) tiveram as quedas mais significativas no mês. Os dados são do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.
O levantamento considera os produtos mais presentes no carrinho de compras do brasileiro e mostra que, além dos queijos, outras categorias também pressionaram o orçamento das famílias em novembro. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre as maiores altas no período – este último encareceu em todas as regiões.
Por outro lado, outros itens também registraram redução nos preços médios, como o café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a conter a inflação dos alimentos no mês.
No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, indicando um ambiente de inflação controlada no encerramento do ano. Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, alguns produtos seguem pressionados por fatores como custos de produção, dinâmica de oferta e recomposição de estoques.“Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, aponta.
Maiores altas acumuladas em 2025
No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior incremento, avançando 42,1% no preço médio nacional. Na sequência aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).
AGROLINK & ASSESSORIA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Produção de milho em Mato Grosso deve cair 8% na safra 2025/26, aponta Imea

Estimativa do instituto é de 51,72 milhões de toneladas, abaixo do recorde da temporada anterior
Atualizado hoje. Mesmo com a demanda aquecida e a valorização dos preços, a produção de milho em Mato Grosso deve registrar recuo na safra 2025/26. De acordo com dados do Projeto CPA-MT, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa é de uma produção de 51,72 milhões de toneladas, queda de 8,38% em relação ao recorde alcançado na safra 2024/25.
O estado segue como o maior produtor de milho do Brasil, mas o cenário atual exige maior cautela por parte dos produtores, principalmente diante do aumento dos custos de produção e da normalização da produtividade após um ciclo considerado excepcional.
A expectativa de crescimento da área cultivada foi limitada, sobretudo, pelos custos elevados dos insumos agrícolas, que seguem pressionando o orçamento do produtor rural. Fertilizantes, defensivos e logística continuam entre os principais fatores de impacto.
Apesar da demanda interna consistente — impulsionada pelo avanço do etanol de milho e pela indústria de ração animal — o ambiente econômico tem levado os produtores a adotar uma postura mais conservadora.
Esse cenário tem inibido decisões mais agressivas de expansão, fazendo com que o setor priorize o controle de custos, a gestão de riscos e a proteção de margens.
A projeção do Imea considera a média das três últimas safras, o que resultou em uma produtividade estimada de 116,61 sacas por hectare. O número representa uma redução de 6,70% em comparação ao ciclo anterior.
Segundo o instituto, o recuo está associado a uma normalização dos rendimentos, após a produtividade excepcional observada na safra 2024/25, considerada fora da curva histórica.
Com isso, o desempenho esperado para 2025/26 reflete um cenário mais próximo da realidade produtiva média do estado.
Comercialização antecipada indica otimismo cauteloso
Mesmo com a expectativa de menor produção, a comercialização do milho em Mato Grosso segue em ritmo acelerado. Até novembro de 2025, 25,23% da produção estimada para a safra 2025/26 já havia sido negociada.
O volume representa um avanço de 5,69 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ciclo anterior, indicando maior disposição dos produtores em antecipar vendas.Cenário Agro
De acordo com o Imea, essa estratégia é impulsionada, principalmente, pela melhora nas cotações futuras do cereal, o que tem incentivado os produtores a travar preços como forma de proteção diante do cenário de custos elevados.
Cenário exige atenção ao mercado e ao clima
Para os próximos meses, o produtor mato-grossense segue atento não apenas às condições de mercado, mas também ao comportamento climático, que será determinante para a consolidação da produtividade nas lavouras de segunda safra.
O desempenho final da safra 2025/26 dependerá da combinação entre clima favorável, eficiência no manejo e estratégia comercial, em um contexto de custos ainda elevados e margens pressionadas.
Fonte: CENÁRIOMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Agricultura5 dias atrásEntregas de fertilizantes avançam no mercado brasileiro
-

Agronegócio5 dias atrásClima favorece implantação do arroz no Rio Grande do Sul
-

Agronegócio5 dias atrásGoiás amplia VBP da suinocultura após dois anos de queda
-

Agronegócio5 dias atrásConsumo de carnes impulsiona demanda mexicana por grãos
-

Agronegócio5 dias atrásClima afeta desenvolvimento da mandioca no RS
-

Agricultura5 dias atrásTabaco: colheita e secagem ganham ritmo no RS
-

Economia5 dias atrásSafra de grãos cresce 20,7% em Santa Catarina
-

Agricultura5 dias atrásTomate mantém sanidade, apesar de focos de mosca-branca






































