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Preços do feijão carioca reagem com colheita, enquanto feijão preto sofre pressão da oferta

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Arquivo

 

O mercado do feijão tem apresentado comportamentos distintos neste mês, segundo levantamento do Cepea. Mesmo em meio ao avanço da colheita, os preços do feijão carioca vêm reagindo, sustentados pela postura firme de produtores que contam com recursos para armazenar o produto. Além disso, a maior procura por lotes de melhor qualidade tem reforçado a valorização.

Em contrapartida, o feijão preto segue em trajetória de queda, pressionado pelo excedente de oferta típico do período de entressafra. A maior disponibilidade do grão no mercado tem limitado o poder de negociação dos agricultores e favorecido a retração das cotações.

Dados da Conab mostram que até o dia 18 de agosto a colheita do feijão em Minas Gerais atingia pouco mais de 72% da área, com relatos de queda de produtividade devido ao ataque da mosca branca. Já em Goiás, as atividades estão próximas do fim, concentradas principalmente nas regiões Norte, Oeste e Leste do estado.

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O cenário indica que, enquanto o feijão carioca encontra espaço para valorização pela seletividade da demanda, o feijão preto tende a manter preços pressionados até que o equilíbrio entre oferta e consumo seja restabelecido.

Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mercado de feijão iniciou abril em queda, aponta indicador Cepea/CNA

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Reprodução/CNA

Brasília (13/04/2026) – Após as valorizações observadas no primeiro trimestre, o mercado de feijão iniciou abril em queda, pressionado principalmente pela retração da demanda, aponta o indicador Cepea/CNA.

De acordo com a análise, diante da dificuldade de repasse das altas ao longo da cadeia, compradores reduziram o ritmo de aquisições, enquanto o mercado passa por um processo de ajuste, em busca de novo equilíbrio entre oferta e demanda.

Feijão carioca (notas 9 ou superior) – Fatores como coloração e umidade dos grãos limitaram a fluidez dos negócios. Entre 3 e 10 de abril, os preços recuaram 4,81% no Noroeste de Minas Gerais, em um cenário de maior direcionamento de estoques ao mercado e tentativa dos compradores de recompor margens no varejo. Também foram registradas quedas em praças de São Paulo, Goiás e Paraná. Em Santa Catarina, por outro lado, os preços apresentaram maior sustentação, refletindo a menor disponibilidade de lotes recém-colhidos.

Feijão carioca (notas 8 e 8,50) – Para os grãos de padrão intermediário predominou o movimento de queda na maior parte das regiões, influenciado pela maior oferta de produto comercial e pela retração da demanda. As exceções foram Curitiba (PR), com alta de 2,22%, e o Leste Goiano, com avanço de 0,54%, sustentados pela melhor qualidade dos lotes disponíveis. Nas demais praças, os recuos variaram de 0,83% em Itapeva (SP) a 4,03% no Centro e Noroeste de Goiás.

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Feijão preto (Tipo 1) – O ajuste de preços também prevaleceu. O nível de estoques já formado pela indústria e os preparativos para a entrada da nova safra exerceram pressão sobre as cotações, mesmo diante da oferta limitada da primeira safra no Paraná e da expectativa de redução de área na segunda safra. Em Curitiba (PR), os preços recuaram 7,22%, influenciados pela necessidade de comercialização por parte dos produtores, enquanto em Sorriso (MT) houve estabilidade.

Assessoria de Comunicação CNA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mercado de feijão enfrenta baixa demanda e liquidez restrita, com pressão sobre os preços

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Divulgação

 

O mercado de feijão encerra a semana com cenário de baixa liquidez e demanda retraída, refletindo um momento de ajuste técnico. Tanto o feijão carioca quanto o feijão preto enfrentam dificuldades de escoamento, com compradores abastecidos e seletivos, o que tem pressionado os preços em diferentes regiões do país.

Feijão carioca: mercado em ajuste e negociações fora do spot

O mercado de feijão carioca passa por um processo de ajuste técnico, com redução da liquidez e migração das negociações para operações fora do mercado spot, como pós-pregão, amostras e embarques.

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De acordo com o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, os preços apresentaram relativa estabilidade nas principais praças. O tipo 9 variou entre R$ 350 e R$ 360 por saca CIF em São Paulo, enquanto os padrões 8,5 ficaram entre R$ 335 e R$ 340 por saca. Já os grãos comerciais recuaram para a faixa de R$ 270 a R$ 315 por saca, evidenciando forte diferenciação conforme a qualidade.

Oferta elevada e qualidade irregular pressionam origens

O principal movimento da semana ocorreu nas regiões produtoras, com pressão baixista nos preços FOB em estados como Minas Gerais e Goiás. Esse cenário reflete a maior disponibilidade no curto prazo, impulsionada pela entrada da nova safra e pela maior circulação de lotes comerciais, muitos deles com qualidade inferior.

Segundo o analista, a oferta segue heterogênea, com escassez de grãos de padrão superior (nota 9+) e maior presença de produtos de qualidade inferior, o que contribui para a desvalorização média.

Demanda enfraquecida limita escoamento
A demanda segue enfraquecida, com compradores já abastecidos e adotando postura cautelosa. Esse comportamento tem limitado o volume de negócios e forçado ajustes pontuais nos preços.

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O mercado, segundo Oliveira, atravessa uma fase de transição: de um ambiente sustentado pela restrição de oferta para outro condicionado ao ritmo do consumo, com tendência de ajuste baixista moderado no curto prazo.

Feijão preto: mercado travado e sem liquidez

O mercado de feijão preto apresenta um cenário ainda mais crítico, com ausência de liquidez e praticamente nenhum fechamento relevante ao longo da semana, mesmo diante de sucessivas quedas de preços.

A dinâmica permanece travada, com compradores retraídos, estoques confortáveis e baixa necessidade de reposição no curto prazo.

Preços em queda e formação de novos pisos regionais

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Os preços do feijão preto seguiram em trajetória de queda, com o FOB consolidando novos pisos nas principais regiões produtoras. No Paraná, as cotações variaram entre R$ 166 e R$ 175 por saca. Em Santa Catarina, entre R$ 157 e R$ 162 por saca, enquanto em São Paulo os preços ficaram entre R$ 185 e R$ 200 por saca.

No mercado spot, as referências seguem nominais, sem formação consistente de negócios.

Excesso de oferta e falta de demanda pressionam mercado

A oferta elevada e a dificuldade de escoamento aumentam a concorrência entre vendedores, intensificando a pressão sobre os preços. Nesse contexto, o mercado perde capacidade de reação, sendo a ausência de demanda o principal fator limitante.

O segmento de feijão preto segue desancorado, com formação de preços ainda em andamento e predominância de viés baixista no curto prazo.

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Cenário aponta continuidade de pressão no curto prazo

O mercado de feijão, tanto para o tipo carioca quanto para o preto, encerra a semana sob forte influência da demanda enfraquecida e da oferta elevada.

A tendência no curto prazo é de manutenção desse cenário, com preços pressionados e negociações limitadas, enquanto o mercado busca um novo ponto de equilíbrio entre oferta e consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Chuvas irregulares impactam colheita do feijão no MATOPIBA

Publicado

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Foto: Canva

A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil e atingiu 73,5% da área total cultivada, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Matopiba, que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos têm sido influenciados pela distribuição das chuvas no início de abril, com contraste entre os estados da Bahia e do Piauí.

No Piauí, os acumulados recentes de chuva favoreceram as lavouras, especialmente nas áreas mais tardias. As precipitações registradas no fim de março e início de abril contribuíram para a manutenção do potencial produtivo, principalmente no sudeste do estado, que vinha apresentando déficit hídrico. No centro-norte, como em Campo Maior, os excedentes hídricos ajudaram a estabilizar a estimativa de perdas em 31,2%, conforme o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). “O sistema considera indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo, para avaliar os impactos das condições climáticas sobre o desempenho das culturas”, informa a análise.

Ainda no estado, a previsão de menores volumes de chuva no sul tem aberto uma janela para o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas.

Na Bahia, a evolução da colheita ocorre de forma mais lenta devido às condições meteorológicas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançaram 88% da área entre o fim de março e a primeira semana de abril. A continuidade das chuvas tem dificultado o trânsito de máquinas e afetado a qualidade dos grãos no oeste do estado. Em áreas do centro-sul, como Vitória da Conquista, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas reduziram a umidade do solo. Segundo o Sisdadro, a perda de produtividade pode chegar a 42,6% até 14 de abril.

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Para os próximos dias, a previsão indica irregularidade das chuvas no Nordeste. No Piauí, os maiores acumulados devem ocorrer nas regiões norte, centro-norte e sudeste, com volumes entre 20 e 70 mm. Na Bahia, as chuvas mais expressivas são esperadas para o sul do estado, com acumulados entre 30 e 90 mm, principalmente entre sábado (11) e domingo (12). Nas demais áreas, a tendência é de baixos volumes ao longo da semana.

As temperaturas máximas devem variar entre 28 °C e 36 °C na maior parte da região. No sudeste do Piauí, os valores podem superar 36 °C, enquanto na Bahia a tendência é de temperaturas acima de 30 °C ao longo da semana.

Esse cenário, marcado por irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas, tende a reduzir os estoques de água no solo, sobretudo no centro-sul da Bahia, onde o déficit hídrico deve persistir. A análise destaca a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e do monitoramento da umidade do solo para orientar o manejo das lavouras. “Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região”, conclui o boletim.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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