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Mercado de feijão enfrenta baixa demanda e liquidez restrita, com pressão sobre os preços

Divulgação
O mercado de feijão encerra a semana com cenário de baixa liquidez e demanda retraída, refletindo um momento de ajuste técnico. Tanto o feijão carioca quanto o feijão preto enfrentam dificuldades de escoamento, com compradores abastecidos e seletivos, o que tem pressionado os preços em diferentes regiões do país.
Feijão carioca: mercado em ajuste e negociações fora do spot
O mercado de feijão carioca passa por um processo de ajuste técnico, com redução da liquidez e migração das negociações para operações fora do mercado spot, como pós-pregão, amostras e embarques.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, os preços apresentaram relativa estabilidade nas principais praças. O tipo 9 variou entre R$ 350 e R$ 360 por saca CIF em São Paulo, enquanto os padrões 8,5 ficaram entre R$ 335 e R$ 340 por saca. Já os grãos comerciais recuaram para a faixa de R$ 270 a R$ 315 por saca, evidenciando forte diferenciação conforme a qualidade.
Oferta elevada e qualidade irregular pressionam origens
O principal movimento da semana ocorreu nas regiões produtoras, com pressão baixista nos preços FOB em estados como Minas Gerais e Goiás. Esse cenário reflete a maior disponibilidade no curto prazo, impulsionada pela entrada da nova safra e pela maior circulação de lotes comerciais, muitos deles com qualidade inferior.
Segundo o analista, a oferta segue heterogênea, com escassez de grãos de padrão superior (nota 9+) e maior presença de produtos de qualidade inferior, o que contribui para a desvalorização média.
Demanda enfraquecida limita escoamento
A demanda segue enfraquecida, com compradores já abastecidos e adotando postura cautelosa. Esse comportamento tem limitado o volume de negócios e forçado ajustes pontuais nos preços.
O mercado, segundo Oliveira, atravessa uma fase de transição: de um ambiente sustentado pela restrição de oferta para outro condicionado ao ritmo do consumo, com tendência de ajuste baixista moderado no curto prazo.
Feijão preto: mercado travado e sem liquidez
O mercado de feijão preto apresenta um cenário ainda mais crítico, com ausência de liquidez e praticamente nenhum fechamento relevante ao longo da semana, mesmo diante de sucessivas quedas de preços.
A dinâmica permanece travada, com compradores retraídos, estoques confortáveis e baixa necessidade de reposição no curto prazo.
Preços em queda e formação de novos pisos regionais
Os preços do feijão preto seguiram em trajetória de queda, com o FOB consolidando novos pisos nas principais regiões produtoras. No Paraná, as cotações variaram entre R$ 166 e R$ 175 por saca. Em Santa Catarina, entre R$ 157 e R$ 162 por saca, enquanto em São Paulo os preços ficaram entre R$ 185 e R$ 200 por saca.
No mercado spot, as referências seguem nominais, sem formação consistente de negócios.
Excesso de oferta e falta de demanda pressionam mercado
A oferta elevada e a dificuldade de escoamento aumentam a concorrência entre vendedores, intensificando a pressão sobre os preços. Nesse contexto, o mercado perde capacidade de reação, sendo a ausência de demanda o principal fator limitante.
O segmento de feijão preto segue desancorado, com formação de preços ainda em andamento e predominância de viés baixista no curto prazo.
Cenário aponta continuidade de pressão no curto prazo
O mercado de feijão, tanto para o tipo carioca quanto para o preto, encerra a semana sob forte influência da demanda enfraquecida e da oferta elevada.
A tendência no curto prazo é de manutenção desse cenário, com preços pressionados e negociações limitadas, enquanto o mercado busca um novo ponto de equilíbrio entre oferta e consumo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Mercado de feijão iniciou abril em queda, aponta indicador Cepea/CNA

Reprodução/CNA
Brasília (13/04/2026) – Após as valorizações observadas no primeiro trimestre, o mercado de feijão iniciou abril em queda, pressionado principalmente pela retração da demanda, aponta o indicador Cepea/CNA.
De acordo com a análise, diante da dificuldade de repasse das altas ao longo da cadeia, compradores reduziram o ritmo de aquisições, enquanto o mercado passa por um processo de ajuste, em busca de novo equilíbrio entre oferta e demanda.
Feijão carioca (notas 9 ou superior) – Fatores como coloração e umidade dos grãos limitaram a fluidez dos negócios. Entre 3 e 10 de abril, os preços recuaram 4,81% no Noroeste de Minas Gerais, em um cenário de maior direcionamento de estoques ao mercado e tentativa dos compradores de recompor margens no varejo. Também foram registradas quedas em praças de São Paulo, Goiás e Paraná. Em Santa Catarina, por outro lado, os preços apresentaram maior sustentação, refletindo a menor disponibilidade de lotes recém-colhidos.
Feijão carioca (notas 8 e 8,50) – Para os grãos de padrão intermediário predominou o movimento de queda na maior parte das regiões, influenciado pela maior oferta de produto comercial e pela retração da demanda. As exceções foram Curitiba (PR), com alta de 2,22%, e o Leste Goiano, com avanço de 0,54%, sustentados pela melhor qualidade dos lotes disponíveis. Nas demais praças, os recuos variaram de 0,83% em Itapeva (SP) a 4,03% no Centro e Noroeste de Goiás.
Feijão preto (Tipo 1) – O ajuste de preços também prevaleceu. O nível de estoques já formado pela indústria e os preparativos para a entrada da nova safra exerceram pressão sobre as cotações, mesmo diante da oferta limitada da primeira safra no Paraná e da expectativa de redução de área na segunda safra. Em Curitiba (PR), os preços recuaram 7,22%, influenciados pela necessidade de comercialização por parte dos produtores, enquanto em Sorriso (MT) houve estabilidade.
Assessoria de Comunicação CNA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Chuvas irregulares impactam colheita do feijão no MATOPIBA

Foto: Canva
A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil e atingiu 73,5% da área total cultivada, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Matopiba, que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos têm sido influenciados pela distribuição das chuvas no início de abril, com contraste entre os estados da Bahia e do Piauí.
No Piauí, os acumulados recentes de chuva favoreceram as lavouras, especialmente nas áreas mais tardias. As precipitações registradas no fim de março e início de abril contribuíram para a manutenção do potencial produtivo, principalmente no sudeste do estado, que vinha apresentando déficit hídrico. No centro-norte, como em Campo Maior, os excedentes hídricos ajudaram a estabilizar a estimativa de perdas em 31,2%, conforme o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). “O sistema considera indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo, para avaliar os impactos das condições climáticas sobre o desempenho das culturas”, informa a análise.
Ainda no estado, a previsão de menores volumes de chuva no sul tem aberto uma janela para o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas.
Na Bahia, a evolução da colheita ocorre de forma mais lenta devido às condições meteorológicas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançaram 88% da área entre o fim de março e a primeira semana de abril. A continuidade das chuvas tem dificultado o trânsito de máquinas e afetado a qualidade dos grãos no oeste do estado. Em áreas do centro-sul, como Vitória da Conquista, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas reduziram a umidade do solo. Segundo o Sisdadro, a perda de produtividade pode chegar a 42,6% até 14 de abril.
Para os próximos dias, a previsão indica irregularidade das chuvas no Nordeste. No Piauí, os maiores acumulados devem ocorrer nas regiões norte, centro-norte e sudeste, com volumes entre 20 e 70 mm. Na Bahia, as chuvas mais expressivas são esperadas para o sul do estado, com acumulados entre 30 e 90 mm, principalmente entre sábado (11) e domingo (12). Nas demais áreas, a tendência é de baixos volumes ao longo da semana.
As temperaturas máximas devem variar entre 28 °C e 36 °C na maior parte da região. No sudeste do Piauí, os valores podem superar 36 °C, enquanto na Bahia a tendência é de temperaturas acima de 30 °C ao longo da semana.
Esse cenário, marcado por irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas, tende a reduzir os estoques de água no solo, sobretudo no centro-sul da Bahia, onde o déficit hídrico deve persistir. A análise destaca a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e do monitoramento da umidade do solo para orientar o manejo das lavouras. “Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região”, conclui o boletim.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Feijão se recupera, mas perdas ainda limitam produtividade

Foto: Canva
A recorrência de chuvas registrada entre os dias 8 e 21 de dezembro favoreceu a recuperação fisiológica e o desenvolvimento do feijão de primeira safra no Rio Grande do Sul. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25). Apesar do retorno das precipitações, lavouras que enfrentaram restrição hídrica nas fases de formação e enchimento de grãos mantêm potencial produtivo reduzido, reflexo da menor emissão de vagens e da diminuição do número de grãos por vagem.
Segundo o levantamento, as áreas que já se encontram em colheita não foram impactadas pela redução das chuvas no período mais recente e apresentam boa qualidade. De acordo com a Emater/RS-Ascar, os grãos colhidos têm maior calibre e não apresentam danos ao tegumento. A situação fitossanitária é considerada satisfatória, com monitoramento contínuo de pragas e doenças e aplicação de controles sempre que necessário.
A projeção da Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 26.096 hectares, com produtividade média estimada em 1.779 quilos por hectare. Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura foi iniciada recentemente e deve avançar até o início de janeiro. Conforme o informativo, há tendência de redução da área plantada em relação à expectativa inicial, atribuída à baixa cotação do grão no mercado.
Na região de Ijuí, 16% das lavouras já foram colhidas, com produtividade levemente abaixo do esperado, embora a qualidade dos grãos seja considerada adequada. Em Pelotas, o plantio ocorreu de acordo com as condições de umidade do solo, alcançando 82% da intenção de cultivo, com áreas distribuídas entre crescimento vegetativo, florescimento, granação, maturação e colheita.
Em Soledade, o retorno da umidade a níveis adequados normalizou o crescimento das lavouras, que seguem dentro do esperado, apesar de perdas pontuais causadas pela restrição hídrica. Nas áreas de menor altitude, os grãos colhidos apresentam tamanho e qualidade apropriados, sendo essas lavouras majoritariamente destinadas à subsistência familiar, com comercialização do excedente.
No mercado, o preço médio do feijão apresentou valorização. Conforme o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, a saca de 60 quilos teve alta de 3,89% em relação à semana anterior, passando de R$ 115,30 para R$ 119,78 no Estado.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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