Mato Grosso
Grupo do agro em Cáceres pede recuperação de R$ 90 milhões

Crise teria sido gerado pelas queimadas
Uma dívida que ultrapassa os R$ 90 milhões colocou um tradicional grupo ligado à pecuária de Mato Grosso no centro de um processo de recuperação judicial. A decisão da 1ª Vara Cível de Cuiabá trouxe um alívio imediato aos proprietários, suspendendo cobranças e bloqueando medidas como penhoras e apreensões de bens.
O caso envolve o Grupo Tubino, de Cáceres, no oeste de Mato Grosso. O grupo é formado pelo casal de advogados Cleiton Tubino Silva e Darlise Hasper Muniz Tubino Silva, que mantêm a tradição na atividade pecuária desde a década de 1990 na região.
A medida liminar, publicada em 29 de maio de 2026, autoriza o início do processo para um passivo estimado em exatos R$ 90,2 milhões. O pedido busca preservar a viabilidade da operação rural, que é fundamental para a economia local de Cáceres.
O que muda para os credores com a decisão da Justiça?
A autorização concedida antecipa efeitos protetivos essenciais. Na prática, ficam suspensas todas as cobranças relacionadas a dívidas declaradas pelo grupo, além da interrupção temporária de ações de sequestro de bens e penhoras judiciais.
Antes do avanço definitivo, uma constatação prévia será realizada para verificar se a operação possui condições reais de continuidade. Esta análise técnica é decisiva para comprovar a viabilidade econômica e operacional da atividade desenvolvida pelo casal em Mato Grosso.
Queimadas e custos de produção elevaram o passivo financeiro
Nos documentos apresentados à Justiça, os produtores detalham que o endividamento se agravou devido a uma combinação de fatores externos. O aumento nos custos de insumos, a alta dos combustíveis e os reflexos econômicos da pandemia foram citados como estopins para a crise.
Além disso, o grupo aponta que eventos climáticos extremos foram determinantes para o desequilíbrio das contas. Períodos de estiagem severa e incêndios de grandes proporções em Cáceres forçaram a contratação de novos créditos para manter a sobrevivência do rebanho.
Dados do Inpe confirmam alerta de incêndios no estado
A justificativa sobre o impacto das queimadas encontra respaldo em dados oficiais. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso registrou 1.675 focos de calor entre janeiro e junho de 2026, ocupando a segunda posição no ranking nacional de queimadas.
O próximo passo do processo exige que o grupo indique quais bens são estritamente essenciais para manter a pecuária funcionando. O objetivo é garantir que o fluxo de caixa seja preservado enquanto o plano de pagamento aos credores é desenhado e apresentado à Justiça.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Dia Mundial do Meio Ambiente destaca importância da logística reversa no agronegócio

Dia Mundial do Meio Ambiente destaca importância da logística reversa no agronegócio. Foto: Assessoria
Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a necessidade de ações concretas voltadas à preservação dos recursos naturais e à construção de um futuro mais sustentável. No agronegócio, uma dessas iniciativas é a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, que transforma resíduos em novos produtos e evita impactos ambientais.
Em Lucas do Rio Verde, esse trabalho é realizado pela Fundação Rio Verde, por meio da Central de Recebimento e Processamento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (Cearpa), integrante do Sistema Campo Limpo, considerado uma das maiores referências mundiais em logística reversa de embalagens pós-consumo.
O sistema, gerenciado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), garante que as embalagens utilizadas nas propriedades rurais retornem para uma destinação ambientalmente correta, prevenindo a contaminação do solo, da água e contribuindo diretamente para a conservação do meio ambiente.
Os resultados demonstram a eficiência do trabalho realizado. Em 2025, a Cearpa recebeu e destinou corretamente 2.124 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Para 2026, a previsão é manter os altos índices de recolhimento, com mais de 2 mil toneladas destinados adequadamente.
Segundo o Gestor Ambiental da Cearpa, Rangel Portela, o comprometimento dos produtores rurais é fundamental para o sucesso do programa.
“Nosso produtor rural é muito consciente da importância da destinação correta das embalagens. Hoje, praticamente tudo o que vai para o campo retorna para reciclagem ou para uma destinação ambientalmente adequada, fortalecendo a sustentabilidade da atividade agrícola”, destaca.
Atualmente, a Central conta com nove colaboradores e recebe diariamente embalagens de seis propriedades rurais, de acordo com agendamento. Além disso a entidade presta suporte ao posto de recebimento de Tapurah, que encaminha semanalmente mais de 19 toneladas de materiais para processamento.
Após o recebimento, as embalagens passam por uma rigorosa triagem. Aproximadamente 85% do material segue para reciclagem e os outros 15% são destinados ao coprocessamento, tecnologia que utiliza os resíduos como fonte de energia em processos industriais.
“A reciclagem é uma importante ferramenta de preservação ambiental. As embalagens retornam à cadeia produtiva como matéria-prima para novos produtos, enquanto o coprocessamento garante uma destinação segura para os materiais que não podem ser reciclados”, explica Portela.
O material reciclado dá origem a 38 produtos homologados, utilizados em diversos setores da economia. Na construção civil, transforma-se em tubos para esgoto e dutos corrugados. No setor de transportes, é utilizado na fabricação de caixas para baterias, dormentes ferroviários e postes de sinalização. Já a indústria moveleira utiliza o material na produção de componentes e estruturas de proteção.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a atuação da Cearpa e da Fundação Rio Verde comprova como o agronegócio pode aliar produtividade e responsabilidade ambiental. O trabalho desenvolvido impulsiona a preservação dos recursos naturais, reduz impactos ambientais e promove a conscientização sobre a importância da destinação correta dos resíduos gerados no campo.
Produtores interessados em realizar o agendamento para entrega das embalagens ou obter mais informações podem entrar em contato pelo WhatsApp (65) 99997-3597 ou acessar o sistema de agendamento do inpEV.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Distribuição de medicamentos para parar de fumar cresce 138% no SUS em três anos

Ilustração
O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou significativamente a oferta de medicamentos voltados ao tratamento da dependência de nicotina nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a distribuição desses insumos registrou crescimento de 138,51%, passando de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades enviadas aos estados e municípios brasileiros.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde e reforçam as ações desenvolvidas no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. A disponibilização dos medicamentos integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE).
Segundo a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o aumento na distribuição demonstra uma procura cada vez maior da população por apoio especializado para abandonar o cigarro.
De acordo com ela, os números refletem o interesse crescente dos brasileiros em buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida e reforçam a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento do tabagismo.
Cinco medicamentos integram tratamento oferecido pelo SUS
Atualmente, o SUS disponibiliza cinco itens essenciais para auxiliar pacientes que desejam deixar o hábito de fumar. Entre eles estão o cloridrato de bupropiona de 150 miligramas, a goma de mascar de nicotina de 2 miligramas e os adesivos transdérmicos de nicotina nas dosagens de 7, 14 e 21 miligramas.
Além do fornecimento dos medicamentos, a estratégia nacional inclui ações de educação em saúde e acompanhamento dos pacientes, ampliando as chances de sucesso no tratamento.
O Ministério da Saúde destaca que garantir o abastecimento regular desses produtos em todo o território nacional é uma das prioridades da pasta. Segundo Fernanda De Negri, o fortalecimento das estratégias de distribuição e do uso racional dos medicamentos é fundamental para assegurar que o tratamento chegue de forma contínua, segura e orientada às pessoas que desejam abandonar o tabagismo.
Crescimento ocorreu em todos os medicamentos
Os números mostram aumento expressivo na distribuição de todos os itens utilizados no tratamento.
O fornecimento de bupropiona 150 mg passou de 8,68 milhões de unidades em 2022 para 18,62 milhões em 2025. Os adesivos de nicotina de 7 mg cresceram de 3,13 milhões para 6,32 milhões de unidades no mesmo período.
Já os adesivos de 14 mg registraram aumento de 3,14 milhões para 8,13 milhões de unidades, enquanto os de 21 mg passaram de 3,58 milhões para 8,89 milhões.
O maior crescimento proporcional foi observado na distribuição da goma de nicotina de 2 mg, que saltou de pouco mais de 1 milhão para 4,64 milhões de unidades entre 2022 e 2025.
Tabagismo continua sendo desafio de saúde pública
Considerado uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo, o tabagismo está associado a diversos problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer.
Por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, o SUS oferece tratamento gratuito e acompanhamento especializado para pessoas que desejam abandonar o vício, contribuindo para a redução dos impactos do cigarro na saúde da população brasileira.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Milho segunda safra consolida renda no campo e avança na agroindustrialização de MT, avalia Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) reforçou o papel estratégico do milho segunda safra para a economia mato-grossense e defendeu políticas de crédito capazes de garantir fôlego financeiro, planejamento e competitividade aos produtores rurais. O posicionamento foi apresentado durante a Abertura Nacional da Colheita do Milho Segunda Safra, realizada na Estância VN, em Querência, na região Leste do estado.
O evento reuniu produtores rurais, lideranças políticas, empresariais e representantes do setor produtivo, com painéis voltados aos desafios do agro brasileiro, crédito rural, custos de produção, inovação, logística e oportunidades para a cadeia do milho. Para a Famato, a cultura deixou de ser complementar e passou a ocupar posição central na geração de renda, na agroindustrialização e na interiorização do desenvolvimento em Mato Grosso.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou que o milho transformou a realidade econômica do estado e abriu uma nova etapa para o setor produtivo. “Aquilo que começou como uma safrinha, como alternativa para rotação de cultura e melhoria da soja, hoje se tornou uma safra consolidada e uma das mais importantes para o estado. Estamos vivendo um momento em que o milho passa a ser transformado em energia renovável aqui em Mato Grosso. Isso mostra a força da nossa produção e a capacidade do produtor mato-grossense de entregar volume, qualidade e eficiência”, afirmou Vilmondes.
O presidente da Famato também destacou que a expansão das indústrias de transformação deve aumentar a demanda pelo cereal nos próximos anos.
“Estamos vivendo a verticalização e a industrialização do agro. Com a chegada de indústrias que transformam milho em bioenergia, etanol e proteína animal, Mato Grosso entra em uma nova etapa de desenvolvimento. A estimativa é que nos próximos anos o estado praticamente dobre o número de indústrias de transformação. Para isso, vamos precisar produzir muito mais milho”, disse.
Durante o painel sobre os desafios do agro brasileiro, crédito, custos e competitividade no campo, Vilmondes também defendeu medidas para aliviar o endividamento dos produtores rurais. A pauta ocorre no contexto das discussões sobre o PL 5.122/2023, em tramitação no Senado, que trata da criação de uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais.
“Temos trabalhado dentro da federação com muita cautela, sempre próximos dos poderes e dos governos, buscando transformar ações em resultados para quem está no campo todos os dias. A Famato representa mais de 33 mil produtores rurais em Mato Grosso, em todas as cadeias produtivas, e está atuando para que medidas em discussão no Senado possam dar um respiro aos produtores que estão endividados e sem planejamento para a próxima safra”, disse Vilmondes.
O superintendente da Famato e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, avaliou que a safra de milho em Mato Grosso apresenta cenário positivo, com boas produtividades registradas em campo. Conforme o Imea, a produtividade do milho 2025/26 foi projetada em 120,28 sacas por hectare, com produção estimada em 53,349 milhões de toneladas e área de 7,392 milhões de hectares.
“A expectativa para a produção de milho em Mato Grosso nesta temporada é positiva. Tivemos uma área cultivada em torno de 7,4 milhões de hectares, com leve incremento em relação ao ano passado. A safra ainda está em curso, e nossas equipes seguem em campo avaliando a produtividade, mas o que temos visto até agora é um cenário muito positivo, com excelentes resultados”, afirmou Cleiton.
Para o superintendente, o milho segunda safra se consolidou como uma das principais ferramentas de rentabilidade no sistema produtivo mato-grossense. “Desde os anos 2000, o produtor aprendeu a se encaixar muito bem no sistema produtivo de segunda safra, cultivando soja na primeira safra e milho na sequência, na mesma área. Isso permite agregar renda, otimizar o uso de mão de obra, aproveitar equipamentos compartilhados e gerar uma nova produção dentro do mesmo sistema”, explicou.
Cleiton também ressaltou que o etanol de milho ampliou a capacidade de absorção da produção estadual.
“Nos últimos anos, a chegada do etanol de milho deu ainda mais vazão à expansão da produção mato-grossense”, completou.
O presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, destacou que as condições climáticas favoreceram a cultura e que o evento permitiu discutir demandas importantes dos produtores.
“Tivemos um clima extremamente propício, e a expectativa para a colheita é muito boa. Além de celebrar uma safra excelente, o evento trouxe painéis importantes para discutir gargalos como logística, crédito e outras demandas que atingem diretamente a nossa atividade”, afirmou.
Anfitrião do evento e proprietário da Estância VN, Irio José Guisolphi ressaltou que o milho tem sido determinante para a rentabilidade das propriedades rurais. “As margens da soja estão cada vez menores, e o milho tem sido um dos principais responsáveis por garantir rentabilidade e permitir que muitos produtores continuem investindo e produzindo. É um privilégio receber este evento na minha propriedade, e temos uma expectativa muito boa para esta safra”, disse.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também reforçou a importância da agroindustrialização para o futuro econômico do estado. “A produtividade que temos aqui não existe em nenhum outro lugar do mundo. A atração de novas agroindústrias mudou a realidade de Mato Grosso. A nossa vocação é produzir biocombustíveis e proteína animal a partir dos subprodutos do milho. O boi precisa estar perto da comida, e isso vai acontecer em breve nesta região”, disse.
Também participaram do evento o diretor administrativo e financeiro da Famato, Robson Marques; o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Geraldo Antônio Delai; o presidente eleito do Sindicato Rural de Querência, Lauri Pedro Jantsch; além de produtores rurais, autoridades e lideranças do setor produtivo.
com Assessoria/Famato
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Meio Ambiente5 dias atrásComo será o clima no Brasil em junho de 2026
-

Meio Ambiente4 dias atrásJunho terá frio e mais chuva no Paraná
-

Mato Grosso5 dias atrásDe olho no milho: Governo dos EUA envia comitiva a Mato Grosso para decifrar a explosão na produção de etanol
-

Notícias3 dias atrásMaçã no Brasil – Especialistas debatem cenário da safra e desafios da cultura
-

Mato Grosso4 dias atrásCorteva Agriscience e Aprosoja Brasil lançam cartilha técnica sobre Pragas Quarentenárias
-

Mato Grosso5 dias atrásProdutores poderão financiar drones e internet rural
-

SOJA4 dias atrásChuvas favorecem soja 2026 em Roraima, mas El Niño preocupa
-

Mato Grosso4 dias atrásGrupo chinês avalia instalar usina para transformar lixo em energia em Mato Grosso







































