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Agronegócio

Demanda externa por carne bovina cresce mais que produção no Brasil e impulsiona preços

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Carne bovina – Fotos do Canva

A produção de carne bovina segue em crescimento no Brasil, mas o avanço da demanda internacional tem superado esse ritmo, segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Os dados mais recentes do IBGE revelam que, no primeiro trimestre de 2025, o volume produzido no país foi 2,73% maior do que no mesmo período do ano passado. Já as exportações aumentaram quase 12% na mesma comparação, conforme registros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O relatório trimestral do IBGE aponta que foram produzidas 64,9 mil toneladas a mais de carne bovina em relação aos três primeiros meses de 2024, totalizando um desempenho positivo na oferta nacional. No entanto, o salto nas vendas externas foi ainda mais expressivo, com acréscimo de 70,9 mil toneladas, o que reforça o apetite crescente do mercado internacional pela carne brasileira.

Esse cenário já vinha sendo sinalizado pelos preços praticados ao longo do trimestre. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, calculado para o estado de São Paulo, registrou alta de 22% em termos reais, considerando o deflator IGP-DI. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina apresentou valorização ainda maior, de 23,8% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

A combinação de produção em alta e demanda externa ainda mais aquecida tem impulsionado o mercado pecuário brasileiro, reforçando o papel do país como um dos principais fornecedores globais de proteína animal. Para os analistas do Cepea, esse movimento tende a manter os preços firmes no curto prazo, ao mesmo tempo em que fortalece o setor de exportação.

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Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço dos ovos reage em maio com alta de até 10% e melhora na demanda

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Reprodução

O mercado de ovos iniciou maio em recuperação, com aumento gradual nas vendas e valorização do produto nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Nos últimos dias, a alta chegou a 10%, refletindo um cenário mais favorável para os produtores.

De acordo com o Cepea, a reação do mercado está diretamente ligada ao escoamento dos estoques acumulados no fim de abril, período em que descontos foram praticados para estimular as vendas. Com a redução da oferta disponível, o setor encontrou espaço para reajustes nos preços.

Início do mês e Dia das Mães aquecem consumo

Outro fator determinante para o movimento de alta foi a retomada da demanda, impulsionada pelo aumento do poder de compra da população no início do mês. Além disso, a proximidade do Dia das Mães levou redes atacadistas e varejistas a reforçarem os estoques, contribuindo para o aquecimento do mercado.

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Esse cenário mais dinâmico tem permitido aos produtores negociar valores mais elevados, após um período de maior pressão sobre os preços.

Mercado segue atento ao consumo

A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente da continuidade da demanda. Caso o ritmo de consumo se mantenha, o mercado pode sustentar os atuais patamares ou até registrar novos avanços, consolidando a recuperação observada neste início de maio.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de laranja deve cair com bienalidade e avanço do greening, aponta mercado

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Fundecitrus

O setor citrícola brasileiro acompanha com atenção a divulgação da primeira estimativa da safra 2025/26, que deve indicar recuo na produção em relação ao ciclo anterior. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que aponta a bienalidade negativa e o avanço do greening como os principais fatores de pressão sobre os pomares.

A expectativa do mercado é de que os números influenciem diretamente os preços e os volumes de contratos firmados com a indústria para a nova temporada, especialmente no segmento de suco de laranja.

Doença e ciclo produtivo limitam produtividade

A chamada bienalidade negativa — característica natural da cultura, que alterna anos de maior e menor produção — deve impactar o rendimento das lavouras. Ao mesmo tempo, o avanço do greening (HLB), uma das principais doenças da citricultura, segue comprometendo a produtividade e elevando os custos de manejo.

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Segundo o Cepea, a combinação desses fatores deve continuar pressionando o setor também no ciclo seguinte, com expectativa de novo recuo na produção em 2026/27.

Clima melhora, mas ainda gera preocupação

As condições climáticas apresentaram melhora nos primeiros meses de 2026, com boa umidade no cinturão citrícola, o que trouxe algum alívio aos produtores. No entanto, a previsão de temperaturas ligeiramente acima da média mantém o sinal de alerta quanto ao potencial produtivo ao longo da temporada.

Diante desse cenário, a definição da safra 2025/26 será determinante para o comportamento do mercado, especialmente no que diz respeito à formação de preços e ao planejamento da indústria nos próximos meses.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado avícola reage em abril, mas preços seguem abaixo do ano passado

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SEAPA/Divulgação

Após um início de ano marcado por quedas consecutivas, o mercado avícola brasileiro encerrou abril em recuperação, com alta nas cotações ao longo de toda a cadeia. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da reação, o valor ainda é considerado baixo frente ao mesmo período do ano passado e permanece abaixo do pico registrado em janeiro, quando atingiu R$ 7,47/kg, em termos reais.

Demanda e frete puxam recuperação

De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta dos preços se intensificou na segunda metade da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo, impulsionado pelo pagamento de salários. A elevação nos preços dos combustíveis também contribuiu para o cenário, encarecendo o frete e pressionando os valores ao longo da cadeia.

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Mesmo com a recuperação, o produto acumula desvalorização real de 8,9% desde dezembro, refletindo um cenário ainda desafiador para o setor.

Feriados freiam avanço no fim do mês

Na segunda quinzena de abril, o ritmo de alta perdeu força. Segundo o Cepea, os feriados nacionais de Dia de Tiradentes e do Dia do Trabalho impactaram negativamente a demanda, reduzindo o consumo e provocando ajustes pontuais nos preços.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve seguir atrelado ao ritmo da demanda interna e aos custos logísticos, fatores que continuam determinantes para a formação das cotações no setor avícola.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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