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Agronegócio

Exportação de carne cresce 20,8% nos primeiros meses de 2025

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Matelândia- 22-10-2020 – Abatedouro de aves da cooperativa lar em Matelândia – Foto : Jonathan Campos / AEN

 

As exportações de carnes in natura feitas pelo Paraná chegaram a US$ 1,56 bilhão entre janeiro e abril de 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) tabulados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O volume representa um crescimento de 20,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram exportados US$ 1,29 bilhão.

Os valores, que constam no Informativo do Comércio Exterior Paranaense , divulgado nesta segunda-feira (12), levam em conta o volume vendido pelo Paraná a outros países de carne de frango, suína e bovina.

A de frango representa a maior fatia entre a exportação de carnes. Foram exportados US$ 1,32 bilhão em carne de frango in natura, o que representa um crescimento de 14,4% em relação ao ano anterior. O produto é o segundo alimento exportado pelo Paraná, atrás somente da soja em grão, com US$ 1,47 bilhão.

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A carne suína in natura teve crescimento de 75,1% nas exportações, chegando a US$ 172 milhões comercializados com outros países. Já a carne bovina in natura registrou aumento de 86,5% e chegou a US$ 60,5 milhões no período.

Considerando todos os produtos da pauta, as exportações paranaenses chegaram a US$ 7,44 bilhões, com destaque também para farelo de soja (US$ 389 milhões), açúcar bruto (US$ 308 milhões), cereais (US$ 267 milhões), papel (US$ 261 milhões), automóveis (US$ 218 milhões), madeira compensada ou contraplacada (US$ 213 milhões) e celulose (US$ 188 milhões).

“A estratégia de diversificação produtiva é fundamental na geração de empregos qualificados e salários mais elevados, ampliando a qualidade de vida dos paranaenses e consolidando a robustez da nossa economia”, afirmou o secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia.

PAÍSES
Ao todo, os produtos paranaenses chegaram a 200 países ou mercados diferentes ao longo dos quatro primeiros meses do ano. A China segue sendo o principal destino das exportações. Foram US$ 1,74 bilhão vendidos para o país asiático entre janeiro e abril de 2025, representando 23,4% das exportações do Paraná no período.

Na sequência, estão Argentina (US$ 532 milhões) e Estados Unidos (US$ 493 milhões), que, em ambos os casos, aumentaram o volume de produtos comprados do Paraná. No caso da Argentina, o crescimento foi de 72%. Já com os Estados Unidos, o aumento foi de 3,8%.

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O aumento do comércio com estes dois países foi alcançado mesmo em um cenário internacional marcado pela elevação das tarifas de importação pelo governo norte-americano, reforçando a competitividade dos produtos paranaenses.

De acordo com o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os números levantados demonstram que o Paraná também é competitivo na produção e exportação de mercadorias de alto valor agregado. “As nossas vendas externas não se restringem aos produtos primários, sendo relevante também o comércio de itens manufaturados sofisticados”, disse.

IMPORTAÇÕES

As importações paranaenses entre janeiro e abril de 2025 chegaram a US$ 6,5 bilhões, fechando um saldo de US$ 915,7 milhões na balança comercial do Paraná no quadrimestre.

Entre os produtos mais importados estão adubos e fertilizantes (US$ 802 milhões), óleos e combustíveis (US$ 494 milhões), produtos químicos orgânicos (US$ 456 milhões), autopeças (US$ 446 milhões), produtos farmacêuticos (US$ 345 milhões) e produtos químicos diversos (US$ 274 milhões).

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(Com AEN/PR)

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço dos ovos reage em maio com alta de até 10% e melhora na demanda

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Reprodução

O mercado de ovos iniciou maio em recuperação, com aumento gradual nas vendas e valorização do produto nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Nos últimos dias, a alta chegou a 10%, refletindo um cenário mais favorável para os produtores.

De acordo com o Cepea, a reação do mercado está diretamente ligada ao escoamento dos estoques acumulados no fim de abril, período em que descontos foram praticados para estimular as vendas. Com a redução da oferta disponível, o setor encontrou espaço para reajustes nos preços.

Início do mês e Dia das Mães aquecem consumo

Outro fator determinante para o movimento de alta foi a retomada da demanda, impulsionada pelo aumento do poder de compra da população no início do mês. Além disso, a proximidade do Dia das Mães levou redes atacadistas e varejistas a reforçarem os estoques, contribuindo para o aquecimento do mercado.

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Esse cenário mais dinâmico tem permitido aos produtores negociar valores mais elevados, após um período de maior pressão sobre os preços.

Mercado segue atento ao consumo

A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente da continuidade da demanda. Caso o ritmo de consumo se mantenha, o mercado pode sustentar os atuais patamares ou até registrar novos avanços, consolidando a recuperação observada neste início de maio.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de laranja deve cair com bienalidade e avanço do greening, aponta mercado

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Fundecitrus

O setor citrícola brasileiro acompanha com atenção a divulgação da primeira estimativa da safra 2025/26, que deve indicar recuo na produção em relação ao ciclo anterior. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que aponta a bienalidade negativa e o avanço do greening como os principais fatores de pressão sobre os pomares.

A expectativa do mercado é de que os números influenciem diretamente os preços e os volumes de contratos firmados com a indústria para a nova temporada, especialmente no segmento de suco de laranja.

Doença e ciclo produtivo limitam produtividade

A chamada bienalidade negativa — característica natural da cultura, que alterna anos de maior e menor produção — deve impactar o rendimento das lavouras. Ao mesmo tempo, o avanço do greening (HLB), uma das principais doenças da citricultura, segue comprometendo a produtividade e elevando os custos de manejo.

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Segundo o Cepea, a combinação desses fatores deve continuar pressionando o setor também no ciclo seguinte, com expectativa de novo recuo na produção em 2026/27.

Clima melhora, mas ainda gera preocupação

As condições climáticas apresentaram melhora nos primeiros meses de 2026, com boa umidade no cinturão citrícola, o que trouxe algum alívio aos produtores. No entanto, a previsão de temperaturas ligeiramente acima da média mantém o sinal de alerta quanto ao potencial produtivo ao longo da temporada.

Diante desse cenário, a definição da safra 2025/26 será determinante para o comportamento do mercado, especialmente no que diz respeito à formação de preços e ao planejamento da indústria nos próximos meses.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado avícola reage em abril, mas preços seguem abaixo do ano passado

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SEAPA/Divulgação

Após um início de ano marcado por quedas consecutivas, o mercado avícola brasileiro encerrou abril em recuperação, com alta nas cotações ao longo de toda a cadeia. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da reação, o valor ainda é considerado baixo frente ao mesmo período do ano passado e permanece abaixo do pico registrado em janeiro, quando atingiu R$ 7,47/kg, em termos reais.

Demanda e frete puxam recuperação

De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta dos preços se intensificou na segunda metade da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo, impulsionado pelo pagamento de salários. A elevação nos preços dos combustíveis também contribuiu para o cenário, encarecendo o frete e pressionando os valores ao longo da cadeia.

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Mesmo com a recuperação, o produto acumula desvalorização real de 8,9% desde dezembro, refletindo um cenário ainda desafiador para o setor.

Feriados freiam avanço no fim do mês

Na segunda quinzena de abril, o ritmo de alta perdeu força. Segundo o Cepea, os feriados nacionais de Dia de Tiradentes e do Dia do Trabalho impactaram negativamente a demanda, reduzindo o consumo e provocando ajustes pontuais nos preços.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve seguir atrelado ao ritmo da demanda interna e aos custos logísticos, fatores que continuam determinantes para a formação das cotações no setor avícola.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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