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Produção da espécie de Coffea arabica ocupa área de 1,48 milhões de hectares e de Coffea canephora 369,65 mil hectares no ano-cafeeiro 2025

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Foto: Canva

A área em produção dos Cafés do Brasil, neste ano-cafeeiro de 2025, incluindo as espécies de Coffea arabica (café arábica) e de Coffea canephora (café robusta+conilon), ocupa o total de 1,85 milhão de hectares, nas cinco regiões geográficas brasileiras. E, caso se confirmem os dados da primeira estimativa da safra divulgados em janeiro, o País produzirá um volume físico equivalente a 51,81 milhões de sacas de 60kg que permitirão obter uma produtividade média em nível nacional de 28 sacas por hectare.

Nesse contexto, estabelecendo um comparativo dos dados da estimativa desta safra de 2025 com a performance do que foi efetivamente apurado no ano-cafeeiro de 2024, cujo volume colhido totalizou 54,21 milhões de sacas, numa área de 1,88 milhão de hectares e produtividade média de 28,8 sacas por hectare, constata-se que poderá haver, respectivamente, decréscimos de 4,4% no volume da produção da safra deste ano, em relação à anterior, assim como da área de cultivo (1,6%), e também queda em torno de 2,8% da produtividade, casos tais números se confirmem na etapa final da colheita desta safra.

Especificamente em relação à safra estimada da espécie de C. arabica, de 2025, merece destaque o fato de que a produção total desta espécie foi calculada em 34,68 milhões de sacas de 60kg, que está sendo cultivada numa área equivalente a 1,48 milhões de hectares, o que permitirá obter uma produtividade média de 23,4 sacas por hectare.

Assim, caso tais números desta safra do C. arabica de 2025 se confirmem e sejam comparados com os mesmos dados da safra anterior, cuja produção foi de 39,59 milhões de sacas obtidas numa área de cultivo de 1,50 milhões de hectares, com produtividade de 26,2 sacas por hectare, verifica-se que deverá haver um decréscimo expressivo de 12,4% no volume da colheita, de 1,6% na área de produção e de 11% na produtividade.

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Em complemento, com relação à produção de 2025 estimada para os cafés da espécie de C. canephora, vale registrar e destacar que tal safra foi estimada em um volume físico equivalente a 17,13 milhões de sacas, cujo cultivo está sendo realizado numa área de 369,65 mil hectares, o que permitirá obter uma produtividade média de 46,3 sacas por hectare.

Dessa forma, caso seja estabelecida a mesma comparação anterior com o desempenho do C. canephora, de 2024 com as estimativas previstas para 2025, haja vista que a produção colhida no ano anterior foi de 14,61 milhões de sacas obtida numa área de 372,42 mil hectares, com produtividade 39,2 sacas por hectare, verifica-se que haverá aumento em 2025 na produção de 17,2%, assim como na produtividade de 18,1%, e, em contrapartida, um ligeiro decréscimo de 0,7% na área de cultivo, se tais previsões se confirmarem.

Concluindo esta análise convém destacar que os números e dados do desempenho da performance dos Cafés do Brasil que estão permitindo realizar tal estudo constam do Sumário Executivo do Café – Abril 2025, documento que é elaborado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, e que também está disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Fonte: Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Café

Exportações de café recuam na safra 2025/26 e refletem oferta restrita no Brasil

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Foto: Wenderson Araújo/CNA

As exportações brasileiras de café seguem em ritmo mais lento na safra 2025/26, evidenciando um cenário de oferta limitada no mercado interno. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil mostram que, entre julho de 2025 e março de 2026, o país embarcou 29,09 milhões de sacas de 60 kg, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior, quando foram exportadas 36,91 milhões de sacas.

O resultado marca o menor volume para esse intervalo desde a safra 2022/23, reforçando o impacto da menor produção e da redução dos estoques disponíveis no país.

Recuperação pontual em março não muda cenário

Apesar do quadro mais restritivo, março apresentou uma leve recuperação nos embarques. No mês, o Brasil exportou 3,04 milhões de sacas, avanço de 15,4% em relação a fevereiro, quando o volume havia sido de 2,63 milhões.

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Ainda assim, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, essa reação mensal não altera o cenário geral, que segue limitado pela baixa disponibilidade de café no mercado doméstico.

Estoques curtos e produtores cautelosos

A combinação entre produção menor na safra atual e estoques nacionais historicamente baixos tem restringido o volume disponível para exportação. Com isso, produtores já contam com poucos lotes da safra 2025/26 para negociação.

Além disso, o bom nível de preços ao longo da temporada contribuiu para a capitalização dos cafeicultores, que, neste momento, não demonstram urgência em comercializar os volumes remanescentes. Essa postura reduz ainda mais a oferta no curto prazo.

Perspectiva depende da próxima safra

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De acordo com o Cepea, esse ambiente de exportações mais contidas deve persistir nas próximas semanas. A expectativa é de que o ritmo de embarques volte a ganhar força apenas com o avanço da colheita da safra 2026/27, que tende a se intensificar a partir de meados de maio.

Até lá, o mercado deve seguir ajustado, com oferta restrita e negociações pontuais, refletindo o equilíbrio delicado entre disponibilidade interna e demanda externa.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Café

Proximidade da colheita pressiona preços do café e reduz ritmo de negociações

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Reprodução

A proximidade da colheita já começa a influenciar o mercado de café no Brasil, mesmo com a intensificação dos trabalhos prevista apenas para meados de maio. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o movimento tem pressionado as cotações e alterado o comportamento dos agentes no mercado.

No caso do café arábica, os preços vêm apresentando recuo na maior parte dos dias desde o fim de março, refletindo a expectativa de entrada de uma nova safra. Ainda que a colheita não esteja em pleno ritmo, a antecipação desse cenário já impacta as negociações.

Para o café robusta, a pressão é ainda mais evidente. Como os primeiros talhões costumam ser colhidos entre abril e maio, a proximidade imediata da oferta tem pesado de forma mais intensa sobre os preços no mercado interno.

Nesse contexto, a liquidez no segmento de robusta segue limitada há algumas semanas. Produtores têm optado por comercializar apenas volumes pontuais, principalmente para cumprir compromissos financeiros de curto prazo e organizar o planejamento da colheita.

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O cenário reforça um padrão recorrente no setor cafeeiro: a expectativa de maior oferta tende a pressionar os preços antes mesmo da entrada efetiva do produto no mercado, mantendo negociações mais cautelosas tanto por parte de vendedores quanto de compradores.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Café

CNA debate renovação de linha de crédito para cafezais danificados

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Divulgação

 

Brasília – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na quarta (1º), a renovação da linha de crédito para cafezais danificados.

O assunto foi tema da Comissão Nacional do Café, que reuniu representantes das federações de agricultura estaduais para ouvir relatos sobre a realidade da produção nas regiões cafeeiras e as demandas dos cafeicultores.

O presidente da Comissão, Ademar Pereira, destacou o trabalho que a confederação tem feito junto aos ministérios para atender as demandas do setor e trazer benefícios para a cadeia produtiva.

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A coordenadora de Produção Agrícola, Ana Lígia Lenat, explicou que a CNA se reuniu com os Ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário para tratar da liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e da possibilidade de ampliar a linha para diferentes tipos de ocorrências.

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“Precisamos trabalhar a vulnerabilidade estrutural dos pequenos cafeicultores”, afirmou.

Ana esclareceu que a ideia é trabalhar ao longo do ano com relatos de produtores para embasar a reestruturação da linha junto ao governo, além de possibilitar ajustes parciais nos recursos visando atender outras destinações dentro da cadeia produtiva.

“A linha atualmente é reativa. Queremos reduzir isso para que ela fique um pouco mais atrativa para o produtor rural, deixando mais apropriada para as diferentes realidades regionais do país”, pontuou.

Além da escuta das federações estaduais, a CNA usou dados do projeto Campo Futuro para subsidiar a solicitação que será tratada junto ao Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).

O vice-presidente da comissão, Thiago Orletti, ressaltou que, após a renovação na linha de crédito, a intenção do colegiado é promover ações com os agentes financeiros para que a linha chegue às mãos dos produtores, porque segundo ele, muitos ainda não sabem que existe.

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Assessoria de Comunicação CNA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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