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Desastre no Pesqueiro: Copel nega ressarcimento após queda de energia

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Foto: Flávio Frizon

 

Há pouco mais de um mês, Simoni enfrentou um grande revés em seu pesqueiro, que fica às margens da BR-163, em Cascavel (PR), onde um ano de trabalho foi comprometido. Uma interrupção no fornecimento de energia resultou na morte de 66 toneladas de peixes.

O local, que oferece serviços de pesque-pague e também produz tilápias para venda em frigoríficos, viu sua operação ameaçada. Desde então, Simoni e sua família têm se esforçado ao máximo para recuperar os danos e continuar com as atividades, enquanto aguardam uma resposta da Copel sobre o ocorrido. A falta de energia no pesqueiro foi crucial, pois impediu a oxigenação e a circulação adequada da água nos açudes, levando à mortalidade dos peixes. “Ficamos 24 horas sem energia. Eles não tiveram oxigênio suficiente na água e a mortalidade aconteceu”, explica Simone de Carvalho.

50 toneladas de peixes vão para a vala por falta de energia

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A resposta da Copel, no entanto, não atendeu às expectativas da empresária dona do Pesqueiro. Em um e-mail, a empresa informou que a interrupção foi causada por um dispositivo de proteção da rede, que visa garantir a segurança das pessoas e propriedades, e, portanto, não se responsabiliza pela continuidade do serviço. Essa justificativa deixou Simoni indignada, que esperava uma explicação mais satisfatória e um suporte diante do prejuízo. “Se eles fizessem a manutenção adequada nas redes, isso teria sido evitado”, desabafa.

Print da resposta da Copel

Desde o incidente no pesqueiro, Simoni tem enfrentado dificuldades para dormir, preocupada com as contas, os funcionários e o futuro do negócio. Agora, ela se vê obrigada a buscar uma solução na justiça. “Achei que teríamos um acordo, um diálogo, mas simplesmente disseram não. Vou entregar nas mãos da Justiça e de Deus”, afirma. Para atender seus clientes, ela teve que comprar peixes de terceiros, pagando o dobro do preço.

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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