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Economia

Evolução da genética ovina e tecnologias de reprodução estarão à mostra na 37ª Fenovinos

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Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

A 37ª edição da Feira Nacional Rotativa de Ovinos (Fenovinos) no Parque de Exposições Nicanor Kramer da Luz, que ocorre de 30 de abril a 4 de maio, em Vacaria (RS), deverá expor mais de 600 ovelhas de diferentes raças. Além do Rio Grande do Sul, são esperados exemplares de cabanhas de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. A Fenovinos é organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco) em parceria com o Sindicato Rural de Vacaria e prefeitura local, entre outras entidades, e visa basicamente incentivar e fomentar a ovinocultura, em especial nos municípios onde é realizada.

O presidente da Arco, Edemundo Gressler, ressalta que a Fenovinos terá julgamentos e comercialização de animais, mas sobretudo irá mostrar a evolução das raças ovinas em termos de genética, sejam elas para produção de carne ou de lã. “A feira tem esse viés de mostrar a evolução genética promovida pelos nossos produtores, através dos investimentos, na compra de reprodutores e nas inseminações artificiais. Hoje a tecnologia de reprodução na área de ovinos está muito avançada. Então isso permite um melhoramento genético dos nossos rebanhos com mais rapidez”, observa. Gressler lembra que o período de gestação de uma ovelha é de cinco meses. “E com mais quatro, cinco meses você já está avaliando essa progênie toda, a carne já está disponível para compra, ou seja, é tudo bem mais rápido”, compara.

É a segunda vez que a Fenovinos será realizada em Vacaria. A 13ª edição ocorreu em 1999. O presidente da Arco acredita no sucesso de mais uma Fenovinos. “Será, sem dúvida, uma grande Fenovinos, e principalmente em uma região do Estado muito promissora na questão da ovinocultura. A ovelha tem o seu lugar também na região Norte do Rio Grande do Sul. É uma região produtiva e que mostra pujança, e nós produtores, com certeza, vamos levar os nossos animais para mostrar e valorizar todo o esforço que a comunidade de Vacaria está fazendo”, destaca. Municípios com interesse em sediar a Fenovinos de 2026 devem oficializar o pedido para a Arco até a primeira quinzena de abril. No dia 3 de maio, criadores e expositores escolherão, por votação, a sede da Fenovinos do ano que vem.

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Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Prorrogado prazo de propostas para sementes via PAA

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Foto: Divulgação

 

O prazo para organizações da agricultura familiar apresentarem propostas para comercialização de sementes e materiais propagativos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado. Agora, agricultores e agricultoras terão até o dia 20 para enviar projetos da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) à Companhia Nacional de Abastecimento.

Para participar, associações e cooperativas já podem acessar o sistema PAANet, disponibilizado pela Conab nesta terça-feira (13), para elaboração dos projetos. As entidades interessadas devem preencher as propostas diretamente na plataforma, mas o envio não deverá ser realizado pelo sistema. Os documentos precisam ser salvos e encaminhados para o e-mail oficial do programa.

As propostas deverão contar com participação mínima de 50% de mulheres do campo, das águas e das florestas. Além disso, o edital prevê exclusivamente a aquisição e doação de sementes e materiais propagativos locais, tradicionais, crioulos ou convencionais varietais. Não serão aceitas sementes híbridas ou geneticamente modificadas, nem propostas voltadas ao fornecimento de alimentos para consumo direto. Cada organização fornecedora poderá acessar até R$ 1,5 milhão por ano, enquanto o limite por unidade familiar será de R$ 15 mil.

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As sementes adquiridas pelo PAA deverão atender às exigências previstas nas normas vigentes. Para garantir a qualidade dos materiais propagativos, serão exigidos testes de umidade, germinação, vigor e transgenia. A entrega dos produtos ficará condicionada à obtenção de resultados dentro dos padrões divulgados pela Conab ou à emissão de pareceres técnicos por instituições reconhecidas de pesquisa e assistência técnica.

Neste ano, o programa contará com até R$ 35 milhões para aquisição de sementes, mudas e materiais propagativos. Desse total, R$ 30 milhões serão destinados a projetos da agricultura familiar em todo o país, enquanto R$ 5 milhões serão reservados para os bancos de sementes. Os recursos serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome à Conab. A estatal estima que os investimentos previstos para 2026 devem alcançar cerca de 3 mil agricultores familiares fornecedores, beneficiando milhares de produtores em todo o Brasil.

As regras de participação e os critérios de classificação das propostas estão disponíveis no edital de sementes, mudas e materiais propagativos do PAA 2026.

Serviço:

Prorrogação do envio de propostas para compra e distribuição de sementes – Chamada 2026

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Data: até 20 de maio

Link do PAANet: https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/paa/conab-paanet

Mais informações para a imprensa: Gerência de Imprensa(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ [email protected]

CONAB

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Exportações aquecidas aproximam Brasil de recorde e sustentam alta do algodão no mercado interno

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Movimentacao e estoque de fardos de algodao no porto de Santos SP – Reprodução

 

Mesmo a poucos meses do encerramento da janela de exportação da pluma colhida em 2025, o Brasil segue com ritmo acelerado de embarques de algodão, sustentando o mercado doméstico e se aproximando de um novo recorde histórico de exportações. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza dos preços internos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em abril, o país exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao registrado em março de 2026 e 54,9% acima do observado no mesmo mês de 2025. O resultado representa o maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, alcançado em dezembro do ano passado.

Ritmo segue forte no início de maio

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Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o desempenho positivo das exportações se mantém neste início de maio, reforçando a expectativa de um fechamento de temporada com números expressivos.

Esse cenário evidencia a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, especialmente em um momento de demanda aquecida e preços atrativos no exterior.

Oferta restrita e preços em alta no mercado interno

No mercado doméstico, a combinação entre forte demanda externa e disponibilidade limitada de pluma — típica do período de entressafra — tem sustentado a valorização dos preços. Ainda conforme o Cepea, os vendedores seguem firmes nas negociações, resistindo a ceder nos valores pedidos.

A sustentação também vem das cotações internacionais, com destaque para a valorização da pluma destinada ao Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures, que influenciam diretamente o mercado brasileiro.

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Cenário de firmeza deve continuar no curto prazo

Com estoques reduzidos no mercado spot e exportações em ritmo elevado, a tendência é de manutenção da firmeza nos preços internos no curto prazo. O setor acompanha atentamente o comportamento da demanda global e o avanço da nova safra, fatores que devem definir os próximos movimentos do mercado.

O atual momento reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional de algodão e evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e demanda para a formação de preços no mercado interno.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Brasil faz as primeiras exportações de carne e cachaça com tarifa zero

Publicado

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Imagem: reprodução/pensaragro

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começou a produzir os primeiros efeitos práticos no comércio exterior brasileiro. Desde a entrada em vigor do tratado, em 1º de maio, o Brasil já iniciou exportações de carne bovina, carne de aves e cachaça ao mercado europeu com redução ou isenção de tarifas, enquanto produtos europeus começaram a chegar ao país com impostos menores.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aprovou, até o momento, oito licenças de exportação para produtos brasileiros e seis licenças de importação para mercadorias originárias da União Europeia.

Alta de insumos ameaça elevar custo da soja

Entre os primeiros produtos europeus liberados para entrada no mercado brasileiro estão queijos, chocolates e tomates. No caso dos queijos, a redução tarifária passou a valer imediatamente dentro da cota negociada no acordo, com a alíquota caindo de 28% para 25,2%.

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Já para chocolates e tomates, a diminuição das tarifas ocorrerá de forma gradual a partir de 2027. Até lá, continuam em vigor as taxas atualmente aplicadas sobre as importações.

Do lado brasileiro, os primeiros embarques autorizados incluem carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Segundo o governo federal, as exportações de carne de aves e da bebida brasileira entram no mercado europeu com tarifa zero dentro dos limites estabelecidos nas cotas do acordo.

Na carne bovina, o tratado ampliou o espaço para o produto brasileiro na Europa. A tradicional Cota Hilton, usada para exportação de cortes nobres, teve a tarifa reduzida de 20% para zero.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do acordo, embarques fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% de tarifa mais 304,10 euros por 100 quilos exportados. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.
O governo brasileiro avalia que o acordo fortalece a presença do agronegócio nacional no mercado europeu e amplia oportunidades para exportadores de alimentos e bebidas.

Segundo o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias passaram a operar com tarifa zero para produtos exportados do Mercosul à União Europeia. No sentido contrário, mais de mil linhas tarifárias do bloco sul-americano também passaram a conceder isenção para produtos europeus.

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Apesar da abertura comercial, o governo destaca que as cotas representam parcela pequena do comércio bilateral, equivalente a cerca de 4% das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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