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Com estrutura especial, 25 cavalos embarcam em voo rumo à Alemanha

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Operação foi possível graças à atuação dos auditores fiscais federais agropecuários, no Rio de Janeiro | Foto: Anffa Sindical

 

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, foi o cenário de uma operação nada convencional: o embarque de 25 cavalos em um voo com destino à Alemanha. A ação foi possível graças à atuação dos auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis por autorizar a exportação dos animais, que seguiram para países como Holanda e Portugal.

A operação aconteceu em 16 de fevereiro, mas os trâmites foram iniciados muito antes, em outubro do ano passado. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), para garantir a segurança e o bem-estar dos animais, foi montada uma estrutura especial, onde os cavalos ficaram até a liberação aduaneira pelos servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Além das baias individuais, havia ventiladores com climatizadores e suporte de tratadores e médicos veterinários. Entre os embarcados, estão cavalos que continuarão competindo sob a bandeira brasileira e outros destinados a criação na Europa ou comercializados para compradores locais.

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De acordo com os auditores fiscais federais agropecuários que atuam na Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto do Galeão, os profissionais da carreira foram os responsáveis pela fiscalização dos passaportes dos equinos, além da emissão dos certificados veterinários internacionais, de acordo com as exigências sanitárias da Europa. Todos precisaram fazer uma quarentena no Brasil, antes do embarque.

Esta é a segunda operação de exportação de cavalos vivos para a União Europeia em cerca de três meses. De acordo com o Mapa, o mercado europeu para os equinos foi aberto em agosto do ano passado.

“A atuação dos auditores fiscais federais agropecuários é fundamental para garantir a segurança sanitária e o bem-estar animal nas exportações, fortalecendo a confiança internacional nos nossos produtos e contribuindo diretamente para a economia do país. Operações como essa demonstram o compromisso da carreira com a excelência e a responsabilidade no comércio global,” destaca o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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