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Brasil conquista abertura do mercado de equinos para a Bolívia

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Foto: JG Martini/Divulgação

 

O governo federal anunciou a abertura do mercado de equinos do Brasil para a Bolívia, consolidando mais uma conquista para a pecuária nacional. A medida foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Coordenação Geral de Sanidade dos Equídeos, e representa um avanço significativo para a exportação de animais e material genético brasileiros.

A negociação foi conduzida pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) em parceria com autoridades sanitárias bolivianas, estabelecendo protocolos sanitários para garantir a qualidade e segurança da comercialização. A Bolívia se soma a outros países que já importam equinos do Brasil, fortalecendo o setor e criando novas oportunidades para os criadores nacionais.

Para a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), a abertura deste novo mercado reafirma o reconhecimento internacional da qualidade dos equinos brasileiros e da excelência genética desenvolvida no país. O presidente da entidade, Marcos Tang, destacou a relevância do avanço. “Nossos equinos, de forma geral, estão ganhando o mundo. Sabemos da qualidade e da dedicação dos nossos criadores, e nada mais justo do que as portas internacionais se abrirem para o nosso material genético, que é tão destacado.”, avalia

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A Febrac avalia que a abertura desse mercado pode contribuir para o crescimento do setor equino, impulsionando a exportação de cavalos vivos e de material genético, como sêmen e embriões. A entidade reforça a importância do investimento contínuo em programas de melhoramento genético e sanidade animal para garantir que os equinos brasileiros mantenham seu diferencial competitivo no mercado internacional.

(Com Nestor Tipa Júnior/Febrac)

Redação Sou Agro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Fotos: Divulgação

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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