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Leitura de cocho: Estratégia para eficiência

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Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca – Foto: Pixabay

 

 

O confinamento é uma técnica amplamente utilizada na terminação de bovinos de corte, garantindo maior eficiência produtiva. Com manejo nutricional adequado, essa prática reduz a idade ao abate, melhora a qualidade da carne e aumenta o peso dos animais. Além disso, contribui para a sustentabilidade ao diluir custos de manutenção, aliviar áreas de pastagem e possibilitar a produção de adubo orgânico.

Nesse contexto, a leitura de cocho se destaca como ferramenta essencial para otimizar o manejo alimentar. A prática consiste em avaliar a quantidade de alimento não consumido pelos bovinos, permitindo ajustes na oferta de ração. Segundo Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, essa análise melhora a eficiência alimentar e evita desperdícios, garantindo consumo equilibrado e segurança ruminal. “A leitura de cocho permite identificar excessos ou faltas na alimentação, ajustando as quantidades conforme a necessidade dos animais”, explica o especialista.

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Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca (CMS), garantindo uma curva de alimentação mais estável. Isso impacta diretamente no ganho de peso diário (GPD) e na conversão alimentar. Fonseca destaca que, além dos ajustes nutricionais, a prática ajuda a detectar falhas no manejo, como erros na formulação da dieta ou problemas de saúde no rebanho. Se os cochos apresentarem sobras excessivas ou estiverem constantemente vazios, pode haver inconsistências operacionais que exigem correção.

A leitura deve ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã, antes da primeira alimentação. Quando possível, uma análise noturna complementa o diagnóstico. Além da quantidade, é essencial diferenciar sobra (alimento ainda consumível) de resto (impróprio para consumo).

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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