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Agronegócio

35ª Abertura da Colheita do Arroz: Câmara Setorial do Arroz debate custos de produção anunciados pela Conab

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Foto: Pixabay

 

O primeiro dia da 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, começou com a reunião da Câmara Setorial do Arroz. O encontro foi realizado no Auditório Frederico Costa, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), e entre os assuntos tratados foi debatido o custo de produção dos arrozeiros. Também foram repercutidos dados apresentados pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga).

Conforme o presidente da Câmara Setorial, Henrique Dornelles, será encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) um questionamento sobre o valor do custo de produção do setor arrozeiro, estabelecido em painel recente sobre o tema, resultando em R$ 76,00 por saca. Dornelles afirma que o governo se equivoca ao imaginar que o produtor, por este valor, estaria, ainda sim, tendo uma margem satisfatória. O valor médio do custo de produção, conforme o dirigente, é de R$ 90,00 por saca. “É claro que isso tudo depende da produtividade. Então, há produtores que terão um custo de produção de R$ 89,00 outros que terão um custo de produção de R$ 101,00. Mas, isso é substancialmente superior aos R$76,00 ou R$ 85,00 considerados de certa forma satisfatórios pela Conab. Encaminhamos esse questionamento e aguardamos o despacho do ministro, para que a gente possa fazer um acompanhamento e assim termos um resultado assertivo”, declarou Dornelles.

Quanto aos dados do Irga anunciados em coletiva, também nesta terça-feira, dia 18, está a área plantada de arroz no Rio Grande do Sul, confirmados em 970 mil hectares. Para Henrique Dornelles este número está efetivamente dentro da normalidade. “Apesar da área ser majorada (em cerca de 20 mil hectares), a produtividade será menor”, explicou. A diferença, segundo ele, está na área plantada em dezembro, afetada pelo clima.

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A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas acontece até 20 de fevereiro. O evento é uma realização da Federarroz e correalização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além do patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Pelo site colheitadoarroz.com.br podem ser buscadas mais informações.

AGROLINK & ASSESSORIA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Milho de Mato Grosso deve ganhar mercado com seca em outros estados e fortalecer demanda na safra 2025/26

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Milho de MT deve ganhar mercado com seca em outros estados e fortalecer demanda na safra 2025/26. Foto: Assessoria.

 

A estiagem que atinge importantes regiões produtoras do Brasil deve abrir novas oportunidades para o milho de Mato Grosso na safra 2025/26. A avaliação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que revisou para cima as projeções de demanda pelo cereal no estado diante das perdas de potencial produtivo em áreas afetadas pela falta de chuvas.

De acordo com o mais recente boletim de Oferta e Demanda do instituto, estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades nas lavouras em razão do clima seco. Com isso, a necessidade de abastecimento dessas regiões deve aumentar, elevando a procura pelo milho produzido em Mato Grosso.

A projeção do consumo interestadual para a safra 2025/26 foi ajustada para 9,15 milhões de toneladas. Segundo o Imea, o avanço reflete justamente a expectativa de maior demanda por parte dos estados que podem registrar redução na produção devido à estiagem.

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Além do mercado externo ao estado, o consumo interno também segue em forte expansão. A estimativa é de que Mato Grosso consuma 22,10 milhões de toneladas de milho dentro de suas próprias fronteiras, volume 11,67% superior ao registrado na safra anterior.

O coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, Rodrigo Silva, destaca que o crescimento é resultado da consolidação do processo de agroindustrialização no estado. Entre os fatores que impulsionam a demanda estão a expansão da cadeia de proteínas animais, o aumento do consumo para alimentação de rebanhos, a intensificação da pecuária e o avanço das indústrias de etanol de milho.

Outro fator importante para o fortalecimento do mercado interno é a entrada em operação de duas novas usinas de etanol de milho, que ampliam a capacidade de absorção do cereal e contribuem para manter a demanda aquecida.

Enquanto o consumo avança, as exportações devem apresentar uma leve retração. O Imea estima embarques internacionais de 23,10 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 4,47% menor em comparação à projeção da temporada anterior.

Com maior absorção do cereal pelos mercados interno e interestadual, os estoques finais tendem a diminuir. A previsão é que Mato Grosso encerre a safra com apenas 620,5 mil toneladas armazenadas, redução de 17,29% em relação à estimativa anterior.

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Produção revisada para cima

O relatório também trouxe uma revisão positiva para a produtividade das lavouras mato-grossenses. A média estadual passou a ser estimada em 120,28 sacas por hectare, crescimento de 1,32% frente ao levantamento anterior.

A atualização foi baseada nas avaliações realizadas pelo Projeto Imea em Campo e em informações coletadas junto a parceiros do setor. Os dados indicam que a maior parte das áreas cultivadas apresenta bom desenvolvimento vegetativo e condições favoráveis para a produção.

Entre as regiões com maior potencial produtivo estão o Médio-Norte, com expectativa de 125,61 sacas por hectare, seguido pelo Noroeste, com 121,10 sacas por hectare, e pelo Oeste, com 120,82 sacas por hectare.

Com a manutenção da área plantada em 7,39 milhões de hectares e o aumento da produtividade média, a produção estadual foi revisada para 53,35 milhões de toneladas. O resultado reforça a liderança de Mato Grosso como maior produtor de milho do país e consolida o estado como peça fundamental para o abastecimento nacional diante dos desafios climáticos enfrentados em outras regiões brasileiras.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mamão formosa registra queda de preços com aumento da oferta no Norte de Minas

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em

Foto: Ceagesp

As cotações do mamão formosa acumularam quedas consecutivas ao longo de maio no Norte de Minas Gerais. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da oferta da fruta no mercado, fator que pressionou os preços recebidos pelos produtores.

Na última semana do mês, o recuo foi ainda mais acentuado, com desvalorização de 13% em relação ao período anterior. Com isso, o mamão formosa encerrou maio cotado a R$ 0,81 por quilo.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a expectativa para o início de junho é de um possível avanço no poder de compra dos consumidores. No entanto, as condições climáticas podem continuar influenciando o desempenho do mercado.

De acordo com a equipe de Hortifrúti do Cepea, as temperaturas mais baixas registradas neste período tendem a reduzir o consumo da fruta, cenário que pode limitar as vendas e dificultar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

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Dessa forma, mesmo diante da expectativa de melhora na demanda, o mercado do mamão formosa deve seguir atento ao comportamento do consumo nas próximas semanas, especialmente em função do clima frio, que tradicionalmente impacta a comercialização de frutas frescas.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Trigo tem valorização em maio com oferta restrita e cautela dos produtores

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Reprodução

 

Os preços do trigo registraram alta no mercado brasileiro ao longo de maio, refletindo a combinação entre oferta interna mais restrita e a postura cautelosa dos produtores nas negociações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, muitos vendedores optaram por reduzir o ritmo de comercialização à espera de cotações mais atrativas, o que manteve a liquidez limitada durante grande parte do mês.

No Paraná, principal estado produtor do cereal, o preço médio do trigo alcançou R$ 1.352,59 por tonelada em maio de 2026, avanço de 2,6% em relação a abril. Apesar da valorização mensal, o valor ainda ficou 14,1% abaixo do registrado em maio de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI.

No Rio Grande do Sul, a média chegou a R$ 1.299,65 por tonelada, representando aumento de 7,6% frente ao mês anterior. O resultado marcou o maior patamar desde agosto de 2025. Ainda assim, o preço permaneceu 9,2% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

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O movimento de recuperação também foi observado em outras regiões produtoras. Em São Paulo, o trigo foi comercializado, em média, a R$ 1.467,25 por tonelada, valor 5,2% superior ao de abril. Na comparação anual, entretanto, a cotação ainda apresenta recuo de 10%.

Já em Santa Catarina, o preço médio atingiu R$ 1.285,99 por tonelada, alta de 4,1% em relação ao mês anterior. Quando comparado a maio de 2025, o valor representa uma queda de 13,5%.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de trigo no mercado doméstico tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. Ao mesmo tempo, a expectativa dos produtores por preços mais elevados tem contribuído para reduzir o volume negociado, cenário que favorece a manutenção dos valores em patamares mais firmes no curto prazo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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