Agronegócio
Produtora desabafa e explica porque o café ficou caro

Foto: Faep
Flávia Jacob Saldanha Rodrigues é cafeicultora de Jacarezinho, no Paraná. Incomodada com a repercussão negativa da alta do preço do café sobre os produtores, ela decidiu gravar um vídeo para trazer a verdade à tona.

Por que os cafés ficaram caros? Há quem culpe os produtores, dizendo que estão querendo vender mais caro o seu produto para lucrar mais. A realidade é diferente.
“Falo pelo que vivemos na minha propriedade. Podamos o café em 2023 e por conta de elevadas temperaturas, muita seca, essas plantas não conseguiram vingar e morreram. Fizemos uma poda drástica, e num sistema sem irrigação e essas plantas não sobreviveram. A opção que encontramos foi eliminar o talhão de café e plantar soja”, conta a cafeicultora.
Segundo Flávia, um dos motivos da alta do preço do café é a quebra de safra que o cafeicultor brasileiro vem vivendo. “Isso vem desde 2023. Seca, altas temperaturas, chuva de granizo e geada. Além disso, a alta do dólar, os preços dos fertilizantes impactam muito os custos de produção. Nós produtores que temos isso como única fonte de renda ficamos aí diante de todos esses riscos”.
Flávia relata que grande maioria dos produtores não consegue estocar. “O produtor tem contas para pagar, colaboradores, banco, custeio e fluxo de caixa. Então nem levar vantagem nessa alta de preço, a maioria dos produtores não consegue. Antes de criticar e achar que a culpa é do produtor., se informe. O buraco é mais embaixo, o produtor sofre. O café especial, para comercializar, tem que ser vendido no mesmo ano, caso contrário ele perde o padrão especial.”
A produtora ainda faz um alerta: “Não compre gato por lebre. Tem oportunista no mercado vendendo café que não é café”.
Redação Sou Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Comercialização da safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

foto: arquivo/assessoria
A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra de laranja 2026/27 começa sob incertezas e preocupa setor citrícola

Reprodução
O início da safra brasileira de laranja 2026/27, no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro, se aproxima em meio a um cenário de incertezas que envolve desde a formação de preços até o comportamento da demanda, especialmente no mercado internacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor ainda carece de sinais claros por parte da indústria quanto à formalização dos contratos de compra da fruta para a nova temporada.
Assim como ocorreu na safra anterior, a expectativa é de um ciclo mais tardio, com maior concentração da produção na segunda florada. Esse fator, por si só, já altera o ritmo de colheita e de processamento, impactando diretamente a dinâmica de negociação entre produtores e indústrias.
Definições devem ocorrer apenas em maio
De acordo com os pesquisadores, é provável que uma definição mais concreta sobre preços e volumes contratados só ocorra a partir do dia 8 de maio, quando o Fundecitrus divulgará seu tradicional levantamento de safra. Até lá, o mercado deve permanecer em compasso de espera.
Em termos de volume, a safra 2026/27 tende a ser ligeiramente menor que a anterior, embora ainda seja considerada robusta. Mesmo assim, o cenário não traz alívio ao setor, já que o mercado enfrenta dificuldades no escoamento do suco de laranja, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Estoques elevados e demanda externa preocupam
Outro ponto de atenção é o possível encerramento da safra 2025/26 com níveis elevados de estoques e com produto de boa qualidade. Esse contexto pode limitar a capacidade da indústria de absorver a nova produção, pressionando ainda mais as negociações.
A demanda internacional, especialmente da Europa, também gera preocupação. Tradicionalmente um dos principais destinos do suco brasileiro, o bloco ainda não adquiriu os volumes habituais até o momento, o que reforça o clima de cautela entre os agentes do setor.
Diante desse quadro, a citricultura brasileira inicia mais um ciclo produtivo sem visibilidade clara sobre preços, contratos e ritmo de consumo, o que exige atenção redobrada de produtores e indústrias na condução das estratégias para a nova safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preços dos ovos recuam após quaresma e acendem alerta no setor

Reprodução EPTV
O mercado brasileiro de ovos encerrou a primeira quinzena de abril em queda, refletindo um cenário de consumo mais fraco do que o esperado para o período. Tradicionalmente, o início do mês costuma trazer uma recuperação na demanda, impulsionando as vendas, mas, desta vez, esse movimento não foi suficiente para sustentar os preços da proteína nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo mais lento das negociações aumentou a pressão por descontos, levando ao recuo generalizado das cotações. A procura por ovos ficou aquém das expectativas, o que impactou diretamente o desempenho do mercado neste início de abril.
Oferta desigual amplia pressão sobre o mercado
Do lado da oferta, o comportamento variou entre as regiões produtoras. Em algumas localidades, não houve aumento significativo dos estoques nas granjas, o que indica uma produção mais ajustada. No entanto, em outras praças, a menor saída do produto resultou em elevação da disponibilidade interna, ampliando a pressão sobre os preços.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda acende um sinal de alerta para o setor, que precisará acompanhar de perto os próximos movimentos do mercado para evitar um cenário de maior desvalorização.
Tendência pós-quaresma preocupa produtores
O fim do período da Quaresma, tradicionalmente marcado por maior consumo de ovos em substituição a outras proteínas, também contribui para a mudança no comportamento do mercado. Levantamentos do Cepea indicam que, nos últimos dois anos, os preços da proteína recuaram por vários meses consecutivos após esse período, influenciados pelo aumento da oferta interna e pela redução na demanda.
Diante desse histórico, produtores e agentes da cadeia devem redobrar a atenção nos próximos meses, buscando estratégias para equilibrar produção e comercialização em um cenário que tende a ser mais desafiador para a sustentação dos preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásSetor frigorífico reconhece decisão do Governo de MT sobre Fethab e Fethab 2
-

Pecuária6 dias atrásArroba do boi gordo se mantém firme com oferta restrita e exportações aquecidas
-

Agronegócio6 dias atrásMercado de trigo no Brasil segue com oferta restrita e preços firmes em meio à baixa liquidez
-

Agronegócio6 dias atrásCarne suína: oferta elevada e demanda fraca pressionam preços no mercado interno
-

Meio Ambiente3 dias atrásVai ter frio até o fim de abril?
-

Agronegócio3 dias atrás17ª Parecis SuperAgro começa em Campo Novo do Parecis e destaca força econômica do maior chapadão agricultável do mundo
-

Notícias3 dias atrásProdutor rural convive com apagões e prejuízos enquanto Copel registra lucro bilionário
-

Mato Grosso4 dias atrásCNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores






































