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Defensivos agrícolas – ‘Aplique Bem’ capacita equipe para aplicações com drones e aprimoramento das inspeções de pulverizadores em uso

Fotos; Assessoria
O programa Aplique Bem está promovendo o aperfeiçoamento técnico de sua equipe de agrônomos para levar gratuitamente ao agricultor conhecimento sobre aplicações de defensivos agrícolas por drones. O projeto, que completa 18 anos em 2025, une o Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC) e a multinacional UPL. Tem por objetivo qualificar produtores e aplicadores. A iniciativa também contempla avaliações acerca da qualidade de pulverizadores agrícolas em uso, para proporcionar o uso correto e seguro de agroquímicos.
Somente no ano passado, o Aplique Bem realizou 340 atividades de treinamento em propriedades rurais brasileiras e chegou a 5 mil pessoas atendidas, segundo informa o pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador da iniciativa. Na última semana, ele liderou ações técnicas de aperfeiçoamento para os instrutores do projeto, na sede do CEA-IAC – órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP -, na paulista Jundiaí.
“Além do foco em drones e adjuvantes na pulverização, aprimoramos a capacitação da equipe para fazer inspeções ainda mais precisas de pulverizadores agrícolas, por sinal um dos propósitos centrais das atividades do Aplique Bem”, salienta Ramos. “São pilares do programa a qualidade do atendimento ao agricultor e a proteção de cultivos, do meio ambiente e do trabalhador rural. Sem nenhum custo para o agricultor, movimentamos uma equipe especializada e uma frota de laboratórios móveis rumo a propriedades rurais de todo o Brasil.”
Ramos acrescenta que durante a reunião de Jundiaí, os agrônomos do Aplique Bem valeram-se de seus conhecimentos práticos para opinar sobre norma ISO – International Standartization Organization -, com vistas ao desenvolvimento da norma ISO/FDIS 19932-3, em estudo, relacionada à avaliação de pulverizadores costais em uso. “São equipamentos utilizados em mais de 50% das propriedades que utilizam agroquímicos no Brasil.”
Conforme o pesquisador, as considerações da equipe Aplique Bem em relação à norma ISO/FDIS 19932-3 já foram enviadas à comissão de estudos da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Esta entidade será, agora, a responsável por analisar e transmitir esse conteúdo técnico ao comitê global da ISO.
Em 18 anos de atividades, o programa Aplique Bem conta com quase 90 mil agricultores beneficiados somente no Brasil, além de mais 8 países. Até hoje, a equipe de agrônomos que lidera os treinamentos cobriu mais de 1 mil municípios no país, tendo concluído em torno de 5 mil treinamentos especializados em agroquímicos e percorrido mais de 1 milhão de quilômetros por rodovias brasileiras, de acordo com o pesquisador Hamilton Ramos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

Reprodução/Portal do Agronegócio
A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.
Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.
Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor
De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.
O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.
Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.
Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba
Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.
Segundo o levantamento:
- 82% são venezuelanos
- 13% são cubanos
- 2% são bolivianos
- 1% são tunisianos
A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.
Mão de obra interestadual também reforça o setor
Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.
A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:
- Minas Gerais (7%)
- Rio de Janeiro (4%)
- São Paulo (2,5%)
- Pará (2,5%)
Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.
Imigração passa a sustentar operação e economia do interior
Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.
Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.
O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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