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Produtor Paulista conquista 2º lugar no maior prêmio da Apicultura brasileira

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O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) oferecido pelo Senar-SP tem ajudado a aprimorar o manejo e a organização da cadeia produtiva de diversos produtores, inclusive na apicultura.

“Nosso trabalho é abrir caminho ao produto”, explica Edson Sampaio, técnico de campo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). O acesso à assistência técnica e às novas tecnologias tem propiciado organização de diversos segmentos, inclusive na apicultura.

Edson conta que a maior parte do polén no Brasil vem da China. Entretanto, as produções locais mostram que há possibilidade de crescimento e que com um produto 100% orgânico nacional há um mercado a ser conquistado.

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O objetivo do AteG é estabelecer e implantar um modelo de gestão e de operação de assistência técnica continuada, que engloba todos os processos da cadeia produtiva da propriedade. Um exemplo da efetividade desse trabalho foi a conquista do 2º lugar pelo apicultor Sergio Takao Murayama, no Congresso Brasileiro de Apicultura (CONBRAPI), realizado no último dia 30, em Aparecida do Norte.

O apicultor realizou curso de Apicultura do Senar-SP em 2013, quando decidiu investir na modalidade na propriedade que pertencia a seu pai, o Sítio Murayama, em Registro. Com organização meticulosa, Sérgio começou a catalogar polén em 2016. E foi observando floradas (que mudam, em média, entre cinco e dez dias) e passou a investir na coleta de polén.

Segundo ele, a região do Vale do Ribeira conta com boa área de Mata Atlântica, o que possibilita um habitat rico de árvores frutíferas e ao trabalho das abelhas silvestres. Sérgio diz que tudo depende das floradas e das estações do ano, é difícil ter uma produção linear, mas, nos últimos meses, a coleta de suas 74 colmeias ultrapassou os 100 quilos mensais, um bom resultado para o Poleniza Apiário.

Para ele o reconhecimento da CONBRAPI é importante, pois demonstra o potencial da região. “Esse 2º lugar representa que o Vale do Ribeira tem potencial para o polén tão bom quanto o de Canavieiras”, afirma.

Presidente do Sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, destaca que a “Assistência Técnica e Gerencial oferecida pelo Senar é fundamental ao produtor rural e está disponível para ajudá-lo a gerenciar seu negócio como um empreendimento rural de sucesso”.

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Mario Teixeira

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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