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Agricultura

Agricultura paulista ganha incentivo inédito para alavancar irrigação

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Foto: Assessoria

 

O ano de 2024 tem sido muito especial e marcante para o agronegócio paulista. Recentemente o estado assumiu o posto de maior exportador do País, sendo responsável por 18% do total dos embarques, superando Mato Grosso. O resultado foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário que teve entre janeiro e setembro, crescimento de 9,2% atingindo a marca de 22,69 bilhões de dólares.

Agora, o estado celebra mais um importante passo com o anúncio do Governo de São Paulo, que por meio de um convênio entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Desenvolve SP, vai disponibilizar R$ 200 milhões em crédito e subvenção para os pequenos e médios produtores rurais por meio da Linha Irriga+SP. O objetivo desta parceria é promover o desenvolvimento sustentável da agricultura, incentivando a implementação de tecnologias que aumentam a eficiência, otimizam o uso de recursos e ajudam a reduzir os riscos climáticos, gerando, desta forma, crescimento econômico para esses produtores e mais competitividade no mercado.

O anúncio foi feito na última semana pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Guilherme Piai, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. Segundo o secretário, este é mais um passo importante no Plano Estadual de Irrigação Sustentável para o estado e o objetivo é ampliá-lo ainda mais. Atualmente a irrigação cobre apenas 6% da área de plantio e, para 2030, a meta é atingir 15%. Os recursos serão liberados para projetos voltados à infraestrutura rural, com foco principal na implementação de sistemas de irrigação e energia fotovoltaica, além disso, o crédito ainda irá contemplar investimentos em agricultura de precisão.

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Raio-X do Estado

O Irriga+SP, certamente irá ajudar diversas regiões de São Paulo com o incentivo à irrigação. Porém, para algumas delas, esse crédito será ainda mais providencial devido ao déficit hídrico, que historicamente é maior principalmente ao levar em conta a relação entre a chuva e a evapotranspiração das culturas. Conceito este que se refere à perda de água do solo por evaporação e à perda de água da planta por transpiração para atmosfera. “Quando a chuva é menor que a evapotranspiração se gera o déficit hídrico e os juros que a agricultura paga é a perda de produtividade”, destacou o professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez da UNESP Ilha Solteira, especialista em engenharia de irrigação.

Com esses dados de evapotranspiração é possível criar critérios de importância de onde a irrigação é absolutamente necessária para que se tenha garantia da produção e consequentemente a segurança alimentar. Segundo o professor, as prioridades, tendo como base os índices históricos, seriam as regiões Noroeste e Oeste do Estado. “A parte à direita da margem do rio Tietê, até a margem esquerda do Rio Grande, tendo o rio Paraná ao fundo, é a localidade com as maiores taxas de evapotranspiração de SP, pois os solos arenosos têm maior déficit. Então, seria uma área prioritária para investimento em irrigação”, detalhou. “A região onde atua há 31 anos a Irrigaterra, revenda parceira Lindsay para as marcas pivôs centrais Zimmatic e FieldNET, software de controle dos equipamentos e permite o uso inteligente da água exatamente por contabilizar a evapotranspiração na área de cultivo.

Ainda segundo o especialista, no Oeste paulista a região da margem esquerda do rio Tietê até o rio Paranapanema, não fica muito atrás. Ou seja, toda essa parte do meio do estado de São Paulo até o rio Paraná seriam as áreas prioritárias do ponto de vista climático. “Precisamos prioritariamente de estrutura de armazenamento e sistemas de irrigação para aplicar essa água nas lavouras e o plano Irriga+SP contempla tudo isso e deve ser comemorado. Este programa é a garantia de segurança hídrica e certamente poderá ajudar e muito, pois nunca tivemos um governo que desse importância à irrigação, alocando recursos para esse tema extremamente necessário”, destacou.

Durante o lançamento do programa, o Governador de SP reforçou a importância do pivô central e da armazenagem de água, principalmente nessas duas importantes regiões rodeadas de relevantes rios. “Pivôs e sistema de armazenamento de água diminuem a nossa vulnerabilidade hídrica. Não podemos ficar dependentes do aquífero Guarani. Por isso a importância do crédito para irrigação com condições facilitadas e um bom período de carência e taxas de juros menor que a praticada no mercado”, afirmou Freitas.

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Apoio da Indústria

Durante o evento para o anúncio do Irriga+SP, a equipe comercial, técnica, marketing e financeira da Lindsay, bem como alguns parceiros marcaram presença no encontro para celebrar esse importante acontecimento. Segundo Cristiano Trevizam, diretor comercial e marketing Latam da multinacional, esse foi um grande momento para a agricultura paulista, que é pujante e eclética. “Aqui em São Paulo somos referência no cultivo de cana-de-açúcar, citros e grãos, e esse anúncio de um plano de irrigação específico para o estado será muito importante para a verticalização da produção com mais eficiência e economia de recursos. Toda nossa equipe e os distribuidores locais estão prontos para atender os produtores”, disse.

Estarão elegíveis para solicitarem crédito os pequenos e médios agricultores, donos de propriedades de até 100 hectares e de 100 a 500 hectares, respectivamente. A taxa de juros será de até 9,8%, considerando a subvenção de até 8% concedida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do FEAP/BANAGRO, com prazo de pagamento de até cinco anos e carência de até 18 meses. “Essas taxas de juros são bem competitivas perante as outras opções do mercado, desta forma, o Governo de SP foi muito assertivo trazendo de fato benefícios para o agricultor paulista”, finalizou, Claudio Candido Lima, diretor financeiro da Lindsay.

Sobre – A Lindsay América do Sul é a subsidiária local da americana Lindsay Corporation., com escritório em Campinas (SP) e fábrica em Mogi Mirim (SP) – Brasil. A empresa produz uma linha completa de sistemas de irrigação, representada pelas marcas Zimmatic™ e FieldNET™. Com sua tecnologia operando em mais de 90 países, a Lindsay atua na fabricação e distribuição de pivôs centrais, laterais e soluções de tecnologia de irrigação há mais de cinco décadas, e tem sede global em Omaha, no estado do Nebraska, EUA. www.lindsay.com.br.

Kassiana Bonissoni

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

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Reprodução/Secom VG

Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.

A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.

Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.

O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.

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De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

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Gerada por IA

O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.

Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.

Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.

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Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

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Internet

Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.

De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.

O que muda na prática

A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:

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Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;

Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;

Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;

Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.

Mais padronização nas prateleiras

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A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.

Impacto no preço

A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.

Processo contínuo

A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.

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VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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