Conecte-se Conosco

Destaque

Gadolando projeta avanços no setor em 2025 com entrada de lei em vigor

Publicado

em

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

O setor leiteiro do Rio Grande do Sul encerra 2024 enfrentando um cenário desafiador, marcado por eventos climáticos extremos e dificuldades logísticas que impactaram diretamente a produção e a rentabilidade dos criadores. As enchentes que afetaram o Estado causaram prejuízos expressivos, incluindo a perda de mais de 3 milhões de litros de leite em alguns dias. Apesar disso, a resiliência dos produtores e a solidariedade do setor se destacaram como fatores determinantes para minimizar os impactos e garantir a continuidade da atividade.

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, apontou que o esforço coletivo entre produtores, laticínios e o poder público foi essencial para superar as adversidades. “Tivemos uma grande solidariedade entre os laticínios, que colaboraram para garantir o transporte do leite em regiões severamente atingidas, como o Vale do Taquari. Muitos produtores também usaram recursos próprios para manter a logística e evitar perdas maiores,” afirmou Tang. Além disso, iniciativas como a doação de mais de 200 caminhões de alimentos para os animais mostrando a grande solidariedade entre os produtores de todo o país.

Para 2025, com a entrada em vigor do decreto estadual que elimina os créditos presumidos de ICMS para leite importado e derivados, o setor espera melhorias coibindo parcialmente as importações e valorizando o produto local. “Essa medida era esperada há muito tempo e pode mudar a dinâmica do mercado, trazendo mais equilíbrio para a cadeia produtiva,” comentou. Além disso, o governo estadual está desenvolvendo um projeto mais amplo para incentivar a permanência dos produtores na atividade leiteira, medida vista como essencial para o futuro do setor.

Publicidade

Entretanto, os desafios permanecem, especialmente relacionados à recuperação das áreas produtivas afetadas pelas enchentes e ao manejo durante o verão, período tradicionalmente marcado pelo estresse térmico dos animais e altos custos com alimentação. Tang explicou que a recuperação dos solos será uma tarefa árdua para muitos produtores, exigindo investimentos em calagem, adubação e planejamento a longo prazo. “Muitos solos perderam sua camada fértil devido às enchentes, e isso impacta diretamente a produtividade. A recuperação será lenta e custosa, mas é essencial para garantir a sustentabilidade da atividade,” afirmou.

Com a expectativa de políticas estaduais favoráveis, o empenho dos produtores e a continuidade do trabalho coletivo, a Gadolando acredita que 2025 poderá marcar o início de uma recuperação consistente para o setor leiteiro, reafirmando sua importância estratégica para a economia e a segurança alimentar do Estado.

Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaque

🏗️ Metalúrgica Lacerda: estrutura, qualidade e confiança em cada projeto!

Publicado

em

Fotos: Divulgação

Com experiência e compromisso no segmento metalúrgico, a Metalúrgica Lacerda se destaca pela excelência na fabricação e montagem de estruturas metálicas, oferecendo soluções resistentes, modernas e sob medida para seus clientes.

 

 

🔩 Estruturas metálicas

Publicidade

🏭 Galpões e coberturas

🚛 Transporte e montagem especializada

📍 Atendendo Porto Velho e região com profissionalismo e eficiência.

📞 Entre em contato e faça seu orçamento

☎️ (69) 99927-9295

Publicidade

Na Metalúrgica Lacerda, cada obra é construída com dedicação, segurança e qualidade do início ao fim. 💪🔥

Continue Lendo

Destaque

🚘 França Motores: excelência e confiança para todo o estado!

Publicado

em

Divulgação

Especializada em câmbio automático e manutenção completa, a França Motores oferece atendimento de qualidade para todos os tipos de caminhonetes.

Garantindo desempenho, segurança e compromisso em cada serviço realizado.

🔧 Serviços especializados

🚙 Atendimento em caminhonetes nacionais e importadas.

Publicidade

⚙️ Diagnóstico e manutenção completa.

📍 Atendemos todo o estado com agilidade e profissionalismo
Na França Motores, sua caminhonete recebe o cuidado que merece! 💪🔥

Telefone (69) 98409-0401 ou 69 99246-8019

Continue Lendo

Destaque

Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

Publicado

em

Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

Publicidade

O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

Publicidade

A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência