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Setor de aves e suínos debate estratégias para equilíbrio e fortalecimento da atividade dos produtores integrados

Assesoria
A Faesp participou A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu na semana passada a 2ª edição do “Encontro Nacional das Cadecs de Aves e Suínos”. O evento foi realizado em Brasília e teve como objetivo debater as boas práticas nas comissões de negociação e compartilhar experiências entre produtores integrados. A FAESP esteve representada no evento por seu corpo técnico e pelos membros de sua Comissão Técnica de Avicultura e Suinocultura.
Estiveram presentes lideranças do setor, avicultores, suinocultores, além de técnicos e representantes de Federações de Agricultura e Pecuária de São Paulo, do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Na abertura do encontro, o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Adroaldo Hoffmann, destacou a importância do diálogo entre produtores e lideranças de várias regiões e da defesa de pautas que promovam o equilíbrio e a sustentabilidade nas negociações.
“O principal objetivo foi compartilhar ideias, fortalecer a rede de cooperação e alinhar estratégias em nível nacional. O nosso papel é qualificar os produtores, visando reduzir a assimetria de informações e as tensões nas negociações”, afirmou.
Fernando Ribeiro, vice-presidente da comissão, que também preside a Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape/DF), disse que avicultores e suinocultores integrados batalham por uma remuneração adequada e destacou que a CNA tem se empenhando fortemente em apoiar a classe nas relações com a agroindústria.
“A maioria dos produtores acorda de madrugada para trabalhar na atividade, envolvendo parte da família no processo, então temos que lutar por um valor justo. A CNA coloca à disposição desses produtores um corpo jurídico e técnico qualificado para ajudar nas negociações dentro das Cadecs”.
“A troca de experiências com produtores integrados e técnicos de outros estados nos permite conhecer práticas bem-sucedidas que podem ser replicadas. Além disso, esse intercâmbio possibilita a discussão de temas mais sensíveis e contribui para a homogeneização de posicionamentos”, destacou Thiago Rocha, Assessor Técnico da Federação.
Mario Teixeira
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

Reprodução/Portal do Agronegócio
A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.
Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.
Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor
De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.
O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.
Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.
Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba
Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.
Segundo o levantamento:
- 82% são venezuelanos
- 13% são cubanos
- 2% são bolivianos
- 1% são tunisianos
A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.
Mão de obra interestadual também reforça o setor
Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.
A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:
- Minas Gerais (7%)
- Rio de Janeiro (4%)
- São Paulo (2,5%)
- Pará (2,5%)
Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.
Imigração passa a sustentar operação e economia do interior
Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.
Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.
O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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