SOJA
Mercado enfrenta desafios climáticos e oscilações globais em novembro

Divulgação
A segunda quinzena de novembro, que começa oficialmente nesta segunda-feira (18.11) traz perspectivas desafiadoras para o mercado da soja, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. A divulgação do relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) movimentou o mercado, destacando a redução nas estimativas de produção e estoques finais de soja nos EUA para a safra 2024/25.
Os preços da soja no mercado interno acompanharam as flutuações globais. A saca de 60 kg foi negociada a uma média de R$ 129,41, refletindo um leve aumento de 0,14% em relação à semana anterior. O câmbio favorável, com o dólar em R$ 5,83, contribuiu para sustentar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, compensando parte da desvalorização na Bolsa de Chicago.
Segundo o USDA, a produção brasileira para 2023/24 permanece estimada em 153 milhões de toneladas, com projeção de crescimento para 169 milhões em 2024/25. A aceleração do plantio e as perspectivas de boa produtividade colocam o Brasil em posição de destaque no cenário global, mesmo com os desafios climáticos em algumas regiões.
Leia Também: Exportações de carne de frango crescem 15,4% em outubro
O clima continuará sendo um fator determinante para a safra brasileira. Enquanto algumas regiões, como o Centro-Oeste, devem se beneficiar de chuvas moderadas, outras, como o Oeste do Mato Grosso do Sul, enfrentam seca prolongada. As condições climáticas no Rio Grande do Sul serão cruciais para determinar o desempenho final da safra, especialmente diante da expectativa de uma colheita antecipada em muitas áreas.
No mercado externo, a demanda global, particularmente da China, será um indicador importante a ser monitorado. Com previsão de importações de 112 milhões de toneladas para 2023/24, a continuidade do apetite chinês poderá ditar o ritmo das exportações brasileiras nos próximos meses. Assim, o Brasil mantém sua competitividade como maior produtor mundial, mas a logística, o clima e as variações cambiais definirão os resultados da atual safra.
Mesmo com essas revisões, os preços internacionais enfrentaram pressão, refletindo ampla oferta americana e boas condições para o desenvolvimento das lavouras brasileiras. Na Bolsa de Chicago, o contrato para janeiro de 2025 fechou a semana em US$ 1.008,75 por bushel, equivalendo a R$ 5.879,03 por bushel ou R$ 216,96 por saca de 60 kg, com o dólar cotado a R$ 5,83.
Avanço do plantio – No Brasil, o plantio da safra 2024/25 avançou significativamente, com 78,2% da área estimada já semeada até 14 de novembro, acima da média de cinco anos, que é de 71,1%. No Rio Grande do Sul, regiões como Erechim registraram até 80% da área plantada, enquanto localidades como Bagé enfrentaram atrasos devido à seca e altas temperaturas. Em Dom Pedrito, apenas 35% da área foi plantada, enquanto Santa Rosa ainda aguarda chuvas para melhorar a umidade do solo.
Fonte: Pensar Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
SOJA
CNA alerta para calendário de semeadora e vazio sanitário da soja

Divulgação
Brasília – Com a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta a importância do manejo adequado da lavoura para garantir a produtividade e evitar doenças.
Os períodos do vazio sanitário e de semeadura estão na Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta (10) no Diário Oficial da União.
O Ministério da Agricultura manteve os períodos adotados na safra 2025/2026 nos principais estados produtores, mas definiu mudanças na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.
Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o cumprimento das medidas fitossanitárias, aliado ao monitoramento constante e ao controle de plantas voluntárias, é decisivo para reduzir a incidência da ferrugem asiática e garantir produtividade.
“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explica.
Tiago Pereira alerta para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em relação ao ciclo anterior. No Paraná, por exemplo, os registros passaram de 66 para 156 casos. Em Mato Grosso do Sul, subiram de 12 para 70; enquanto no Rio Grande do Sul o número passou de 25 para 61 ocorrências.
De acordo com a CNA, esse cenário está relacionado a vários fatores, como condições climáticas favoráveis ao fungo.
“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, afirma Pereira.
Assessoria de Comunicação CNA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
SOJA
Soja: relatório do USDA mantém projeções e mercado brasileiro segue travado

Divulgação
O mercado brasileiro de soja enfrentou mais uma semana de baixa liquidez, com poucos negócios realizados e preços pressionados. A combinação de oscilações externas, recuo do dólar e incertezas geopolíticas contribuiu para manter produtores e compradores afastados das negociações.
Mercado de soja no Brasil segue com baixa liquidez
Durante a semana, as cotações em Chicago apresentaram forte volatilidade, influenciadas principalmente pelo conflito no Oriente Médio e pelas variações nos preços do petróleo.
No Brasil, a queda do dólar contribuiu para um ambiente de cautela, reduzindo o interesse tanto de vendedores quanto de compradores. Como resultado, o mercado doméstico permaneceu travado, com pouca movimentação.
USDA mantém projeções para safra dos Estados Unidos
O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas mudanças em relação às estimativas anteriores.
Para a safra 2025/26, a produção norte-americana de soja foi mantida em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.
Os estoques finais também foram mantidos em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), levemente acima da expectativa do mercado, que projetava 348 milhões de bushels.
O USDA indicou ainda:
- Esmagamento em 2,610 bilhões de bushels (ante 2,575 bilhões em março);
- Exportações em 1,540 bilhão de bushels (ante 1,575 bilhão no relatório anterior).
Produção global e estoques têm ajustes pontuais
A safra mundial de soja para 2025/26 foi estimada em 427,41 milhões de toneladas, leve alta em relação à previsão de março (427,188 milhões). Para a temporada 2024/25, a estimativa ficou em 428,15 milhões de toneladas.
Os estoques finais globais para 2025/26 foram projetados em 124,79 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado (125,5 milhões) e também inferiores ao número de março (125,31 milhões). Para 2024/25, os estoques foram estimados em 124,81 milhões de toneladas.
Brasil e Argentina mantêm protagonismo na produção
O USDA manteve a estimativa da safra brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para 2025/26, número levemente acima da expectativa do mercado (179,8 milhões).
Para a safra 2024/25, houve revisão para cima, passando de 171,5 milhões para 172,5 milhões de toneladas.
Na Argentina, a produção para 2025/26 foi mantida em 48 milhões de toneladas, em linha com o relatório anterior e próxima da projeção do mercado (48,1 milhões). Para 2024/25, a estimativa permaneceu em 51,11 milhões de toneladas.
Importações da China seguem estáveis
As importações chinesas de soja foram mantidas pelo USDA em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e em 108 milhões para 2024/25, sem alterações em relação às projeções anteriores.
Comercialização da safra avança, mas segue abaixo da média
A comercialização da safra brasileira 2025/26 atingiu 48,1% da produção projetada até 2 de abril, segundo levantamento de Safras & Mercado. No relatório anterior, o índice era de 41%.
Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (50,7%) e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 57%.
Considerando uma produção estimada em 177,722 milhões de toneladas, o volume já negociado soma 85,559 milhões de toneladas.
Venda antecipada ainda é limitada
Para a safra 2026/27, a comercialização antecipada alcança 3,9% da produção projetada, equivalente a 6,921 milhões de toneladas, com base em uma estimativa de 178,836 milhões de toneladas.
O percentual está ligeiramente acima do observado no mesmo período do ano passado (3,7%), mas ainda bem abaixo da média histórica para o período, que é de 8,9%.
Cenário combina pressão externa e cautela interna
O atual cenário da soja reflete a combinação de fatores externos, como incertezas geopolíticas e oscilações cambiais, com elementos internos, como ritmo mais lento de comercialização.
Com isso, o mercado segue operando de forma cautelosa, à espera de novos direcionadores que possam destravar as negociações e dar maior sustentação aos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
SOJA
Soja bate recorde e Nortão lidera lavouras classificadas como excelentes, segundo Imea

Arquivo
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas. A nova projeção, apresentada ontem, também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34,8 mil quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada. Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no Estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso7 dias atrásSetor frigorífico reconhece decisão do Governo de MT sobre Fethab e Fethab 2
-

Pecuária7 dias atrásArroba do boi gordo se mantém firme com oferta restrita e exportações aquecidas
-

Agronegócio7 dias atrásMercado de trigo no Brasil segue com oferta restrita e preços firmes em meio à baixa liquidez
-

Agronegócio7 dias atrásCarne suína: oferta elevada e demanda fraca pressionam preços no mercado interno
-

Meio Ambiente4 dias atrásVai ter frio até o fim de abril?
-

Notícias4 dias atrásProdutor rural convive com apagões e prejuízos enquanto Copel registra lucro bilionário
-

Agronegócio4 dias atrás17ª Parecis SuperAgro começa em Campo Novo do Parecis e destaca força econômica do maior chapadão agricultável do mundo
-

Mato Grosso5 dias atrásCNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores







































