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Projeto espera ampliar o mercado de tilápias no Paraná

Foto: Embrapa
Pequenos empreendedores do oeste do Paraná (PR) já qualificam resultados a partir de ação implementada em maio deste ano para o mercado de tilápias. A intenção é otimizar e ampliar a cadeia produtiva local por meio de consultorias técnicas e capacitações para produtores e frigoríficos de pescado.
O Projeto Tilápias do Oeste é uma iniciativa do Sebrae, em parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e com o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) do estado. Para o desenvolvimento foram elencados 40 produtores de tilápias, além de 5 frigoríficos que abatem, individualmente, cerca de 7 mil quilos por dia.
Com três meses de consultoria do Sebrae, o casal, Jenifer e Clécio da Costa, contou que há dez anos faz parte da piscicultura e, atualmente, conta com 200 mil peixes em seus açudes.
Segundo os produtores, os resultados já começaram a aparecer. “Observamos a melhora da qualidade da água, a conversão da quantidade de ração para o trato dos peixes. Com isso, visamos um melhor aproveitamento no abate”, disseram.
O objetivo dos pequenos empreendedores é aumentar a produtividade e alcançar novos nichos. “Quando melhora a qualidade do peixe, temos mais oportunidade de entrar nos mercados e restaurantes”, informou Jenifer da Costa.
André Matias Fleck, produtor de tilápias há três anos, declarou que as visitas técnicas fizeram com que levasse o cultivo de tilápias mais a sério. “A gente também não fazia biometria, aferição dos níveis da qualidade da água”.
Fleck ainda disse ter perspectivas comerciais para o futuro. “É uma cultura que tende sempre a crescer. Tem os altos e baixos de mercado, mas nossa expectativa é boa”, complementou.

Otimização
Segundo Emerson Durso, consultor do Sebrae, para os frigoríficos o suporte se faz na adequação às normas para receber o certificado de comercialização dos produtos. Selo emitido pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf).
Já para os produtores de tilápias, Durso afirmou que consultorias mensais são realizadas, a fim de melhorar o manejo e aumentar a produtividade.
O Sebrae acrescentou que, dentre os benefícios previstos, estão a organização da produção, a previsibilidade de biomassa de abate, a fidelização dos fornecedores e a melhoria no rendimento da carcaça.
Nos frigoríficos de pescado as ações incluem a implantação de programas de autocontrole, desenvolvimento de manuais de qualidade, treinamentos de boas práticas em fabricação e consultorias tecnológicas.
Líder nacional
Espécie de peixe mais cultivada no Brasil, a tilápia correspondeu a 65,3% (579.08 toneladas) do montante contabilizado em 2023. No mesmo ano, a produção total de peixes de cultivo no país alcançou 887.029 toneladas, de acordo com o levantamento divulgado no Anuário 2024 da Associação Brasileira da Piscicultura. O estado do Paraná se manteve como o maior produtor, com 273.227 toneladas.
Ludmila Santana
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

Reprodução/Portal do Agronegócio
A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.
Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.
Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor
De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.
O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.
Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.
Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba
Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.
Segundo o levantamento:
- 82% são venezuelanos
- 13% são cubanos
- 2% são bolivianos
- 1% são tunisianos
A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.
Mão de obra interestadual também reforça o setor
Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.
A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:
- Minas Gerais (7%)
- Rio de Janeiro (4%)
- São Paulo (2,5%)
- Pará (2,5%)
Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.
Imigração passa a sustentar operação e economia do interior
Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.
Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.
O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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