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Agronegócio

Exportação de tabaco pode alcançar US$ 3 bilhões em 2024

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Foto: Pixabay

A produção de tabaco na safra 2024/25 deve ter queda de 15% a 10,1% no volume, mas aumento entre 20,1% e 25% no valor das vendas externas, projeta a consultoria Deloitte.

Com base nesses dados, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, projeta que os embarques serão acima da média dos últimos anos. “Se a tendência se confirmar, podemos superar a marca dos US$ 3 bilhões. É uma demonstração de que nosso sistema integrado está plenamente ativo, gerando renda, empregos e divisas”.

A fala do executivo foi feita durante a última reunião ordinária de 2024 da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, realizada na manhã desta quarta-feira (30).

O evento também teve como destaque os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), que apontam que entre janeiro e setembro deste ano foram embarcadas 316 mil toneladas de tabaco, redução de 14% em relação ao mesmo período de 2023.

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Contudo, em dólares, foram US$ 2,03 bilhões em receita, variação positiva de 3,44% se comparado com o ano anterior.

Até o momento, Bélgica, China, Estados Unidos, Indonésia e Egito estão entre os maiores importadores. No ano passado, o Brasil exportou 512 mil toneladas com ganho de US$ 2,729 bilhões para 107 países, com destaque para a União Europeia (42%).

Resultados da safra 23/24 de tabaco

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, compartilhou no evento o resultado final da safra 2023/24 e as perspectivas para a temporada 2024/25.

Segundo a entidade, a produção de tabaco do último ciclo teve o envolvimento de 133 mil famílias da Região Sul do Brasil, um incremento de 6,62% em relação ao período 2022/23. Aumento semelhante observou-se, também, na área plantada: 284,1 mil hectares, incremento de 8,57%.

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“Nas últimas safras tivemos uma remuneração média mais satisfatória para os produtores, o que acaba estimulando o aumento de área e de produtores que aderem ao cultivo”, explicou Drescher.

De acordo com Drescher, o excesso de chuvas foi a principal causa da redução do volume da safra 2023/24, que teve como resultado final 508.041 toneladas, redução de 16,12% em comparação com o ciclo 2023/2022.

“Também por conta desta redução, o preço médio do tabaco aumentou quase 28%”, comentou.

De acordo com ele, o cultivo de tabaco está em fase final em quase todas as áreas produtoras, com 8,5% de avanço na colheita.

“Temos percebido um aumento de área, estimulada pela última remuneração. Em meados de novembro devemos ter alguma previsão sobre a área cultivada e o número de famílias produtoras envolvidas na atividade”, disse Drescher.

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Victor Faverin

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

China impõe restrições a importações de carne bovina

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Imagem: Canva

 

A China imporá uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que excederem os níveis de cota dos principais países fornecedores, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma medida para proteger o setor pecuário doméstico, que está lentamente saindo do excesso de oferta.

O Ministério do Comércio da China informou nesta quarta-feira (31) que a cota total de importação para 2026 para os países atingidos por suas novas “medidas de salvaguarda” é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente em linha com o recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024.

“O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria doméstica da China”, disse o ministério ao anunciar a medida após uma investigação iniciada em dezembro passado. A medida entra em vigor em 1º de janeiro por três anos, com a cota total aumentando anualmente.

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As importações de carne bovina para a China caíram 0,3% nos primeiros 11 meses deste ano, para 2,59 milhões de toneladas.

As importações chinesas de carne bovina diminuirão em 2026 como resultado das medidas, disse Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants.

“A criação de gado bovino da China não é competitiva em comparação com países como o Brasil e a Argentina. Isso não pode ser revertido no curto prazo por meio de avanços tecnológicos ou reformas institucionais”, disse Xu.

Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da Austrália, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos EUA.

Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil embarcou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, de acordo com dados da alfândega chinesa, bem acima dos níveis de cota estabelecidos pelas novas medidas de Pequim.

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Produção de morango mantém boa aceitação no mercado

Publicado

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Foto: Seane Lennon

A produção de morango no Rio Grande do Sul apresenta cenário de colheita ativa, estabilidade de preços e atenção ao manejo fitossanitário, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25).

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Petrópolis, a colheita segue com bom fluxo de comercialização. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a sanidade da lavoura está adequada, assim como a qualidade dos frutos”, o que tem estimulado produtores a ampliarem as áreas cultivadas e investirem na construção de novas estufas. Mesmo com volumes elevados ofertados ao mercado, os preços pagos ao produtor permanecem estáveis nas Ceasas e nos mercados, variando entre R$ 10,00 e R$ 15,00 por quilo.

Na regional de Lajeado, a cultura permanece em fase de colheita, com frutos aceitos comercialmente. A Emater/RS-Ascar informa que, em áreas com maior umidade, houve aumento na incidência de botritis e manchas foliares, exigindo maior atenção ao manejo. Ainda assim, os preços seguem em patamar mais elevado, entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.

Já na região de Pelotas, as variedades de dias curtos se aproximam do encerramento da colheita, enquanto as de dias neutros continuam em plena produção. De acordo com o levantamento, foram identificados ataques de tripes, ácaros e ocorrência de oídio, levando produtores a adotar medidas específicas de controle. Os preços permanecem estáveis, com leve tendência de recuo em algumas localidades, variando conforme o município, refletindo diferenças regionais de oferta e demanda.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Queijos puxam alta de preços no Brasil enquanto leite e arroz recuam

Publicado

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Foto: Divulgação

 

Os preços dos alimentos apresentaram movimentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram forte alta de 21,2% no preço médio nacional, com aumento em todas as regiões do País, itens essenciais como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) tiveram as quedas mais significativas no mês. Os dados são do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.

O levantamento considera os produtos mais presentes no carrinho de compras do brasileiro e mostra que, além dos queijos, outras categorias também pressionaram o orçamento das famílias em novembro. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre as maiores altas no período – este último encareceu em todas as regiões.
Por outro lado, outros itens também registraram redução nos preços médios, como o café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a conter a inflação dos alimentos no mês.

No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, indicando um ambiente de inflação controlada no encerramento do ano. Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, alguns produtos seguem pressionados por fatores como custos de produção, dinâmica de oferta e recomposição de estoques.“Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, aponta.

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Maiores altas acumuladas em 2025

No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior incremento, avançando 42,1% no preço médio nacional. Na sequência aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).

AGROLINK & ASSESSORIA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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