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Agronegócio

Produção de grãos de MT deve aumentar 4,3% na safra 2024/2025

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Somente na BR-163 passam cerca de 70 mil carretas diariamente, segundo a Rota Oeste – Foto por: Robson Almeida/Secom-MT

 

Mesmo com a pior seca dos últimos 44 anos, Mato Grosso deve aumentar a produção de grãos em 4,3% e atingir 97,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, um acréscimo de 3,9 milhões de toneladas a serem colhidas.

Os dados são do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (15.10).

Os destaques são o aumento na produção de arroz e soja em 40,4% e 17%, respectivamente. No caso da soja, os produtores também devem destinar uma área 2,6% maior para a cultura, quando comparada com a temporada passada e passar para 12,6 milhões de hectares.

O atraso do início das chuvas, devido à seca histórica, atrapalha os trabalhos de preparo do solo e do plantio, mas as projeções são positivas e os produtores mato-grossenses devem colher 46 milhões de toneladas da oleaginosa ante a 39,3 milhões colhidas na safra 2023/2024.

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O Governo de Mato Grosso também tem investido no asfaltamento, na duplicação e na renovação das rodovias para escoar toda essa produção do agronegócio. Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), foram concluídos 3.838 km de asfalto novo nas rodovias estaduais e outros 1.033 km estão em construção. O Estado tem 31 mil km de rodovias.

Além das rodovias estaduais, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, aponta outro investimento crucial em logística que desafoga outro gargalo para a produção estadual – a duplicação da BR-163. Os investimentos previstos para concluir a duplicação entre o Posto Gil e Sinop são de R$ 7,6 bilhões. Somente na BR-163, segundo a Nova Rota Oeste, passam cerca de 70 mil carretas diariamente.

“O Governo tem dado dinamismo para atender a velocidade de crescimento do Estado. Além das obras, o governador Mauro Mendes também tem incentivado a verticalização da produção agrícola, com incentivos as agroindústrias. Hoje, o Estado é o maior produtor de etanol de milho, tem incentivado a instalação de novas plantas de biocombustíveis e de energia limpa. Se o agro vai bem, o Governo é afetado positivamente, bem como a indústria, o comércio, o setor de serviços e a construção civil. Os produtores do nosso estado são arrojados e, mesmo com as intempéries, esperam colher mais do que a safra passada”, comentou César Miranda.

Salto na produção de arroz

A produção de arroz também passou por um salto. A produção prevista em Mato Grosso é de 474 mil toneladas ante o desempenho anterior de 337,6 mil toneladas. Os produtores destinaram 133,6 mil hectares para o plantio do cereal – uma alta de 39,3% em relação a temporada passada.

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Apesar do aumento perceptível do arroz em todas as regiões do país, o Centro-Oeste ganha destaque com o incremento de 33,5%. Apenas em Mato Grosso, os produtores irão destinar mais de 133 mil hectares para o cultivo do grão, evidenciando o protagonismo do Estado com uma elevação de 39,3% quando comparada com a área registrada na temporada de 2023/24.

A previsão da Conab é de que o Brasil volte ao patamar das maiores safras de arroz da sua história. Isso ocorreu após as enchentes do Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país, levando produtores de todo o país a investirem no plantio do cereal que é a base da alimentação do brasileiro.

*Com colaboração Maria Vitória Ribeiro

Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preços da banana e da alface recuam em maio

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Foto: Divulgação

 

Os preços da banana e da alface apresentaram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em maio. De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da sexta edição do Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), a banana teve recuo de 4,89% no atacado em relação a abril, enquanto a alface registrou redução de 1,94% no mesmo período.

A maçã também manteve a tendência de queda observada nos dois meses anteriores e encerrou maio com desvalorização de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados. As maiores reduções ocorreram na região Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços caíram 12,65%. Já melancia e laranja apresentaram leve aumento na média ponderada nacional, embora tenham registrado queda nos preços médios individuais na maior parte das centrais analisadas.

No caso da banana, a redução dos preços foi influenciada pelas condições favoráveis de produção, especialmente da variedade nanica, o que ampliou a oferta e melhorou a qualidade da fruta. Na Ceasa de Campinas, em São Paulo, os preços médios recuaram 13,27% em comparação com abril. Com demanda estável e bom ritmo de comercialização ao longo do mês, apenas Fortaleza registrou aumento, de 6%, na média mensal de preços.

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A melancia ficou mais barata em 70% das unidades de abastecimento acompanhadas, apesar de apresentar alta de 3,37% na média ponderada geral. O maior avanço foi observado no Rio de Janeiro, com aumento de 72%, reflexo da maior comercialização de minimelancias, que possuem valor agregado superior. Em Recife e Fortaleza, os preços recuaram até 17%. Segundo a análise, a redução do consumo, associada às temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste, influenciou o comportamento do mercado.

Para a laranja, a combinação entre estoques considerados adequados e a diminuição da demanda externa ajudou a explicar o movimento dos preços. A fruta encerrou maio com alta de 1,42% na média ponderada em relação a abril. Com maior oferta proveniente de São Paulo, Bahia e Sergipe, a tendência é de ampliação da disponibilidade do produto. As maiores quedas nos preços de atacado foram registradas em São Paulo, com recuo de 10,93%, e em São José, em Santa Catarina, com redução de 10,03%.

Entre as frutas analisadas, o mamão apresentou a maior alta, com avanço de 7,49% na média ponderada. Enquanto o Rio de Janeiro registrou queda de 23,60%, as maiores elevações ocorreram em Fortaleza, com aumento de 67,42%, e em Vitória, com alta de 51,11%. A menor oferta da variedade formosa e a redução dos embarques vindos do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo contribuíram para esse cenário.

No segmento das hortaliças, a diminuição do consumo de folhosas durante o inverno contribuiu para a redução dos preços da alface na maioria das Ceasas. As maiores quedas foram observadas em Belo Horizonte, com recuo de 27,98%, Vitória, com 25,71%, e Rio de Janeiro, com 25,20%. A oferta do produto também ficou 10,8% abaixo da registrada em abril.

Após dois meses de valorização, a cenoura apresentou estabilidade, encerrando maio com leve queda de 0,63% na média ponderada. Embora metade das Ceasas monitoradas tenha registrado alta inferior a 7%, os preços caíram 33,12% em Fortaleza e 15,54% em São José. A expectativa é de redução dos preços nos próximos meses, impulsionada pela intensificação da safra de inverno e pela recuperação da oferta, especialmente em Minas Gerais.

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A cebola seguiu em trajetória de alta pelo terceiro mês consecutivo, ainda que em ritmo menor. A média ponderada registrou aumento de 12,53% em maio. As variações oscilaram entre queda de 5,09% em Recife e avanço de 21,62% em Campinas. O movimento foi atribuído à redução da oferta nacional, principalmente dos embarques vindos de Santa Catarina, que ficaram 35% abaixo do volume registrado em abril.

No caso do tomate, a alta média foi de 19,85%, com comportamento distinto entre as centrais. Vitória registrou queda de 11,38%, enquanto Recife apresentou aumento de 42,38%. A Conab aponta que temperaturas mais baixas nas regiões produtoras retardaram a maturação dos frutos, permitindo aos produtores controlar melhor a oferta e reduzir o ritmo da colheita.

Entre as hortaliças, a batata foi o produto com a maior valorização. Os preços subiram em todas as Ceasas analisadas, encerrando maio com aumento médio de 57,95%. O fim da safra das águas e o início ainda limitado da safra de inverno reduziram a oferta disponível. Minas Gerais, principal produtor nacional, registrou a maior elevação, de 84,44%. Santa Catarina foi o único estado a apresentar queda, com redução de 1,66% em relação a abril.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de frutas e hortaliças alcançaram 555,77 mil toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume 14,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 663,4 milhões, com destaque para produtos como maçã, abacate, pêssego, melancia, manga e melão.

Nesta edição, o boletim também traz uma análise sobre mudanças climáticas e o fenômeno El Niño, abordando os impactos sobre as cadeias produtivas e o abastecimento de alimentos no país, além dos reflexos para a produção de frutas e hortaliças, seus efeitos regionais e orientações aos produtores.

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As informações detalhadas sobre preços e comercialização nas principais Ceasas do país estão reunidas no 6º Boletim Prohort. O levantamento contempla os produtos de maior representatividade nos mercados atacadistas e com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A base de dados da Conab reúne informações de 117 frutas e 123 hortaliças, abrangendo mais de mil produtos e variedades comercializados no país.

Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Com oferta limitada, manga tommy atinge maior cotação do ano

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Foto: CEAGESP

Os preços das variedades de manga palmer e tommy continuam subindo nas regiões produtoras do Semiárido. O principal fator, de acordo com o Hortifrúti do Cepea, tem sido a disponibilidade controlada de manga no mercado interno.

Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, na semana passada, a tommy registrou as cotações mais altas de 2026, o que reflete um período favorável aos produtores.

A tendência é de que o volume de tommy siga restrito no mercado doméstico até julho, devendo aumentar novamente a partir do segundo semestre, e de forma gradual, apontam pesquisadores do Cepea.

Apesar de a oferta mais controlada normalmente garantir preços mais elevados, as sucessivas valorizações para ambas as variedades poderão limitar a demanda pela fruta, principalmente ao longo desta e da próxima semana, período em que a procura tende a ser um pouco menos aquecida. (com Cepea)

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Chuvas em Mato Grosso elevam atenção dos cotonicultores na fase final da safra

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Foto: Divulgação

As chuvas localizadas que atingiram Mato Grosso recentemente mudaram o cenário de otimismo nas lavouras de algodão e deram início a um período de monitoramento dos possíveis danos. De acordo com o balanço da última semana divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a instabilidade climática atingiu diversas áreas em plena fase de maturação, aumentando a preocupação com perdas na qualidade da fibra. O impacto real ainda está sendo avaliado pelas equipes técnicas em campo.

O problema ocorre justamente no momento em que as primeiras colheitas começam a ganhar ritmo em algumas regiões do estado. Para proteger o algodão que ainda está nas plantas, os produtores intensificaram as operações de desfolha e a aplicação de maturadores. Apesar da preocupação causada pelas chuvas, a Ampa destaca que, de forma geral, o potencial produtivo da safra em Mato Grosso continua favorável.

No manejo fitossanitário, a atenção também deve ser mantida nesta reta final da temporada. O bicudo-do-algodoeiro segue com alta incidência em todas as regiões produtoras, exigindo rigor nas estratégias de controle químico. A recomendação técnica para as próximas semanas é manter o combate ao inseto e, ao mesmo tempo, avaliar cuidadosamente os talhões afetados pelas chuvas, buscando minimizar os prejuízos e garantir que a produção chegue às algodoeiras nas melhores condições possíveis.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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