Destaque
As práticas sustentáveis utilizadas na agropecuária brasileira serão apresentadas na 29ª COAG/FAO

As práticas sustentáveis utilizadas na agropecuária brasileira serão apresentadas na 29ª COAG/FAO
Teve início nessa segunda-feira (30), a 29ª Sessão do Comitê de Agricultura (COAG) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que vai reunir até dia o 4 de outubro, em Roma, na Itália, autoridades e lideranças mundiais ligadas à agricultura. O encontro tem por objetivos partilhar experiências e promover sistemas agroalimentares mais sustentáveis.
As discussões e perspectivas trazidas para o evento contribuirão com a FAO e demais organizações internacionais no entendimento acerca do papel estratégico que desempenham na promoção de ações políticas para obtenção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Na abertura, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária do Mapa, Pedro Neto, destacou que nas últimas cinco décadas o Brasil se transformou em um dos principais players globais na produção de alimentos. “Temos orgulho de compartilhar nesta sessão do COAG as tecnologias que são praticadas há mais de uma década na agropecuária brasileira e o nosso compromisso o com a segurança alimentar do mundo”, completou.
“Hoje, o Brasil além de prover alimentos para sua população, desempenha um papel vital no cenário global. Estamos trabalhando na recuperação de áreas degradadas e, com isso, ampliando os espaços de produção de alimentos, ao mesmo tempo em que restauramos a cobertura florestal. Acreditamos que podemos colaborar com outras nações nesse sentido, fortalecendo o diálogo e a cooperação, promovendo um modelo de produção econômico e ambientalmente sustentável”, declarou Neto.
PROGRAMAÇÃO
Na quarta-feira (2), o representante do Mapa participará do “Painel de Diálogo e Discussão sobre Política Agrícola: políticas públicas para promover sistemas agroalimentares sustentáveis de acordo com o contexto nacional”, em evento paralelo do COAG, co-organizado pelo Brasil, FAO, Reino Unido e Banco Mundial.
Nele, o secretário Pedro Neto irá apresentar um panorama da “Ação política no Brasil sobre agricultura sustentável para promover a segurança alimentar, protegendo a biodiversidade, construindo resiliência às mudanças climáticas e lutando contra a fome e a pobreza”, trazendo um algumas das tecnologias, inovações e práticas sustentáveis, promovidas pelo Ministério, utilizadas no desenvolvimento da agropecuária brasileira.
Além do secretário, participam da delegação do Mapa a adida agrícola em Roma/FAO, Fernanda Magalhães, o diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, e o coordenador-geral de Produção Animal, Bruno Leite.
Fonte: MAPA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Polos irrigados concentram maior renda, produtividade e desenvolvimento

Imagem: Pensar Agro
A colheita total de milho do Brasil em 2025/26 foi estimada nesta sexta-feira em 140,11 milhões de toneladas, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, que reduziu seu número em 1,1% na comparação com a projeção anterior, devido a uma expectativa menor com a segunda safra por questões climáticas.
Ainda assim, o Brasil veria uma produção maior em relação ao ciclo passado, quando a colheita somou 140,05 milhões de toneladas, segundo a consultoria.
O ajuste nos números levou em conta os problemas climáticos verificados em alguns Estados produtores da segunda safra, como Goiás, disse o consultor e analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, em comunicado.
Devido aos ajustes, o potencial de produção da segunda safra foi visto em 99,09 milhões de toneladas, ante 100,59 milhões de toneladas previstas em fevereiro.
O volume da segunda safra deve ficar abaixo das 100,81 milhões de toneladas colhidas no ano anterior, mas a safra total ainda cresce com um avanço
na produção no verão, segundo dados da consultoria.
A área total cultivada com milho no Brasil em 2025/26 deverá atingir 21,89 milhões de hectares, um pouco acima dos 21,83 milhões de hectares indicados na previsão de fevereiro.
Na comparação anual, a consultoria vê aumento de 2,9% na área plantada, enquanto a produtividade foi estimada em 6.400 quilos por hectare, abaixo dos 6.532 quilos registrados na safra 2024/25.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Produtores rurais podem responder pesquisa sobre javalis

Imagem: Faep
Os produtores rurais do Paraná ainda podem participar da pesquisa nacional que busca mapear a presença de javalis no meio rural. O prazo vai até 31 de maio para responder ao levantamento “Suínos Asselvajados – Percepção de Presença e seus Impactos no Brasil (2025/2026)”, conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e impulsionado por articulação do Sistema FAEP. A iniciativa reúne informações diretamente das propriedades para dimensionar a ocorrência de javalis e javaporcos, identificar os prejuízos causados e subsidiar políticas públicas mais eficientes de controle e manejo da espécie.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, reforça que o engajamento dos produtores é determinante para a efetividade do estudo. “Essa pesquisa é uma ferramenta estratégica para transformar uma realidade que já impacta diretamente o campo. Quanto maior for a participação dos produtores, mais consistente será o diagnóstico e, consequentemente, mais eficazes serão as políticas públicas que podem ser construídas a partir desses dados”, diz. “O Sistema FAEP tem atuado de forma permanente nesse tema, articulando soluções e apoiando iniciativas que contribuam para o controle do javali e a proteção da produção agropecuária paranaense”, complementa.
Fertilizantes são equiparados a minerais críticos
A pesquisa é resultado de um processo iniciado no Paraná, a partir da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, que reuniu diferentes instituições para enfrentar o avanço da espécie. Esse movimento levou à criação, em 2020, do Grupo de Trabalho de Javalis do Paraná, que reúne órgãos como Ministério da Agricultura, Ibama, Exército Brasileiro, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e entidades do setor produtivo.
Prejuízos econômicos e riscos sanitários
Sem predadores naturais no Brasil e com alta capacidade de adaptação, o javali se reproduz rapidamente e amplia sua presença em diferentes regiões. O cruzamento com suínos domésticos, formando o chamado “javaporco”, intensifica ainda mais esse crescimento.
Os impactos são diretos: destruição de lavouras, ataques a rebanhos, danos à vegetação nativa, degradação de nascentes e cursos d’água, além de desequilíbrios ecológicos e risco de acidentes com pessoas.
No campo sanitário, a preocupação é ainda mais sensível. Os animais podem atuar como vetores de doenças como a Febre Maculosa, Peste Suína Africana (PSA), Peste Suína Clássica (PSC), entre outras, ameaçando o status sanitário da produção brasileira.
Saiba mais acessando a cartilha, produzida pelo Sistema FAEP, que expõe os riscos causados por javalis.
Participação é fundamental
O Sistema FAEP orienta que produtores rurais que já tenham avistado javalis ou registrado prejuízos respondam ao questionário. A participação é considerada essencial para ampliar a qualidade das informações e fortalecer o diagnóstico.
Mesmo aqueles que não tiveram contato direto com os animais podem contribuir, divulgando a pesquisa para outros produtores e manejadores autorizados que atuam no controle da espécie.
A previsão é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre deste ano. A expectativa é que os dados consolidados permitam dimensionar o avanço dos javalis no país e orientar ações mais eficazes para enfrentar um problema que impacta diretamente o campo.
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Sema atua para evitar que árvore em área de manejo com ninho de Harpia seja derrubada

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) notificou o proprietário de uma fazenda no município de Tapurah para que não derrube uma árvore, localizada em área de manejo florestal, escolhida por uma Harpia para montar o seu ninho. A espécie está ameaçada de extinção.
De acordo com a notificação, o proprietário da área deverá manter a preservação do entorno da árvore em um raio de, no mínimo, 150 metros, para garantir a segurança do filhote durante sua fase de aprendizado e evitar a perturbação do comportamento natural dos adultos. O objetivo da medida é assegurar a conclusão do ciclo reprodutivo da ave sem intercorrências.
Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram o seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que suas filhas possam crescer para proliferação da espécie
Também conhecida como gavião-real, a Harpia foi classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como “vulnerável” e está contemplada no Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas (ICMBio).
A descoberta, conforme o coordenador, é resultado da integração e comprometimento dos diversos setores da Sema na conservação da biodiversidade. “A preservação da fauna silvestre exige uma atuação conjunta de diversos segmentos dentro da própria Sema. Esse é um exemplo prático de que as equipes do órgão ambiental trabalham em sintonia para a proteção do meio ambiente”, destacou Toledo.
Em resposta à Coordenadoria de Recursos Florestais, o proprietário da fazenda assegurou que acatará a notificação. “Ficamos felizes em poder contribuir com a preservação da ave mencionada. Vamos manter todos os indivíduos, no raio de 150 metros, em pé no local. Vamos demarcar a árvore nº 5041 e todas as árvores do seu entorno (raios de 150 m) com plaqueta de “proibido corte” para melhor sinalizar. Além disso, será orientado a equipe de exploração para não fazer trilhas de arraste nesse local”.
Plano de manejo – O manejo florestal sustentável se consolida como uma das estratégias mais robustas para manter a floresta em pé, conservar serviços ecossistêmicos e, ao mesmo tempo, gerar renda e desenvolvimento regional.
Por meio do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), a Sema-MT consegue fazer a rastreabilidade da madeira extraída nessas áreas de manejo. Cada indivíduo possui numeração única dentro do sistema.
Mato Grosso possui cerca de 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo florestal e a meta do Programa Carbono Neutro 2035 é chegar a seis milhões.
Clênia Goreth
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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