Agricultura
Pesquisa traz novo método de análise do milho e do sorgo

Divulgação
Uma pesquisa inovadora está revolucionando a forma de avaliar a qualidade de grãos, como o milho e o sorgo. Cientistas da Embrapa e da Spectral Solutions conseguiram aliar a técnica analítica de Espectroscopia do Infravermelho Próximo (NIR, sigla em inglês) em um equipamento portátil ao modelo matemático de calibração multivariada para identificar e quantificar diferentes componentes em amostras de grãos. Esse novo método é capaz de determinar a composição química de alimentos essenciais à saúde humana e animal com rapidez, precisão, baixo custo e sem destruir o material avaliado. O estudo está publicado no Journal of Food Composition and Analysis.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e líder desse projeto, Maria Lúcia Simeone, a NIR (Near-Infrared Spectroscopy) é reconhecida hoje como uma ferramenta poderosa para análises quantitativas e qualitativas de parâmetros químicos e físicos. “Ao interagir com a matéria, gera um espectro característico, semelhante a uma impressão digital molecular. Este espectro contém informações detalhadas sobre a composição química da amostra”, explica.
Por outro lado, é classificada como uma técnica secundária, pois depende de um modelo matemático que correlacione os dados espectrais com resultados obtidos por métodos analíticos convencionais (métodos de referência). “É aí que entra a calibração multivariada, que permite tratar os dados obtidos pela luz NIR”, acrescenta Simeone.
Nessa nova prática, os pesquisadores utilizaram um equipamento portátil de espectroscopia NIR para analisar um grande número de amostras de milho e sorgo. Os espectros das amostras moídas foram, então, submetidos a uma análise estatística complexa, conhecida como quimiometria.
Essa análise relaciona as características espectrais das amostras com os valores de referência obtidos por métodos analíticos convencionais. “Os modelos produzidos foram incorporados no Spectral Software para permitir que a avaliação de novas amostras possa ser acompanhada diretamente na tela de um notebook ou celular”, conta a pesquisadora.
Segundo ela, essa nova abordagem com o NIR portátil traz muitos benefícios. Um deles é a rapidez. “A análise por espectroscopia NIR é muito mais rápida do que os métodos tradicionais, permitindo uma avaliação em tempo real da qualidade dos grãos”, destaca.
A precisão também se destaca. A calibração multivariada garante alta precisão na determinação da composição química, com resultados comparáveis aos métodos de referência.
Outra vantagem é não ser destrutiva. A técnica não danifica a amostra, permitindo análises subsequentes. Além disso, o equipamento é portátil, permite a análise dos grãos diretamente na amostra moída, facilitando o controle de qualidade em diferentes etapas da cadeia produtiva.
“Com tudo isso, temos um custo-benefício melhor. A redução do tempo de análise e a eliminação da necessidade de reagentes químicos tornam a técnica mais econômica e sustentável”, pontua a pesquisadora.
Futuro da análise de grãos
“A espectroscopia NIR portátil e a calibração multivariada representam um avanço significativo na área de análise de alimentos. Têm o potencial de transformar a forma como avaliamos a qualidade dos grãos, abrindo novas perspectivas para a agricultura de precisão, o controle de qualidade e a segurança alimentar”, considera Simeone.
São diversos benefícios para a indústria de alimentos e para o consumidor, relatados na pesquisa, incluindo a melhoria na qualidade dos produtos. “A avaliação rápida e precisa da composição química dos grãos permite identificar e rejeitar lotes de baixa qualidade, garantindo produtos mais seguros e nutritivos”, acrescenta.
A otimização dos processos produtivos também é uma vantagem. A técnica pode ser utilizada para monitorar a qualidade das matérias-primas, aperfeiçoar os processos de produção e garantir a consistência dos produtos finais.
“A automatização das análises e a redução do tempo contribuem para a diminuição dos custos de produção e para o aumento da rastreabilidade, uma vez que a tecnologia pode ser utilizada para rastrear a origem e a qualidade dos grãos ao longo de toda a cadeia produtiva, aumentando a confiança do consumidor”, destaca a pesquisadora.
Pós-colheita e qualidade dos grãos armazenados
Alguns gargalos observados nas operações após a colheita dos grãos também podem ser minimizados com a aplicação da espectroscopia NIR portátil e da calibração multivariada nas cadeias de grãos, proteína animal e biocombustíveis, que recebem e processam estes produtos.
“A redução do tempo de análise, mantendo a precisão, é uma grande vantagem, especialmente nas épocas de pico de safra, quando a operação de colheita é rápida e a entrega dos grãos nas indústrias e unidades armazenadoras tem que acompanhar a mesma dinâmica para não reduzir a fluidez e gerar filas, com consequente prejuízo à qualidade dos grãos”, evidencia o pesquisador da Embrapa Marco Aurélio Guerra Pimentel.
Ainda nas etapas de pós-colheita a técnica pode contribuir para reduzir perdas e manter a qualidade dos grãos armazenados. “Além dos resultados relativos à composição química dos grãos, a nova prática pode identificar a presença de insetos, que têm sua fase larval interna, dentro dos grãos, o que dificulta a identificação visual e demanda uma análise demorada para identificar a infestação. Com a espectroscopia NIR portátil e a calibração multivariada, temos condições de identificar lotes infestados de forma rápida e com precisão”, ressalta Pimentel.
Outro detalhe enfatizado pelo pesquisador é que o monitoramento da qualidade dos grãos durante a armazenagem também é muito importante para atender aos padrões de qualidade demandados pelas indústrias e consumidores internos e externos.
“O uso do equipamento portátil traz a flexibilidade aos operadores para avaliar em tempo real a qualidade do produto que estão comprando, vendendo ou que está sendo destinado ao processamento, garantindo os níveis de qualidade e nutricionais para alimentação humana e animal”, diz Pimentel.
Análise em dois segundos
O MicroNIR já está disponível no mercado. É um equipamento NIR portátil, de apenas 200 gramas e operação via smartphones (tanto Android quanto iOS), que analisa grãos em dois segundos com precisão. “A parceria com a Embrapa foi chave para o uso de nosso equipamento no setor de grãos e de nutrição animal”, diz Felipe de Aquino, fundador da Spectral Solutions.
“A Embrapa é uma referência mundial em pesquisa agrícola e seu time de especialistas contribuiu para a qualidade analítica que entregamos com esta solução”, acrescenta.
Aquino observa que, além do milho e do sorgo, o MicroNIR pode receber diversas outras calibrações. A Spectral Solutions tem parcerias com outros centros da Embrapa para o desenvolvimento de aplicações com diferentes culturas agrícolas.
34ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo
Essa tecnologia será apresentada durante a 34ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo. O evento acontece de 9 a 12 de setembro, no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, em Palmas, capital do Tocantins. A promoção e a realização do evento são da Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS) e a organização cabe à Embrapa.
Este ano, estão envolvidos dois centros de pesquisa da empresa, a Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) e a Embrapa Milho e Sorgo. Mais informações sobre o congresso estão disponíveis aqui.
Fonte: Embrapa
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

Reprodução/Secom VG
Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.
A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.
Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.
O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.
De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

Gerada por IA
O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.
Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.
Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

Internet
Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.
De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.
O que muda na prática
A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:
Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;
Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;
Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;
Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.
Mais padronização nas prateleiras
A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.
Impacto no preço
A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.
Processo contínuo
A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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