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Inauguração da Cafeteria Escola de Caconde em parceria com Sistema Faesp/Senar-SP

Cursos, oficinas e capacitações visam fortalecer a cafeicultura no município e gerar renda aos pequenos produtores – Assessoria
Caconde, interior de São Paulo, foi inaugurada a Cafeteria Escola, uma iniciativa conjunta do Sistema Faesp/Senar-SP e do Centro de Educação Ambiental (CEAC), com a participação da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café).
A escola tem por objetivo promover capacitações e treinamentos aos produtores da região. A programação da escola já está acontecendo, com cursos, oficinas, seminários e workshops sobre torra de café, técnicas agrícolas sustentáveis e gestão de negócios. A escola é administrada pelo Sindicato Rural de Caconde.
Ademar Pereira, presidente do sindicato rural de Caconde, explica que “o município tem contado com plano de trabalho e propostas que vão desde a formação da muda às novas técnicas de manejo que têm surgido.”
Além dos cursos e instalações ecologicamente responsáveis, a escola conseguiu parcerias com Embrapa, Abic e o Sebrae-SP.
“É uma escola que vai permitir o desenvolvimento de oficinas para o aprendizado de torra, que possui laboratório de prova e vai possibilitar excelência também com os cursos que serão realizados”, completa Pereira.
Para ele, a escola e as parcerias que foram firmadas trarão êxito naquilo que os produtores buscam: efetividade no desenvolvimento da cafeicultura e agregação de renda aos pequenos produtores da cidade. Pereira destaca ainda o viveiro de mudas nativas e uma horta tecnológica desenvolvida com apoio da Embrapa.
A Cafeteria Escola de Caconde é um exemplo de integração e esforços da iniciativa privada com políticas públicas. O projeto nasce com objetivos que o colocam na vanguarda do país, tais como geração de energia limpa, resiliência climática, biodiversidade, descarbonização através da mobilidade elétrica, uso e reuso da água.
“A novíssima escola no município de Caconde é uma das ações do Sistema Faesp/Senar-SP junto a renomadas instituições, em prol da agricultura paulista e do pequeno produtor, que precisa de apoio, incentivo e tecnologia para sua renda e para o desenvolvimento do nosso estado”, afirma Tirso Meirelles, presidente da Faesp/Senar-SP.
Mario Teixeira
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

Reprodução/Portal do Agronegócio
A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.
Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.
Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor
De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.
O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.
Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.
Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba
Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.
Segundo o levantamento:
- 82% são venezuelanos
- 13% são cubanos
- 2% são bolivianos
- 1% são tunisianos
A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.
Mão de obra interestadual também reforça o setor
Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.
A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:
- Minas Gerais (7%)
- Rio de Janeiro (4%)
- São Paulo (2,5%)
- Pará (2,5%)
Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.
Imigração passa a sustentar operação e economia do interior
Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.
Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.
O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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