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Febrac celebra a união com entrega de medalha a nomes de relevância do agro

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Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

Foi com casa cheia que a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) recebeu personalidades de grande relevância para o campo na noite de segunda-feira, 26 de agosto. Na celebração foi entregue a tradicional medalha Paulo Brossard, na sede da entidade, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), no terceiro dia da 47° Expointer.

Na lista de agraciados, conforme o presidente da Febrac, Marcos Tang, pessoas que agregam na luta diária e cuja escolha foi unânime. “São amigos, são pessoas para quem se pode ligar de madrugada, são pessoas que sempre estão ao nosso dispor”, destacou Tang. O presidente da Febrac ainda falou que os agraciados são verdadeiros patrimônios, pessoas que praticamente estão em extinção. Marcos Tang ressaltou que é preciso homenagear “aquelas pessoas que sabem apagar uma fogueira, ajudar e resolver”.

Os cinco agraciados com a medalha foram Eduardo Faria Finco, conselheiro técnico da Febrac, Márcio Madalena, Secretário Adjunto da secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Cláudio Antônio Bitencourt Caldas, produtor rural, Edemundo Gressler, presidente da Arco, e Milton Evandro Nunes, assessor da Farsul. Nunes, em razão da sua ação na organização da Expointer e do tempo de trabalho junto às entidades de raça, foi muito celebrado por todos, o que pontuou a noite de festa.

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Após a entrega das medalhas, houve o descerramento da foto do ex-presidente da Febrac, João Francisco Bade Wolf, na parede dedicada a esta honraria a quem já esteve à frente da entidade. Após o discurso do homenageado, todos participaram de um jantar festivo.

Texto: Ieda Risco/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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