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Retomada da Fábrica de Fertilizantes gera 2 mil empregos

Lula vai ao Paraná para retomada de fábrica de fertilizantes que vai gerar 2 mil empregos – Divulgação / Petrobras
A cerimônia que marca o início do processo de retomada das atividades na Ansa, a Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados, será acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quinta-feira (15/8). A fábrica estava hibernada desde 2020 e será reaberta — depois que o investimento na produção de fertilizantes voltou a fazer parte do portfólio da Petrobras. O ato será realizado na Refinaria Presidente Vargas (Repar), em Araucária, região metropolitana de Curitiba (PR). A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, conduzirá o evento.
O investimento previsto para a reabertura da unidade é de R$ 870 milhões. Serão imediatamente iniciados todos os procedimentos necessários à retomada, incluindo a publicação dos editais para contratação de serviços de manutenção e de materiais críticos. Na primeira fase desta reentrada no setor, a estratégia tem sido reconfigurar e consolidar operações viáveis em ativos que já pertencem à companhia. A previsão é que a operação seja iniciada no segundo semestre de 2025.
Durante a intervenção para retorno operacional serão gerados mais de 2 mil empregos, entre empregados da Ansa e das empresas contratadas. Após retorno operacional, devem ser mantidos cerca de 700 empregos diretos. No início de julho, 215 antigos funcionários da Ansa reiniciaram suas atividades de trabalho no Paraná. São essencialmente técnicos especializados no funcionamento da planta industrial e foram recontratados pela subsidiária.
Atualmente, a fábrica está em processo de contratação de serviços e aquisição de materiais, com previsão de conteúdo local superior a 85%. Após finalizada essa etapa, será realizada a mobilização dos contratos de serviços e manutenção dos equipamentos para o início das atividades.
PLANO ESTRATÉGICO — Diante da revisão das diretrizes estratégicas da companhia aprovadas no ano passado, o investimento na produção de fertilizantes voltou a fazer parte do portfólio, conforme plano Estratégico 2024-2028+. Situada ao lado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), a Ansa tem capacidade de produção de 720 mil toneladas/ano de ureia, o que corresponde a 8% do mercado; 475 mil toneladas/ano de amônia; além de 450 mil m³/ano do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32).
INVESTIMENTOS — Por ocasião da participação do presidente Lula na solenidade, nesta quinta-feira ainda serão anunciados investimentos da estatal na Repar, refinaria responsável por aproximadamente 15% do mercado nacional de derivados de petróleo. Seus produtos atendem principalmente os mercados do Paraná, Santa Catarina, sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
A Petrobras anunciou o investimento de R$ 3,2 bilhões, previstos no horizonte do Plano Estratégico, destinado a paradas de manutenção e projetos de investimento na Repar. Serão gerados cerca de 27 mil empregados diretos e indiretos. Entre os projetos, está prevista a implantação de uma nova unidade de hidrotratamento de médios (HDT), que tem por finalidade o aumento da produção de diesel S10, além de projetos de melhoria de eficiência energética, visando uma menor pegada de carbono nas operações e aumento de carga de destilação, para acréscimo da produção de derivados e atendimento ao mercado.
Em 2023, a Repar bateu recordes de produção de mais de dez anos. A produção de gasolina foi de mais de 3,4 bilhões de litros, superando em 3% o recorde de 2012. O volume total de vendas de gasolina pela Petrobras, na área de influência da Repar, foi o maior da série histórica, superando em 4,8% a marca anterior, de 2022. A produção de asfalto (CAP 50/70) atingiu 453 mil toneladas, um aumento de 0,5 % em relação a 2010, ano do recorde anterior.
A Repar é pioneira na produção do Diesel R, combustível produzido por coprocessamento (processamento conjunto) de derivados de petróleo (parcela mineral), com matérias-primas de origem vegetal, como óleo de soja. Esse novo combustível é uma alternativa sustentável no ciclo diesel, pois a redução das emissões associada à parcela renovável é de ao menos 60% em comparação com o diesel mineral, podendo ser até maior a depender da matéria-prima utilizada.
A unidade atende cerca de 15% da produção nacional de derivados de petróleo e 85% do abastecimento vai para os estados do Paraná, Santa Catarina, sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. A capacidade instalada é de 33 mil m³/dia ou 207.563 bbl/dia e os principais produtos são o diesel, gasolina, GLP, coque, asfalto, óleos combustíveis, QAV, propeno, óleos marítimos.
Fonte: AgênciaGov
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Governo de MT fechou 2025 com investimento de R$ 300 milhões no SER Família Habitação

Casas fazem parte do Residencial Parque do Cerrado e condomínios Ipê e Guará, em Cuiabá – Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 300 milhões em habitação em 2025, garantindo moradia digna e mais segurança para milhares de famílias. Os recursos do Estado também possibilitaram que 3.318 famílias realizassem o sonho da casa própria, recebendo as chaves no ano passado.
Os investimentos foram realizados via MT Par e Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do programa SER Família Habitação, nas modalidades Entrada Facilitada e Faixa Zero.
Parte significativa dos investimentos vem do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab): R$ 238,7 milhões, o que representa cerca de 6,6% da arrecadação total do Fethab registrada em 2025, de R$ 3,61 bilhões.
Os investimentos têm permitido ampliar o acesso à casa própria em Mato Grosso, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade, promovendo mais estabilidade, segurança e qualidade de vida.

Unidades habitacionais fazem parte do Residencial Parque do Cerrado e condomínios Ipê e Guará | Drone: Junior Almeida/Secom-MT
Por meio da Entrada Facilitada, gerenciada pela MT Par, o Governo de Mato Grosso entregou, em 2025, 3.104 unidades habitacionais. A modalidade concede subsídio de até R$ 35 mil, que pode ser somado com o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e benefícios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, ampliando as possibilidades de acesso à casa própria no Estado.
Já a modalidade Faixa Zero, gerenciada pela Setasc, entrega casas populares gratuitas a famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, com renda per capita de até R$ 218. Desde 2023, quando o Programa SER Família Habitação foi implantado, 610 moradias gratuitas já foram entregues em todo o Estado. Dessas, 214 foram entregues no ano passado.
Uma das contempladas com a casa própria gratuita foi a Graciela Rodrigues, moradora de São Pedro da Cipa e mãe de cinco filhos.
“Essa casa entregue pelo Governo do Estado representa segurança para os meus filhos, um lugar digno para crescerem e sonharem. Sou muito grata por essa oportunidade que mudou a nossa história”, disse, ao receber as chaves do imóvel, em dezembro de 2025.
Desde 2023, o Governo de Mato Grosso já viabilizou que 40 mil famílias conquistem a casa própria. Em 2026, 21.942 unidades habitacionais ainda estão em andamento pela modalidade Entrada Facilitada e outras 2.522 pela Faixa Zero, facilitando o acesso de famílias à moradia digna e melhorando a qualidade de vida da população.
Camilla Zeni | Secom-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Votação importante: escola em Lucas pode virar cívico-militar e comunidade terá palavra final

Foto: CenarioMT
A comunidade escolar da Escola Márcio Schabatt Souza localizada no bairro Veneza, em Lucas do Rio Verde, se prepara para uma decisão importante que pode transformar o modelo de gestão da unidade. Nesta quarta e quinta-feira (15 e 16 de abril), pais e responsáveis participam da votação que definirá se a escola passará a adotar o regime cívico-militar. A unidade escolar é a única da rede estadual de ensino que ainda não aderiu à gestão cívico-militar.
De acordo com o gestor Danilo Ferreira, o processo segue uma política do Estado e só avança após consulta à comunidade. A iniciativa começou com uma sondagem interna entre professores e, diante do interesse, evoluiu para a abertura oficial do processo eleitoral.
“A decisão final é da comunidade escolar. São os pais e responsáveis que vão dizer se a escola continua no modelo regular ou passa para o cívico-militar”, explicou.
Segurança e disciplina estão entre os principais fatores
Segundo o gestor, um dos principais pontos que motivam o interesse pela mudança está relacionado à segurança dentro da escola. Atualmente, a unidade não conta com profissionais específicos para esse tipo de função, o que gera preocupação.
A proposta do modelo cívico-militar prevê a presença de profissionais voltados à organização, disciplina e apoio à gestão, sem alterar o conteúdo pedagógico ou a matriz curricular.
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“O que muda não é o ensino, mas a forma de organização e a estrutura institucional da escola”, destacou.
Processo segue cronograma e pode ter mudança rápida
Caso a comunidade aprove a transformação, a mudança pode ocorrer em um prazo relativamente curto. Com base em experiências recentes no município, a transição costuma acontecer entre 40 e 60 dias após a votação, com a chegada dos profissionais que atuarão no novo modelo.
Lucas do Rio Verde já possui outras unidades que passaram por esse processo, o que, segundo a direção, contribui para que as famílias já tenham conhecimento prévio sobre o funcionamento do sistema.
Votação envolve centenas de famílias
Atualmente, a escola atende cerca de 1.160 alunos, considerando ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos os responsáveis legais estão aptos a votar, além de alunos maiores de 16 anos matriculados na EJA.
A votação nos dois dias será realizada das 7h às 19h, com cédulas impressas e identificação por meio de documento pessoal.
EJA segue garantida, independente da decisão
Um ponto que gerava dúvidas entre a comunidade foi esclarecido pela gestão: a possível mudança para o regime cívico-militar não afeta a continuidade da Educação de Jovens e Adultos.
Segundo Danilo Ferreira, a permanência da EJA depende exclusivamente da demanda e do número de matrículas, e não do modelo de gestão adotado pela escola.
A unidade, inclusive, mantém turmas com alunos adultos e idosos, alguns com mais de 50 anos, que buscam alfabetização e formação básica. A Márcio Shabatt é a única escola luverdense que mantém essa metodologia de ensino.
Decisão pode impactar futuro da unidade
A votação desta semana representa um momento decisivo para a escola e para as famílias envolvidas. Mais do que uma mudança administrativa, o resultado pode redefinir a forma de organização da unidade e influenciar diretamente o ambiente escolar nos próximos anos.
A participação da comunidade será determinante para o futuro da instituição.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Produtor rural convive com apagões e prejuízos enquanto Copel registra lucro bilionário

Foto: Faep
Nos últimos anos, a realidade no meio rural do Paraná está em dissonância com o faturamento da concessionária de energia Copel. Enquanto pecuaristas e agricultores de todas as regiões do Estado têm contabilizado prejuízos milionários com perdas na produção em razão de quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica e/ou oscilações na tensão da rede, a empresa contabilizou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025.
O desempenho financeiro da Copel não condiz com o serviço ofertado na área rural do Paraná. Conforme relatos de produtores rurais e ofícios encaminhados por dezenas de sindicatos rurais e prefeituras municipais, a realidade dentro da porteira envolve mortalidade de animais, principalmente peixes e frangos; perda de produção, como leite; e a queima de equipamentos, como motores, bombas de irrigação, climatizadores, painéis de controle e resfriadores.
“Essas situações de falta de energia e perdas dentro da porteira se tornaram recorrentes no meio rural, com o prejuízo sempre ficando com o produtor rural. Isso é inadmissível. A Copel precisa achar uma solução o quanto antes”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O produtor rural está sofrendo horrores com os problemas no fornecimento de energia elétrica, resultando em perdas por mortalidade e prejuízo financeiro. Não dá mais para admitir a qualidade atual do serviço da Copel. Vamos continuar cobrando a solução dos problemas e a melhora dos serviços”, complementa o dirigente.
Privatização sem resultado
Em 2023, a Copel foi privatizada, com o governo do Paraná arrecadando R$ 3,1 bilhões com a venda de ações na Bolsa de Valores, em São Paulo. Dessa forma, o governo estadual deixou de ser o acionista principal da empresa, que passou a ter um regime de gestão misto. Na época, a promessa era que a privatização da Copel aumentaria a competitividade no “setor elétrico brasileiro para beneficiar o consumidor paranaense”. Atualmente, a Copel atende 4,5 milhões de unidades consumidoras em quase 400 municípios do Paraná e Santa Catarina.
Porém, o cenário no meio rural é o oposto, com a deterioração da prestação de serviços. De acordo com relatos, a rotina no campo envolve ocorrências de falta de energia elétrica no mesmo dia, sendo que, em alguns casos, o restabelecimento só ocorre após quase uma semana, colocando em risco a produção agropecuária.
Em fevereiro de 2025, a propriedade do avicultor Pedro Riffel, localizada no distrito de Iguiporã, em Marechal Cândido Rondon, enfrentou oscilações constantes no fornecimento de energia elétrica que sobrecarregaram o sistema do gerador. Com as quedas e variações, o equipamento demorou a acionar, resultando na morte de 800 frangos.
“Os frangos seriam entregues no dia seguinte, pois já estavam prontos. Mas, quando ficam sem ventilação, é questão de minutos para morrerem”, relembra Riffel.

O prejuízo naquele dia atingiu R$ 10 mil, valor que deixou de receber da integradora. “Não tenho mais confiança, nem sossego. Chega à noite e não consigo descansar, porque fico achando que pode faltar energia”.
Um ano depois do ocorrido, o problema ainda persiste. De acordo com o produtor, as oscilações continuam com frequência na propriedade. A energia chega a apresentar “piscadas” entre sete e dez vezes durante a noite, período em que o sistema fica mais vulnerável e acaba sobrecarregando tanto o gerador quanto os equipamentos do aviário.
Mesmo com a estrutura do aviário sendo nova — ele atua no ramo há cinco anos — os problemas são recorrentes. Riffel gasta em torno de R$ 2 mil com manutenção, já que equipamentos acabam queimando em função das oscilações. Como são seis lotes por ano, o custo anual de manutenção chega a R$ 12 mil. Todos esses registros fazem parte de um relatório das ocorrências na propriedade, entregue ao Sistema FAEP.
Também em Marechal Cândido Rondon, Hilário Schoninger produz peixe há 16 anos, responsável por 100% da sua renda. Em 2016, o piscicultor começou a enfrentar problemas frequentes de falta e queda de energia, prejudicando diretamente sua produção de tilápia, em dois tanques, que chegaram a receber 450 mil peixes.
Na primeira vez, durante uma madrugada, a falta de energia resultou na perda de 60% da produção de peixe, correspondente a 100 mil peixes (22 toneladas). Há seis anos, outro baque, dessa vez, ainda maior. Mesmo com equipamentos e alarme na propriedade, uma nova queda brusca de energia durante a madrugada fez Schoninger contabilizar a morte de 52 toneladas de peixes.

“Não tínhamos gerador automático e não escutei o alarme quando deu o problema de energia. Amanheceu e vimos 100% da produção de peixes mortos, boiando, um prejuízo de R$ 250 mil. Não sobrou um peixe para contar história”, relembra. “Naquele ano eu tinha feito investimento em equipamentos novos, mais de R$ 90 mil, para pagar com aquele lote de peixe”, reforça.
Depois de tantos problemas com energia, Schoninger investiu R$ 100 mil em um gerador automático. “O equipamento consome 12 litros de óleo diesel por hora. Já aconteceu de ficar dois dias sem desligar por conta da falta de energia”, afirma.

Segundo o piscicultor, os problemas no fornecimento de energia elétrica são comuns entre os produtores da região, que possuem aviários, granjas, produzem leite e frango, além da criação de suínos. “Quando cai a energia, eu logo comunico a Copel e registro protocolos, mas o atendimento é lento. Às vezes só volta a energia 48 horas depois. Fizemos um grupo com o pessoal da região, já fomos presencialmente à Copel e questionamos todos esses problemas. O maior problema, sem dúvidas, é a demora no atendimento pós-quedas”, conta. “A Copel alega que o serviço é terceirizado, que a área fica no meio do mato e de difícil acesso, que não há muito o que fazer. Mas isso não é argumento, pois eles mudaram a rede e a estrada é asfaltada”.

Em Nova Santa Rosa, também no Oeste do Paraná, Tiago Zeretski administra a propriedade que pertencia ao pai, que iniciou a criação de frango há quase duas décadas, em 2007. Os problemas com quedas constantes e oscilações de energia começaram há quatro anos, sendo recorrente ficar até 72 horas sem energia.
“É uma rede bem antiga, uma fiação já comprometida. Várias vezes já chegou a ter rompimento de cabo com árvores próximas à rede”, conta.
Segundo o produtor, a precariedade da estrutura já foi parcialmente reconhecida pela Copel, mas as medidas adotadas não resolveram o problema de forma definitiva.
“Há um ano conseguimos, com o Sindicato Rural de Nova Santa Rosa, o suporte em uma parte da rede dentro da mata. Ajudou um pouco, mas segue constante a oscilação. Queda de energia, então, nem se fala. Eu tive problema nos fusíveis e demorou mais de um ano até a Copel resolver. É bem complicado, com problemas frequentes”, relata o produtor. “Tem situação em que nós ficamos sem energia, mas a propriedade em frente tem. São só cinco metros de distância uma da outra”, conta o produtor, que já perdeu a conta de quantos protocolos registrou junto à Copel.

Em quatro anos, Zeretski acumula gastos elevados com geradores, cerca de R$ 60 mil por equipamento. “Os gastos com óleo diesel para manter o gerador ligado e os motores funcionando foram significativos. Já ficamos até três dias sem energia”.
Carnaval do caos
A produtora rural Rosivani Olímpio, do município de Ribeirão Pinhal, enfrenta sucessivas quedas no fornecimento de energia elétrica em sua propriedade. Durante o período de Carnaval, ela ficou cinco dias sem energia. Na semana seguinte, no dia 25 de fevereiro, o problema voltou a ocorrer, também com cinco dias consecutivos sem fornecimento.
“Eu não sei nem a quem recorrer. Na semana passada, a muito custo, falei com uma atendente, mas não conseguem resolver o problema”, relata a produtora, afirmando que as ligações são direcionadas para atendimento eletrônico. “É muito descaso. O sentimento é de abandono”, completa.

A propriedade tem 100 alqueires e conta com 70 cabeças de gado. O abastecimento de água é feito por meio de poço artesiano, cujo sistema depende de bomba elétrica para funcionar. Com as quedas de energia, o fornecimento também é interrompido, o que obrigou a produtora a soltar cerca de 40 animais na pastagem. Além disso, Rosivani acionou a prefeitura para garantir o abastecimento, recebendo apoio por meio de caminhão-pipa.
No município de Rondon, Simone Carvalho de Paula atua na pecuária de corte, com cerca de 400 cabeças de gado. Durante a semana do Carnaval, também ficou sem energia elétrica, com a queda iniciada na Quarta-feira de Cinzas. A fazenda utiliza cerca elétrica e poço artesiano, sendo que o abastecimento de água funciona por meio de bomba elétrica, o que torna o rebanho vulnerável em períodos de interrupção.
Além das interrupções, segundo a produtora, há oscilações bruscas que colocam em risco equipamentos da casa e da propriedade. “São variações fortes, que podem queimar os aparelhos. Muitas vezes precisamos sair correndo para desligar tudo, inclusive a chave padrão no poste, para evitar prejuízos”, afirma.
De acordo com Simone, o problema não atinge apenas sua propriedade, mas toda a região. “Quando acontece aqui, está acontecendo com os meus vizinhos também. A maioria do pessoal acaba ficando sem energia ao mesmo tempo”, destaca.
A produtora estima prejuízos de aproximadamente R$ 6 mil com a queima de equipamentos, tanto da casa quanto da estrutura produtiva, em decorrência das oscilações no fornecimento de energia elétrica.
Com FAEP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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