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ANC lança em Pelotas memorial que conta história centenária da pecuária

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Espaço na sede da entidade é inaugurado e traz ao público arquivos e itens históricos utilizados nos primórdios do registro de animais – Foto: Carlos Queiroz/Divulgação

 

o município de Pelotas (RS) ganhou um espaço para contar a história da pecuária brasileira. Com a presença de autoridades e criadores, foi apresentado ao público o Memorial ANC, organizado pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC). Desde livros e registros centenários até artefatos utilizados nos primórdios da atividade, as peças estarão em exposição permanente na sede da entidade no município da Zona Sul gaúcha, tombada pelo patrimônio histórico.

Em seu discurso, o presidente da ANC, Joaquin Villegas, afirmou que a entidade, fundada há mais de cem anos, tem sido uma verdadeira guardiã da tradição e do progresso da pecuária. “O Memorial ANC é um tributo à dedicação, ao esforço e à paixão de gerações de pecuaristas que, ao longo dos anos, trabalharam incansavelmente para elevar os padrões de nossa produção agropecuária”, salientou.

Villegas acrescentou ainda que o Memorial ANC é uma celebração das raízes profundas que sustentam a pecuária gaúcha e brasileira. “Ele contará com uma coleção impressionante de documentos históricos, fotografias, relatos e artefatos que traçam a evolução da nossa pecuária desde os seus primórdios. Cada peça do memorial conta uma história de desafios enfrentados e superados, de inovações implementadas e de sucessos alcançados. Este espaço servirá não apenas como um arquivo histórico, mas como uma fonte de inspiração para as futuras gerações de pecuaristas, pesquisadores e entusiastas do setor”, ressaltou.

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O trabalho foi desenvolvido pelo museólogo Renan da Mata. Ele explicou que este memorial é fruto da vontade da memória da ANC em tornar pública a sua trajetória através de seu acervo. ”O acervo que representa a história do registro genealógico no Brasil, representa a pecuária gaúcha e representa também a cultura da cidade de Pelotas. É um grande volume de bens culturais que são testemunhos históricos que conectam passado, presente e futuro, fortalecendo a nossa identidade cultural e preservando a nossa memória coletiva”, destacou.

Sobre o trabalho, o museólogo ponderou que foram quatro meses de trabalho que resultaram em um relatório de pesquisa, em um projeto expográfico, a execução do projeto e um plano de manutenção. “A história da ANC está amplamente registrada no seu acervo e na sua ampla produção editorial que inclui relatórios anuais , livros publicados pela própria associação, que são documentos que foram fundamentais no projeto de pesquisa e forneceram uma base sólida para entender o contexto histórico da ANC”, disse, acrescentando ainda que foram elencados quatro eixos temáticos para a proposta: a história do registro genealógico no Brasil, Leonardo Brasil Collares, seu fundador, com sua memória e legado, o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) e a ANC e seu edifício sede.

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, relatou em sua fala que é um dia de grande emoção entrar na casa da ANC para conhecer o memorial. Lembrou especialmente do tempo que seu pai, Fernando Octávio da França Mascarenhas, foi presidente da casa, na gestão de 1974 a 1977. “Eu sempre me reencontro aqui com as minhas raízes, com as minhas origens. O meu pai, a quem hoje estava pensando nisso, eu devo muito a ele de quem sou. E meu pai deve muito a essa casa”, frisou.

Paula também reforçou o trabalho e a história da ANC em prol da pecuária brasileira. “São tantos que por aqui passaram e que tiveram a oportunidade de mergulhar neste ambiente tão sério, de tanta responsabilidade. Um patrimônio realmente de todos nós. Então, eu só tenho a agradecer e dizer que realmente faltava esse espaço”, complementou.

O Memorial ANC funcionará mediante agendamento prévio de visitas. O endereço é Rua Padre Anchieta, 2043, em Pelotas. O telefone para contato é (53) 3222.4576.

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Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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