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Resistência do Cavalo Crioulo será testada em prova de 750 quilômetros

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Marcha Anual de Resistência, promovida pela ABCCC, ocorrerá pela primeira vez em Santa Vitória do Palmar (RS) – Foto: Maurício Vinhas/Divulgação

O município de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul gaúcho, vai sediar a 22ª Marcha Anual de Resistência, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). A Marcha de Resistência é uma prova de seleção do Cavalo Crioulo que tem como objetivo selecionar rusticidade, resistência e capacidade de recuperação do animal.

O coordenador da Comissão de Marchas da ABCCC, Luiz Mário Queirolo Diaz, ressalta que é uma prova de 750 quilômetros, durante 15 dias, onde é simulado um serviço da estância nestas duas semanas em que os cavalos estão encilhando. “A primeira semana é de nivelamento desses animais onde eles percorrem distâncias menores em tempos maiores, e à medida em que esses cavalos vão pegando condição física, eles começam a aumentar as distâncias e diminuir os tempos. Com isso, a gente tem como objetivo selecionar animais superiores”, explica.

Segundo Diaz, um terço desses animais não consegue concluir a prova, um terço compete pela vitória e um terço apenas cumpre o percurso, que não deixa de ser uma vitória concluir a marcha de 750 quilômetros, destaca. “Esse é o principal objetivo da Marcha de Resistência. Ela é realizada só por Cavalos Crioulos e é para nós, que vivemos a Marcha, a principal ferramenta, porque é uma oportunidade de mostrar o trabalho feito na estância”, pondera. O Coordenador de Marchas da ABCCC tem uma boa expectativa para a Marcha por dois motivos principais: o tipo de terreno arenoso de Santa Vitória do Palmar e a capacidade do núcleo de ser acolhedor e receptivo.

Diaz aponta ainda um número muito expressivo de inscrições. “Foram 54, mas que, por decorrência de toda a catástrofe que aconteceu no Rio Grande do Sul, tivemos 51 animais concentrados que estão há 30 dias nas mesmas condições, ou seja, estão soltos em campos nativos sem suplementação extra. Eles foram dosificados há 30 dias onde foram feitas pesagem desses cavalos e uma análise clínica veterinária. Na sequência, foram soltos nas mesmas condições para nivelar a condição dos competidores”, conclui. Esses animais agora estão na sede do Sindicato Rural de Santa Vitória do Palmar para começar o processo de ferrageamento e posterior entrega aos proprietários para que tomem as últimas providências.

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A Marcha de Resistência de Santa Vitória do Palmar ocorrerá entre os dias 15 e 29 de junho, no Parque do Sindicato Rural de Santa Vitória do Palmar e, como em edições anteriores, uma figura ilustre e de grande relevância pelo seus feitos em prol da raça Crioula é homenageada. Desta vez, o homenageado será o médico veterinário Antônio Fernando Hecker Zambrano.

Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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