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Polícia Civil cumpre mandados contra núcleo de facção responsável por execuções em Barra do Bugres

PJC
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11.6), a “Operação Missionários”, para cumprimento de 10 ordens judiciais, com alvo em um núcleo de facção criminosa, cujos integrantes são responsáveis por homicídios determinados por lideranças do grupo.
Dentre as ordens judiciais estão oito mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Terceira Vara Criminal de Barra do Bugres. Os mandados são cumpridos nas cidades de Barra do Bugres e Várzea Grande.
Entre os alvos estão integrantes de uma facção criminosa que atuavam como executores, autodenominavam-se “missionários” e agiam sob orientação de lideranças superiores do grupo.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Barra do Bugres, apontaram que os investigados foram deslocados para o município com a finalidade específica de executar rivais e alvos determinados pela facção.
As investigações, que levaram à identificação do núcleo específico dentro da facção, iniciaram após episódios de violência ocorridos em 2025 no município. Em 24 de julho de 2025, foi registrado um homicídio que vitimou o jovem Lucas das Chagas Cruz, de 26 anos. O crime ocorreu em uma chácara, ocasião em que a vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo. Na mesma ação, a mãe da vítima foi atingida por um disparo na perna.
Posteriormente, em 18 de outubro de 2025, um novo episódio de violência culminou no sequestro e na execução do adolescente Denilson Xavier Falanque, de 16 anos. O corpo do menor foi encontrado três dias após o seu desaparecimento, em estado de decomposição, em uma via vicinal da estrada canavieira, em meio a uma plantação de cana-de-açúcar. O fato reforçou a suspeita de atuação contínua, planejada e coordenada do grupo em Barra do Bugres.
Ao longo de várias semanas, policiais civis realizaram monitoramentos, levantamentos de inteligência e diligências de campo que permitiram identificar mentores, apoiadores e executores das ações criminosas. Os elementos de informação reunidos apontam, de forma consistente, a participação de pelo menos oito pessoas nos crimes investigados.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gilcimar Carvalho dos Santos, a operação é resultado de um trabalho investigativo intenso e qualificado. “A operação tem como objetivo desarticular a atuação do núcleo do grupo criminoso, assim como identificar outros possíveis envolvidos”, disse o delegado.
As investigações continuam em andamento, e demais medidas judiciais e operacionais serão adotadas conforme o desenvolvimento das apurações.
Nome da operação
A denominação “Missionários” faz referência à designação adotada por integrantes do grupo criminoso para identificar os agentes recrutados para a prática de ações violentas e execuções promovidas pela facção criminosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Jornalista é preso pela PRF após tentar escapar de fiscalização com pistola carregada em Sinop

PRF
Um jornalista de 39 anos foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde desta quarta-feira (10), em Sinop, após ser flagrado portando uma arma de fogo sem autorização legal para o porte. A ocorrência foi registrada na BR-163 e mobilizou equipes policiais durante uma tentativa de fuga do motorista.
Segundo informações da PRF, os agentes realizavam uma fiscalização de trânsito no quilômetro 834 da rodovia quando observaram uma caminhonete branca realizando uma manobra repentina ao perceber a presença da equipe. O condutor atravessou o canteiro central e acessou a via marginal em alta velocidade, numa aparente tentativa de evitar a abordagem.
Diante da atitude suspeita, os policiais iniciaram o acompanhamento do veículo por diversas ruas da cidade. A perseguição terminou na Rua das Orquídeas, onde a caminhonete foi interceptada e o motorista abordado.
Durante a fiscalização, os agentes visualizaram uma pistola calibre .380 no interior do veículo. A arma estava municiada com 19 cartuchos intactos. Questionado sobre a documentação, o condutor informou possuir apenas o registro de posse do armamento, sem a autorização necessária para transportá-lo ou portá-lo fora da residência.
Com a constatação da irregularidade, os policiais deram voz de prisão ao suspeito por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
Já na Delegacia de Polícia Civil, durante a formalização da ocorrência, o homem relatou dores no peito e dificuldades respiratórias. Equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária Nova Rota do Oeste foram acionadas para prestar atendimento médico. Após ser avaliado e ter o quadro estabilizado, ele foi entregue à autoridade policial responsável para os procedimentos legais.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil investiga morte de criança de 1 ano por afogamento em Várzea Grande

PJC
Uma tragédia doméstica mobilizou equipes de socorro médico e chocou a região metropolitana na noite de quarta-feira (10). Um bebê de apenas 1 ano e 12 dias de vida morreu após sofrer um afogamento no município de Várzea Grande. A criança foi socorrida às pressas por familiares e encaminhada para o pronto atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cristo Rei, mas não resistiu à gravidade do quadro clínico.
A dinâmica que resultou no acidente fatal com o menino é acompanhada de perto pelas forças de segurança de Mato Grosso.
Equipe médica realiza manobras de reanimação por quase uma hora na UPA
De acordo com o prontuário de atendimento da unidade de saúde, o bebê deu entrada no box de emergência por volta das 19h45, apresentando parada cardiorrespiratória e sinais severos de asfixia por imersão em líquido. Imediatamente, os médicos plantonistas e a equipe de enfermagem iniciaram os protocolos avançados de reanimação cardiopulmonar na tentativa de restabelecer os sinais vitais do paciente.
Apesar das manobras contínuas e dos esforços exaustivos do corpo clínico da UPA, o organismo da criança não respondeu aos estímulos de emergência. O óbito foi oficialmente constatado às 20h40. As informações burocráticas registradas no boletim de ocorrência inicial reúnem:
Perfil da Vítima: Menino com idade cronológica de 1 ano e 12 dias completos;
Local do Atendimento: Pronto-socorro da UPA Cristo Rei, em Várzea Grande (MT);
Janela de Socorro: Entrada às 19h45 e confirmação do óbito registrada às 20h40;
Encaminhamento Legal: Remoção do corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia técnica.
Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa assume o caso no município
Até o fechamento desta matéria, a gerência da UPA e os familiares não haviam divulgado relatórios detalhados sobre o local exato onde o afogamento ocorreu — se em piscina, balde, caixa d’água ou banheira — tampouco as circunstâncias de supervisão no momento do incidente. O mistério em torno do cenário doméstico mobilizou a atuação imediata de investigadores plantonistas.
O caso foi formalmente registrado junto à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), braços da Polícia Civil. Os investigadores aguardam os laudos periciais de necropsia para intimar pais e testemunhas rurais ou urbanas, buscando esclarecer se houve negligência ou se o fato tratou-se de uma fatalidade imprevista.
As autoridades reforçam os alertas sazonais voltados à segurança de infantes em ambientes domésticos, lembrando que poucos centímetros de água são suficientes para causar incidentes graves com crianças em fase de transição motora, exigindo vigilância absoluta e contínua dos responsáveis.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Valquíria mira grupo que usava mulheres para transportar drogas e manter comunicação entre faccionados em Mato Grosso

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Valquíria, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com o tráfico interestadual de drogas e pela utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes, valores e informações entre integrantes da facção que atuavam dentro e fora do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridas 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove determinações de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop após representação da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e parecer favorável do Ministério Público Estadual.
Estrutura criminosa mantinha atuação mesmo com lideranças presas
As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada e com funções bem definidas, responsável pelo transporte de drogas entre estados e pelo abastecimento de entorpecentes em unidades prisionais de Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados já se encontra custodiada no sistema penitenciário estadual. Mesmo presos, os suspeitos continuavam exercendo influência direta sobre as atividades ilícitas, coordenando ações criminosas e determinando a execução de tarefas por meio de aparelhos celulares e intermediários que atuavam em liberdade.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades prisionais onde alguns dos alvos da operação estão recolhidos.
Mulheres exerciam papel estratégico na organização
De acordo com a investigação, as mulheres recrutadas pela facção desempenhavam funções consideradas essenciais para o funcionamento da estrutura criminosa.
Além de realizarem viagens interestaduais transportando drogas, elas também eram responsáveis pelo repasse de valores financeiros, pela transmissão de mensagens entre integrantes presos e livres e pelo recrutamento de novas participantes para atuar na organização.
As apurações apontam ainda que essas integrantes exerciam papel decisivo na logística necessária para manter o tráfico funcionando mesmo diante da prisão de lideranças do grupo.
Para os investigadores, a atuação feminina era utilizada justamente para reduzir suspeitas durante deslocamentos e facilitar a circulação de informações e recursos entre diferentes núcleos da facção.
Nome da operação faz referência à mitologia nórdica
O nome Operação Valquíria foi escolhido em referência às personagens da mitologia nórdica conhecidas por atuar como mensageiras e intermediárias entre diferentes mundos.
Segundo a Polícia Civil, a denominação guarda relação direta com a dinâmica identificada durante as investigações, uma vez que as mulheres investigadas exerciam a função de conexão entre integrantes encarcerados e membros que permaneciam em liberdade, transportando drogas, dinheiro e informações indispensáveis à continuidade das atividades criminosas.
Combate às facções criminosas
A Operação Valquíria integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 e faz parte da Operação Pharus, inserida no programa estadual Tolerância Zero contra Facções Criminosas.
A iniciativa busca enfraquecer estruturas organizadas que atuam no tráfico de drogas, na comunicação clandestina entre presos e na expansão das atividades criminosas em diferentes regiões do estado.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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