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Economia

Maior oferta e demanda enfraquecida pressionam preços do etanol no Centro-Sul

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Reprodução

 

O mercado de etanol no Brasil segue sob pressão, com queda nos preços tanto do hidratado quanto do anidro, refletindo o aumento da oferta e a demanda enfraquecida. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o cenário é resultado direto do avanço da safra 2026/27 de cana-de-açúcar e da crescente disponibilidade de biocombustível produzido a partir do milho.

No mercado spot do estado de São Paulo e em outras regiões do Centro-Sul, a maior presença de usinas nas negociações tem ampliado a oferta imediata. Parte dessas unidades produtoras já intensifica a participação no mercado, enquanto outras ainda concentram esforços na entrega de volumes comercializados antecipadamente, em um movimento estratégico para evitar perdas maiores diante da expectativa de novas desvalorizações.

As condições climáticas também contribuem para esse cenário. O tempo firme, com predominância de dias ensolarados, favorece a colheita da cana-de-açúcar e acelera o ritmo de produção de etanol, ampliando ainda mais a disponibilidade no curto prazo.

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Do lado da demanda, o ritmo segue lento. Na última semana, poucos volumes foram negociados, comportamento que também foi influenciado pelo feriado de Tiradentes, que reduziu os dias úteis e impactou diretamente a dinâmica de comercialização. Algumas distribuidoras optaram por adquirir apenas pequenas quantidades, enquanto outras operaram em regime de plantão, priorizando questões logísticas e operacionais.

Esse conjunto de fatores — oferta crescente, demanda retraída e avanço da safra — mantém o viés de baixa no mercado de etanol, indicando um período de ajustes importantes para o setor sucroenergético nas próximas semanas.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

ABPA lança Relatório com dados da avicultura e da suinocultura do Brasil

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Foto: Semadesc

 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje o Relatório Anual 2026, publicação oficial da avicultura e da suinocultura do Brasil, que consolida os dados finais de 2025 para produção, exportação, consumo e indicadores estratégicos do setor.

A nova edição apresenta, de forma detalhada, os números oficiais de segmentos como carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e material genético avícola, além de informações completas sobre exportações por estado, abates por estado, alojamento de matrizes e estrutura produtiva, considerados indicadores-chave para o planejamento e a competitividade do setor.

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Entre os destaques do relatório está a confirmação do protagonismo global do Brasil na produção e exportação de proteína animal. O país se mantém como maior exportador mundial de carne de frango e terceiro maior produtor global, além de avançar no cenário internacional da suinocultura, assumindo a terceira posição entre os maiores exportadores de carne suína do mundo.

Quadro-resumo – principais indicadores do setor em 2025

Carne de frango

– Produção: 15,289 milhões de toneladas

– Exportações: 5,324 milhões de toneladas

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– Receita de exportações: US$ 9,8 bilhões

– Abates: 5,706 bilhões de cabeças

– Matrizes de corte (alojamento): 63,0 milhões de cabeças

– Posição global: 1º exportador / 3º produtor

– Consumo per capita: 46,7 kg/hab

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Carne suína

– Produção: 5,592 milhões de toneladas

– Exportações: 1,510 milhão de toneladas

– Receita de exportações: US$ 3,6 bilhões

– Abates: 48,5 milhões de cabeças

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– Matrizes ativas: 2,247 milhões de cabeças

– Posição global: 4º produtor / 3º exportador

– Consumo per capita: 19,1 kg/hab

Ovos

– Produção: 62,3 bilhões de unidades

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– Exportações: 40,9 mil toneladas

– Receita de exportações: US$ 97,2 milhões

– Comerciais de postura (alojamento): 141,5 milhões de cabeças

– Posição global: 5º maior produtor

– Consumo per capita: 288 unidades/hab

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No campo produtivo, o relatório evidencia a expansão consistente da base de matrizes e o avanço dos abates, refletindo o fortalecimento estrutural da cadeia produtiva e a capacidade de resposta às demandas do mercado interno e internacional.

Além dos dados econômicos e produtivos, o Relatório Anual 2026 apresenta um panorama das ações institucionais conduzidas pela ABPA ao longo do ano, incluindo iniciativas voltadas à sustentabilidade, competitividade, sanidade animal, promoção comercial e impacto socioeconômico da cadeia produtiva.

“O relatório consolida, com base em dados oficiais, a dimensão e a relevância do setor para o Brasil e para o abastecimento global de alimentos. Em um cenário internacional cada vez mais exigente, o desempenho de 2025 reflete a capacidade do setor de operar com organização, previsibilidade e rigor técnico, superando crises históricas como o quadro já superado de Influenza Aviária, mantendo o país entre os principais protagonistas da produção mundial de proteínas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Segundo Santin, a publicação também reforça a importância de decisões baseadas em ciência e cooperação internacional. “Os dados mostram que o Brasil está preparado para atender à demanda global com qualidade, segurança e responsabilidade. O relatório é, ao mesmo tempo, um retrato do que construímos e uma base sólida para o planejamento dos próximos ciclos”, destaca.

O Relatório Anual 2026 já está disponível para acesso público e pode ser consultado no site da ABPA, por meio do link https://abpa-br.org/wp-content/uploads/2026/04/relatorio_ABPA-2804_DIGITAL.pdf.

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Com ABPA

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Pressão de oferta reduz preços ao produtor em quase 10%

Publicado

em

Imagem: Freepik

 

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), registrou queda de 9,79% no Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) no primeiro trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado. O recuo foi disseminado entre os principais segmentos do agro e só não foi maior porque a arroba bovina subiu no período, amortecendo parte da perda. Ainda assim, o resultado mostra um começo de ano mais apertado para a renda do produtor em várias cadeias do país.

A queda não foi pontual nem restrita a uma região. O índice cedeu em Grãos (-9,85%), Cana e Café (-16,61%), Hortifrutícolas (-14%) e Pecuária (-5,73%), sinal de que a pressão atingiu desde culturas amplamente exportadas até atividades mais ligadas ao consumo doméstico. Nos grãos, pesaram as baixas de arroz, milho, algodão, trigo e soja; na pecuária, recuaram frango, suíno, leite e ovos; e, nos hortifrutícolas, a forte desvalorização da laranja e do tomate puxou o grupo para baixo.

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No caso dos grãos, o tombo reflete sobretudo o avanço da oferta. A Companhia Nacional de Abastecimento projeta safra recorde de 356,3 milhões de toneladas em 2025/26, com 179,2 milhões de toneladas de soja e 139,6 milhões de toneladas de milho. Com produção robusta, a tendência é de mercado mais abastecido e maior dificuldade para sustentar preços, especialmente em regiões com forte concentração de grãos, como Centro-Oeste e Sul.

Há ainda um componente macroeconômico importante. O próprio Cepea observa que os preços domésticos caíram menos do que os internacionais, enquanto o real se valorizou 10,12% frente ao dólar no primeiro trimestre. Isso ajuda a baratear parte dos insumos importados e alivia custos, mas também reduz a competitividade em reais de várias commodities exportáveis, pressionando a receita do produtor. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou recorde de US$ 38,1 bilhões nas exportações do agro no primeiro trimestre, mas com queda do preço médio de parte relevante da pauta, como açúcar, algodão, milho e farelo de soja. Em outras palavras: o volume segue forte, mas o preço perdeu tração.

Regionalmente, a pressão aparece de forma diferente. No Centro-Oeste e no Sul, onde se concentram soja, milho e parte importante da produção de algodão, a safra cheia pesa mais sobre as cotações. No Centro-Sul, a combinação de cana e café ajuda a explicar parte da fraqueza do grupo Cana-Café, embora os dois produtos não caminhem exatamente no mesmo ritmo. No cinturão citrícola do Sudeste, a laranja teve forte influência negativa sobre o índice, enquanto na pecuária o quadro é mais heterogêneo: o boi gordo se valorizou, o leite começou a reagir no início do ano, mas suínos, frango e ovos seguiram pressionados.

Para o segundo trimestre, os sinais são de algum alívio, mas não de virada ampla. Em março, o IPPA/Cepea subiu 3,02% sobre fevereiro, com alta em todos os grupos, o que indica interrupção do movimento mais agudo de queda na margem. Na pecuária, avançaram boi gordo, leite e ovos; nos hortifrutícolas, houve alta de batata, banana e uva; e o café também deu suporte parcial. Ainda assim, frango vivo e suíno vivo continuaram em baixa, e a oferta elevada de grãos e de produtos da cana segue limitando uma recuperação mais firme.

A leitura para o restante de 2026, portanto, é de um ano menos favorável para preços ao produtor do que 2025 em boa parte das cadeias, embora com diferenças importantes entre setores. O problema é nacional, não localizado, mas tende a ser mais sentido onde a safra recorde se transforma rapidamente em pressão de oferta e onde o produtor depende mais do mercado spot. Se o câmbio permanecer valorizado, a colheita seguir grande e o mercado internacional não reagir com força, o cenário mais provável é de recuperação parcial no segundo trimestre, porém com média anual ainda enfraquecida para vários segmentos do agro.

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Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Feira inédita reúne pesca, náutica e tiro esportivo e projeta R$ 50 milhões em negócios em MT

Publicado

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Feira surge com a proposta de colocar Mato Grosso no radar nacional dos grandes eventos do segmento outdoor – Foto por: Assessoria/Sedec

 

A primeira edição da Feira de Pesca, Náutica, Camping e Tiro Esportivo (Feipecc) começou nesta quinta-feira (23.4), em Cuiabá, reunindo empresas, lojistas, operadores de turismo e consumidores em um ambiente voltado à geração de negócios e fortalecimento do setor. O evento, que conta com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), segue até sábado (25.4), no Allure Music Hall, com entrada gratuita e expectativa de movimentar cerca de R$ 50 milhões.

Com mais de 100 marcas expositoras e público estimado em 15 mil pessoas ao longo de três dias, a feira tem como objetivo inserir Mato Grosso no circuito nacional de grandes eventos do segmento outdoor, termo utilizado para designar atividades, experiências e mercados ligados ao ar livre, incluindo turismo de natureza, esportes e vivências em ambientes naturais. O evento busca aproveitar o potencial do estado, que reúne biomas como o Pantanal, o Araguaia e a região amazônica.

O presidente da Associação dos Representantes Comerciais de Mato Grosso (Assorep-MT), Alexandre Giacometti, destacou que a feira nasce com o objetivo de transformar esse potencial em oportunidade de negócios.

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“A Feipecc nasce com o propósito claro de colocar Mato Grosso no mapa nacional dos grandes eventos do segmento outdoor. Nós queremos transformar esse potencial que o estado tem em oportunidades reais, valorizando o empresário local e fortalecendo o turismo”, afirmou.

Segundo ele, o evento também representa um movimento de longo prazo para o setor. A Feipecc já prevê uma segunda edição em 2027, a partir das perspectivas de impacto no comércio e no turismo ao longo dos três dias de feira.

A programação reúne exposição de produtos e serviços voltados à pesca esportiva, náutica, camping e tiro esportivo, além de criar um ambiente de conexão entre fabricantes, distribuidores, lojistas e consumidores. Para o secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, Anderson Lombardi, a feira fortalece toda a cadeia.

“É um evento que consegue reunir fabricantes, distribuidores, lojistas e consumidores em um único espaço. A pesca esportiva, por exemplo, é o segundo esporte mais praticado no Brasil, e isso mostra o tamanho do mercado que estamos falando. É uma iniciativa que fortalece a indústria e o comércio”, destacou.

A Sedec também participa da feira com estande institucional apresentando políticas de incentivo, benefícios fiscais e oportunidades para o setor produtivo. No mesmo espaço, a Desenvolve MT também está presente ofertando linhas de crédito voltadas ao turismo e aos segmentos atendidos pela Feipecc.

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Somente neste ano, já foram liberados R$ 947,4 mil em crédito para o setor de turismo. Em 2025, esse volume chegou a R$ 12,1 milhões, recursos que têm impulsionado investimentos de empresários em áreas como pesca esportiva, hospedagem e serviços ligados ao turismo.

O superintendente de Indústria e Comércio da Sedec, Adoniram Magalhães, ressaltou o papel estratégico da feira para o estado.

“A Feipecc tem um papel importante ao reunir diferentes segmentos que movimentam esse mercado. Essa aproximação cria um ambiente mais dinâmico para negócios e posiciona Mato Grosso em um cenário ainda maior, com visibilidade nacional e internacional”, afirmou.

A expectativa é que, além dos negócios diretos, a feira também gere impacto em setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, consolidando Mato Grosso como um dos principais destinos para o turismo de pesca e atividades outdoor no país.

*Sob supervisão de Débora Siqueira

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Ana Flávia Lana | Assessoria/Sedec

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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