Agronegócio
Preços do milho recuam no Brasil com avanço da colheita e maior oferta no mercado

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Mercado de milho registra queda de preços na maior parte do país
O mercado brasileiro de milho apresentou recuo nas cotações na maioria das praças ao longo da semana, refletindo a melhora na disponibilidade do cereal com o avanço da colheita da safra de verão.
A principal exceção foi o Rio Grande do Sul, onde os preços seguem em trajetória de alta, destoando do restante do país.
Avanço da colheita e clima favorável pressionam cotações
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as condições climáticas mais favoráveis contribuíram para o avanço dos trabalhos no campo, ampliando a oferta disponível para compra, especialmente em estados como Paraná e São Paulo.
Esse cenário aumentou a pressão sobre os preços, enquanto preocupações com os custos logísticos seguem presentes no radar dos agentes do mercado.
Volatilidade marca semana com impacto do câmbio e mercado externo
A semana também foi marcada por forte volatilidade nos preços futuros do milho e no câmbio. A valorização do real frente ao dólar contribuiu para enfraquecer as cotações nos portos, reduzindo a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
Além disso, os agentes acompanharam atentamente o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira (9).
USDA mantém projeções para safra dos EUA e ajusta cenário global
O USDA manteve praticamente inalteradas as estimativas para a safra norte-americana 2025/26, projetada em 17,021 bilhões de bushels, com produtividade média de 186,5 bushels por acre.
Os estoques finais foram estimados em 2,127 bilhões de bushels, abaixo da expectativa do mercado, mas estáveis em relação ao relatório anterior. As exportações foram mantidas em 3,300 bilhões de bushels, enquanto o uso para etanol permaneceu em 5,6 bilhões de bushels.
No cenário global, a produção de milho foi elevada para 1,301 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais subiram para 294,81 milhões de toneladas.
Produção global tem ajustes e Brasil mantém estimativa
As projeções para os principais produtores foram mantidas em sua maioria:
Brasil: 132 milhões de toneladas
Argentina: 52 milhões de toneladas
Ucrânia: 30,7 milhões de toneladas
China: 301,24 milhões de toneladas
A África do Sul foi o destaque positivo, com aumento na estimativa de produção para 17,3 milhões de toneladas, acima das 16,5 milhões previstas anteriormente.
Preços internos recuam com destaque para São Paulo e Mato Grosso
No mercado interno, a média nacional da saca de milho foi cotada a R$ 65,30 em 9 de abril, queda de 2,12% em relação à semana anterior.
Confira o comportamento em algumas regiões:
Cascavel (PR): R$ 65,00 (-1,52%)
Campinas/CIF (SP): R$ 72,00 (-4%)
Mogiana (SP): R$ 67,00 (-6,94%)
Rondonópolis (MT): R$ 54,00 (-5,26%)
Uberlândia (MG): R$ 64,00 (-4,48%)
Rio Verde (GO): R$ 63,00 (-1,56%)
Na contramão, Erechim (RS) registrou leve alta de 0,75%, com a saca cotada a R$ 67,50.
Exportações crescem em volume, mas preço médio recua
As exportações brasileiras de milho somaram US$ 226,489 milhões em março, com média diária de US$ 10,295 milhões, considerando 22 dias úteis.
O volume total embarcado foi de 983,092 mil toneladas, com média diária de 44,683 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 230,40.
Na comparação com março de 2025:
Valor médio diário: alta de 8,2%
Volume médio diário: crescimento de 12,8%
Preço médio: queda de 4,1%
Oferta maior dita ritmo do mercado no curto prazo
O avanço da colheita e o aumento da oferta seguem como os principais fatores de pressão sobre os preços do milho no Brasil. Ao mesmo tempo, a volatilidade externa, o câmbio e os custos logísticos continuam influenciando a dinâmica do mercado, que permanece atento ao equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
17ª Parecis SuperAgro começa em Campo Novo do Parecis e destaca força econômica do maior chapadão agricultável do mundo

Divulgação/Plenário MT
Teve início na manhã desta terça-feira (14) a feira do maior chapadão agricultável do mundo, a 17ª Parecis SuperAgro. Com o tema “Território de Gigantes”, esta edição reforça a importância estratégica da feira de negócios e tecnologia agrícola, considerada uma referência em força política e econômica do Estado.
O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e coordenador-geral da feira, Antônio Brolio, destaca que a feira é uma oportunidade de bons negócios, além de reunir mais de 100 marcas expostas. “Os participantes da Parecis SuperAgro vão ter acesso a palestras técnicas, análises econômicas e políticas, e uma gama de serviços, produtos e inovações tecnológicas durante a feira”, enfatiza.
Com a presença de diversas autoridades, a solenidade de abertura da feira contou com a participação do governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta. “É uma honra participar desta feira tão importante como governador de Mato Grosso. Estamos assistindo a um período de dificuldade no setor da agricultura, e o governo do Estado tem a obrigação de captar o sentimento da sociedade como um todo e do segmento que sustenta a economia do Estado. Por isso, venho reafirmar o compromisso de continuar servindo o povo mato-grossense com excelência”.
O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Sebastião Tomain, enfatizou que a “Parecis SuperAgro é uma feira muito importante para Mato Grosso. Esta é uma região nobre para a produção da agricultura e pecuária. A feira é a oportunidade para o produtor ver novas soluções e inovações, levando possibilidades de um planejamento melhor para dentro de suas fazendas. E temos orgulho de participar da feira por meio do Senar, que conta com mais de 200 cursos disponíveis para a formação no campo”, ressaltou.
Já o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, destacou a importância da feira para o município, considerado estratégico para as rotas de escoamento do agronegócio. “Temos uma produção diversificada, com a industrialização crescendo e a consolidação de outras frentes, como biocombustíveis e pecuária de precisão com confinamento. Somos uma terra de gigantes e, por isso, todos os expositores que acreditaram mais uma vez na feira merecem todo o respeito e o desejo de ótimos negócios”.
Quem também marcou presença na solenidade de abertura da feira foi o ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “Esta é uma feira que tem muitos anos e que sempre traz novidades, onde os produtores se reúnem e conhecem, na prática, as inovações. Os produtores devem aproveitar esse momento e fazer bons negócios”.
Também participaram da solenidade de abertura o deputado estadual Chico Guarnieri, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, o ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, além de demais autoridades políticas da região, produtores rurais, empresários e sociedade em geral.
Programação reúne palestras técnicas, análises e grandes nomes do agro
Entre os destaques da programação desta edição estão a palestra de abertura com o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, com o tema “A Defesa do Agro na Política, na Justiça e na Mídia: as Narrativas e a Verdade”. Outro nome de peso é o climatologista Luiz Carlos Molion, que falará sobre perspectivas climáticas para 2026 e tendências para os próximos 10 anos, tema considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.
A programação também inclui palestra promovida pela Aprosoja-MT com o jornalista e escritor Leandro Narloch, que trará o tema “5 Mitos Sobre o Brasil”, além de palestras técnicas voltadas ao setor produtivo e aos desafios do campo, como reforma tributária no agronegócio, crédito rural e entraves socioambientais, cobrança pelo uso da água e análises de safra com especialistas do IMEA.
A feira ainda contará com palestras voltadas a pequenos negócios, empreendedorismo rural e gestão no campo, além da entrega do Troféu Armando Brólio e da palestra de encerramento com o empresário Geraldo Rufino, com o tema “O Catador de Sonhos”. Além disso, a programação inclui leilões e atrações especiais, como a presença VIP do perfil Primos Agro.
17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja-MT, Senar-MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.
Plenário MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Exportações de carne bovina de MT crescem 74% no 1º trimestre de 2026

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As exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 74% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, e somaram US$ 1,136 bilhão. Os dados foram compilados pelo DataHub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base nos números da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os resultados reforçam o protagonismo de Mato Grosso no comércio internacional de proteína animal.
A China seguiu como principal destino da produção mato-grossense. O país comprou US$ 550,83 milhões, valor que representa 48,5% de toda a carne bovina exportada pelo Estado nos três primeiros meses do ano. O volume comprado pelos chineses também mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, quando as aquisições totalizaram US$ 273,30 milhões.
Na segunda posição, os Estados Unidos mantiveram o posto, mesmo com a sobretaxação de 50%, o chamado tarifaço, imposto ao produto brasileiro. As compras norte-americanas passaram de US$ 52,06 milhões para US$ 105,89 milhões, o equivalente a 9,3% do total exportado no trimestre.
Principais mercados
Chile, com US$ 69,40 milhões, Rússia, com US$ 63,67 milhões, e Emirados Árabes Unidos, com US$ 36,01 milhões, completam a lista dos cinco maiores compradores da carne bovina de Mato Grosso.
Juntos, esses cinco destinos concentraram 72,7% de todo o valor exportado pelo Estado no primeiro trimestre de 2026.
| Posição | País | Valor exportado |
|---|---|---|
| 1º | China | US$ 550,83 milhões |
| 2º | Estados Unidos | US$ 105,89 milhões |
| 3º | Chile | US$ 69,40 milhões |
| 4º | Rússia | US$ 63,67 milhões |
| 5º | Emirados Árabes Unidos | US$ 36,01 milhões |
Entre os movimentos mais expressivos do período, os Emirados Árabes Unidos ganharam destaque. O país saiu da 15ª posição no primeiro trimestre de 2025 para o 5º lugar em 2026.
Além disso, as compras triplicaram. O volume passou de US$ 11 milhões para US$ 36 milhões, o que representa alta de 222,4%.
Diversificação de destinos
O resultado sinaliza o avanço das relações comerciais com o Oriente Médio. Essa tendência também apareceu no crescimento de Israel e dos Países Baixos entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense.
Na sequência do ranking, aparecem ainda Egito, Israel, Itália, Países Baixos e Arábia Saudita, formando um portfólio diversificado de mercados consumidores.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, os números confirmam que a estratégia de internacionalização do agronegócio mato-grossense segue no caminho certo, com avanço em volume e também em diversidade de destinos.
“Crescer 74% nas exportações de carne bovina em um único trimestre é um resultado expressivo, mas o que mais chama atenção é a qualidade desse crescimento. Estamos ampliando mercados, como vimos com os Emirados Árabes Unidos e, ao mesmo tempo, consolidando as relações com quem já compra do nosso estado. Essa combinação é justamente o que buscamos com a nossa estratégia de diversificação comercial”, afirmou.
24HMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Cotações Agropecuárias: Importações de cebola avançam, mas chuvas na Argentina podem afetar oferta

Imagem: Freepik
Em março, as importações brasileiras de cebola somaram pouco mais de 23 mil toneladas, alta de 22,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Segundo a equipe de hortifrúti do Cepea, embora o volume atual ainda seja consideravelmente baixo, a expectativa é de crescimento a partir deste mês, período em que tanto a oferta nacional quanto a qualidade dos produtos começam a diminuir.
Produtor rural convive com apagões e prejuízos
Recentemente, o mercado brasileiro foi abastecido principalmente pela Argentina (73%) e pelo Chile (27%). Contudo, segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, no curto prazo, esse cenário deve mudar devido às fortes chuvas na Argentina, a principal região produtora que exporta os produtos ao Brasil.
Alagamentos no país vizinho comprometeram tanto o volume quanto a qualidade das colheitas prontas para exportação.
Assim, os produtores e exportadores chilenos podem se beneficiar deste panorama, reforçando a representatividade que o país tem ganhado na entrada do Brasil com o passar dos anos.
TRIGO/CEPEA: Oferta restrita e demanda ativa mantêm preço em alta no BR
No mercado brasileiro, os preços do trigo continuam subindo, mesmo diante da retração das cotações externas e da desvalorização do dólar frente ao Real.
Segundo o Cepea, esse movimento de alta interna é impulsionado, principalmente, pela necessidade de reposição de estoques dos compradores e pela baixa disponibilidade no mercado spot durante a entressafra.
Além disso, a postura retraída dos vendedores, que priorizam os trabalhos da safra de verão, reforça o avanço dos preços. No mercado externo, as cotações futuras recuaram nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas recentes chuvas nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos.
Em relação aos derivados, de acordo com o Cepea, os preços do farelo de trigo recuaram na última semana, pressionados pelo aumento da oferta e pela menor demanda, com consumidores já abastecidos ou optando por substitutos na ração animal.
Em sentido oposto, os preços das farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e a necessidade de reposição. Moinhos também relatam dificuldades logísticas, com restrições no transporte decorrentes da colheita da soja, conforme aponta o Centro de Pesquisas.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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