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Agronegócio

Produtores de café aguardam chuvas para consolidar floradas

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Foto: Divulgação

Produtores de café arábica estão em compasso de espera por novas chuvas no Sudeste, essenciais para o pegamento e o bom desenvolvimento dos chumbinhos da safra 2026/27. Segundo dados do Cepea, o clima em outubro foi favorável, mas a umidade começa a preocupar.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que as condições climáticas têm favorecido o início da safra brasileira 2026/27 de café arábica. Ao longo de outubro, predominou um cenário de maior umidade e temperaturas amenas, contexto distinto do registrado em anos anteriores.

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, floradas expressivas foram observadas na primeira quinzena de outubro nas principais regiões produtoras, como o Sul de Minas e o estado de São Paulo. Essa fase é determinante para o potencial produtivo da próxima temporada, já que o pegamento das flores depende diretamente da continuidade das chuvas.

Entretanto, a última precipitação volumosa nessas áreas ocorreu há mais de uma semana, o que começa a gerar preocupação entre os cafeicultores. A previsão, no entanto, indica possibilidade de novos volumes de chuva nos próximos dias no Sudeste, o que pode aliviar a tensão no campo.

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Embora o início da temporada traga boas expectativas, a irregularidade climática ainda é um risco. A consolidação das floradas e o sucesso da safra 2026/27 dependerão da manutenção de condições hídricas adequadas nas próximas semanas. O setor segue atento às previsões meteorológicas e ao comportamento do mercado diante das incertezas climáticas.

AGROLINK – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Venda de milho em Mato Grosso se aproxima de 50%, mas incerteza quanto ao El Ñino preocupa próxima safra, diz Imea

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Os produtores de Mato Grosso já negociaram 47,32% da produção estimada de milho da safra 2025/26 até o final de maio. O índice representa avanço de 1,02 ponto percentual (p.p) acima do registrado no mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8).

De acordo com o instituto, o desempenho reflete o avanço da colheita e a maior disponibilidade do cereal no mercado. Esses dois fatores têm levado os produtores a intensificar as vendas e, ao mesmo tempo, o aumento da oferta tem pressionado as cotações do milho no estado.

Em maio, o preço médio do grão foi de R$ 42,73 por saca em Mato Grosso. Segundo Milena Bezerra, analista de mercado do Imea, o ritmo de comercialização demonstra que os produtores estão ajustando suas estratégias diante da necessidade e cenário de oferta elevada.

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“Mato Grosso caminha para mais uma grande safra de milho, o que amplia a disponibilidade do produto tanto para o mercado interno quanto para as exportações”, destaca.

Apesar do avanço nas negociações da safra atual do milho, o cenário para os próximos meses ainda é marcado por incertezas. A comercialização antecipada da safra 2026/27 alcançou 4,77% da produção estimada até maio, crescimento de 2,08 p.p. em relação ao mês anterior. Ainda assim, o percentual permanece 0,82 p.p abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

A cautela dos produtores está relacionada principalmente às dúvidas em torno do comportamento climático no segundo semestre deste ano. A possibilidade de ocorrência de um “super” El Niño tem gerado preocupação no setor, uma vez que o fenômeno pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras e impactar o desenvolvimento da safra seguinte, tanto da soja quanto do milho.

“A previsão de um El Niño mais intenso neste ano pode impactar a soja e, consequentemente, afetar a janela do milho na próxima safraEsse cenário já se reflete nas negociações da safra 2026/27, que tem cerca de 5% da produção comercializada até o momento. Esse percentual é um pouco menor do que o registrado no mesmo período da safra atual, assim como os preços, que seguem mais pressionados”, afirma Milena.

Segundo o Imea, esse conjunto de fatores tem limitado um avanço mais acelerado da comercialização antecipada, mesmo com os preços apresentando relativa estabilidade. No mês de maio, a saca do milho para a safra futura foi negociada, em média, a R$ 45,39, praticamente estável em relação a abril.

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Exportação recorde em maio

Mato Grosso foi o principal responsável pelo avanço das exportações brasileiras de milho em maio. O estado embarcou 121,03 mil toneladas do grão, o equivalente a 48,55% de todo o volume exportado pelo Brasil durante o mês.

Conforme os dados divulgados pelo Imea, o resultado representa o 5° maior já registrado para maio e um aumento de 207,36% em relação ao período anterior. O estado já exportou 24,03 milhões de toneladas na safra 2024/25, volume que supera em 1,68% o total registrado em toda a safra passada.

Mesmo com o mês de junho ainda em andamento, o ciclo atual já figura como o terceiro maior da série histórica de exportações de milho do estado. (com Assessoria/Famato/IMEA)

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Copa 2026: Mato Grosso acelera biossegurança para faturar com explosão na demanda de carne

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Reprodução/ CenárioMT

 

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 está redesenhando as estratégias do agronegócio em Mato Grosso. De acordo com levantamentos técnicos da Scanntech, o consumo de carnes deve saltar mais de 10% durante os jogos, criando uma janela de oportunidade bilionária para o estado que detém o maior rebanho bovino do Brasil .

No entanto, o desafio para os produtores mato-grossenses vai além do volume de produção. O mercado internacional, especialmente os Estados Unidos — que importaram 775 mil toneladas de proteína no primeiro trimestre de 2026 —, elevou o rigor sanitário a patamares sem precedentes, exigindo que cada lote seja 100% rastreável e livre de riscos biológicos.

Para consolidar a imagem de Mato Grosso como fornecedor global de elite, o controle sanitário assumiu o papel de protagonista na cadeia logística. Do frigorífico ao porto, a vigilância deve ser ininterrupta, pois, como alerta Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta, uma única falha pode fechar mercados por anos e comprometer contratos estratégicos.

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A “grande jogada” do agro brasileiro nesta Copa começa nos bastidores, com a implementação de protocolos auditáveis que garantem a transparência exigida por blocos econômicos europeus e americanos. O foco agora é mostrar ao mundo não apenas “quanto” se produz, mas “como” a carne é processada e transportada.

Tecnologia de ponta: o segredo da carne segura em MT

A automação surge como a resposta definitiva para a régua alta das exportações. Frigoríficos em polos como Sinop e Lucas do Rio Verde já começam a adotar soluções digitais que monitoram, em tempo real, a higienização de veículos e a circulação de pessoal, gerando dados auditáveis que servem como passaporte para o mercado externo.

Entre as inovações que surpreendem o setor está o TADD System, um equipamento patenteado que realiza a descontaminação de caminhões em apenas 48 minutos. A tecnologia utiliza ar aquecido em vez de agentes químicos, o que reduz o impacto ambiental e os custos operacionais, dois critérios de peso nas auditorias internacionais de 2026.

O uso dessa tecnologia de descontaminação térmica permite que a frota seja liberada com agilidade durante os picos de movimentação previstos para o período do torneio. Para o exportador de Mato Grosso, isso representa um ganho duplo: eficiência logística e segurança biológica absoluta, sem resíduos químicos no produto final.

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Biossegurança como ativo de reputação nacional

Com o apetite dos importadores em alta — as compras dos EUA subiram 15% em relação ao ano passado —, a biossegurança deixou de ser uma barreira técnica para se tornar um diferencial competitivo. Mato Grosso, ao liderar a adoção de tecnologias sustentáveis e seguras, posiciona a proteína brasileira no topo da preferência global.

O sucesso nesta Copa de 2026 dependerá da capacidade do setor em manter o ritmo do consumo sem abrir mão da rigidez sanitária. Ao transformar dados brutos em transparência para o consumidor, o agro de Mato Grosso garante que a vitória brasileira aconteça muito antes do apito inicial nos estádios norte-americanos.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Brasil vira 3ª maior potência global em carne suína; entenda

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Reprodução/ CenárioMT

 

O Brasil superou o Canadá e assumiu o posto de 3º maior exportador mundial de carne suína no início de 2026, com recorde de 1,51 milhão de toneladas enviadas ao exterior.

O feito redefine o peso da suinocultura nacional no mercado global, deixando para trás o Canadá, que fechou o ano passado com 1,45 milhão de toneladas embarcadas.

Mato Grosso, com sua vocação para a produção de grãos, desempenha papel vital nessa engrenagem, garantindo a ração que sustenta esse crescimento acelerado do setor.

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O crescimento de 11,6% nas exportações não ocorreu por acaso, sendo fruto de uma estratégia de diversificação de mercados e controle sanitário rigoroso.

O Brasil agora faz parte do pódio mundial, posicionado atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos, consolidando sua marca como fornecedor confiável.

A capilaridade na Ásia foi o grande motor das vendas externas, permitindo ao país conquistar destinos que antes eram dominados por concorrentes tradicionais do setor.

O que muda na mesa do mato-grossense?

Da porteira para dentro, a realidade também mudou drasticamente. A carne suína deixou de ser uma opção ocasional para se tornar uma proteína essencial no prato do brasileiro.

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Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) mostram que o consumo per capita no país atingiu o marco histórico de 20 kg por habitante em 2025.

Essa força do mercado interno é o que garante a sustentabilidade da cadeia produtiva, protegendo os suinocultores contra as oscilações bruscas que podem ocorrer no comércio internacional.

Por que essa conquista fortalece o campo?

O sucesso do setor é resultado de investimentos constantes em tecnologia, genética avançada e bem-estar animal, pilares que garantem a qualidade do produto final.

Para o produtor em cidades como Lucas do Rio Verde ou Sinop, o crescimento da suinocultura representa uma nova fronteira para agregar valor ao milho produzido no estado.

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Inteligência Produtiva: Uso de genética de ponta para aumentar a produtividade.

Sustentabilidade: Manejo que atende aos padrões de sanidade exigidos globalmente.

Segurança: Equilíbrio entre vendas para o exterior e o consumo doméstico.

O CenárioMT continua acompanhando os números da suinocultura e os impactos desta nova liderança global para os produtores mato-grossenses. Veja aqui como o agronegócio de Mato Grosso segue se reinventando em 2026.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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