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Agronegócio

Safra de café 224/25 fecha como a terceira maior em volume

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Fernando Podolski/Getty Images

 

O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, fechou o ano-safra 2024/25 com embarques totais de 45,5 milhões de sacas, terceiro melhor volume na história, ficando atrás apenas do recorde da safra anterior e de 2020/21, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados nesta quarta-feira (16).

As exportações de café verde do Brasil atingiram 2,301 milhões de sacas de 60 kg em junho, recuo de 30,7% na comparação anual, ainda refletindo um cenário de menor oferta. Os embarques totais, que incluem o café solúvel e industrializado, caíram 27,9% em relação a junho do ano passado, para 2,606 milhões de sacas, segundo dados do Cecafé.

As exportações de café verde arábica somaram 1,8 milhão de sacas em junho, diminuição de 26,9%, enquanto as de robusta retraíram 42,2%, para 476,3 mil sacas. Em receita, os embarques brasileiros da commodity alcançaram recorde de US$ 14,73 bilhões (R$ 81 bilhões na cotação atual) em 2024/25, alta de 49,5% na comparação com o ciclo passado, apontou o Cecafé.

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“Os preços, principalmente no segundo semestre de 2024, foram bastante impulsionados por menores potenciais produtivos nos principais produtores mundiais, fato que se observou ao longo de praticamente os últimos cinco anos, quando extremos climáticos afetaram cafezais de Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia”, disse Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

Entre os parceiros comerciais de café do Brasil, os Estados Unidos lideraram o ranking na safra 2024/25, adquirindo 7,468 milhões de sacas. Esse volume representa alta de 5,65% na comparação com os 12 meses da temporada anterior e corresponde a 16,4% das exportações totais de café do país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na semana passada a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos do Brasil a partir de 1º de agosto, medida que abalou o mercado global de café e levou a uma corrida por parte de comerciantes dos EUA para desembarcar cargas de café brasileiro no país antes da vigência da taxação.

A Alemanha adquiriu 6,526 milhões de sacas (+0,25%) e ocupou o segundo lugar no ranking de compradores do café brasileiro na safra passada. Na sequência, vieram Itália, com a importação de 3,554 milhões de sacas (-5,96%); Bélgica, com 3,088 milhões de sacas (-21,2%); e Japão, com 2,293 milhões de sacas (-7,38%).

(Com Forbes Agro)

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Entrada da 2ª quinzena pressiona cotações da carne de frango

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FOTO: Arquivo

Após três semanas de alta sustentada pelo equilíbrio entre a oferta e a demanda, os preços internos da carne de frango estão registrando pequenas quedas nesta segunda quinzena de abril. A pressão veio do típico enfraquecimento da demanda neste período do mês, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

No front externo, os embarques da carne de frango in natura seguem em ritmo firme. De acordo com a Secex, a média diária de exportação da carne nesta parcial de abril (12 dias úteis) está em 22,6 mil toneladas, 6,1% acima da média de março/26 e 3% superior à de abril/25.

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O bom ritmo das vendas externas e estimativas do Cepea apontando um ritmo menor de abates evidenciam que a oferta interna até está controlada, e a pressão sobre os valores internos vêm da fraca demanda doméstica.

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Para o mês de maio, agentes consultados pelo Centro de Pesquisas têm expectativas de reajustes positivos nos preços da carne, com a entrada da massa salarial e o consequente aumento do poder de compra da população.

Outros agentes, porém, demonstram maior cautela, tendo em vista a sequência de altas observadas ao longo de abril, influenciada pelo aumento dos custos e pelo consequente repasse ao consumidor final.

Recuo nos preços de ovos interrompe alta no poder de compra

O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril (até o dia 22), após registrar avanço por dois meses consecutivos.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora os preços dos insumos também tenham diminuído entre março e a parcial deste mês, a queda mais intensa dos ovos pressionou a relação de troca frente ao cereal e ao derivado da oleaginosa.

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De acordo com o Centro de Pesquisas, a combinação de oferta mais elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos nesta parcial de abril.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, negociando apenas de forma pontual, quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Com Cepea

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cuiabá registra novo recorde no preço da cesta básica em abril

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Divulgação

A cesta básica segue em alta em abril e continua quebrando recordes de preço em Cuiabá. Com variação semanal de 1,36%, a lista de produtos atingiu, na quarta semana, a maior média da série histórica: R$ 874,47. Além disso, o valor atual está 3,57% acima dos R$ 844,31 observados no mesmo período de 2025.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a elevação do custo médio da cesta a um novo patamar histórico intensifica a pressão sobre o orçamento familiar, especialmente em um contexto de renda ainda limitada.

É o que explica o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ao destacar os fatores que impactam os preços dos produtos.

“A variação de preços da cesta básica na última semana evidencia a influência combinada de fatores internos, como o ciclo produtivo, e externos, como as exportações, na formação dos preços dos alimentos”, afirmou.

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Entre os itens com maiores variações, o açúcar apresentou queda de 5,55%, chegando ao valor médio de R$ 1,75/kg. Com isso, o preço atual está 54,21% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Conforme análise do IPF-MT, a redução pode estar associada ao avanço da safra de cana-de-açúcar, que amplia a oferta, aliada à menor demanda pelo produto.

Já entre os itens que pressionaram o aumento da cesta, destaca-se a carne bovina, que subiu 4,72% na semana, alcançando R$ 47,48/kg. O resultado pode estar relacionado à menor disponibilidade de animais para abate, somada à forte demanda externa. No comparativo anual, o preço atual está 16,49% mais alto.

O arroz também registrou aumento de 2,02%, alcançando média de R$ 5,11/kg. No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado, o valor está 21,49% menor. Ainda segundo análise do IPF-MT, a variação pode ser reflexo da fase final da colheita, aliada à recomposição de preços.

O presidente Wenceslau Júnior afirmou que “apesar do aumento registrado no conjunto da cesta, alguns itens ainda apresentam preços inferiores aos do ano anterior, indicando que o processo de recomposição inflacionária ocorre de forma gradual e desigual entre os produtos.” (com Assessoria Fecomercio)

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Demanda sustenta reação do feijão carioca; preto segue sob pressão

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Imagem: Embrapa/Arquivo

O mercado de feijão carioca reagiu parcialmente na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente para lotes de melhor qualidade (nota 9 ou superior).

Produtores tentam elevar os preços, mas esbarram na disponibilidade restrita desses grãos e na dificuldade de repasse ao varejo.

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Já as cotações do feijão preto, de acordo com pesquisadores do Cepea, seguem em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra.

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No consumo, as expressivas altas registradas no campo no início do ano continuam sendo repassadas ao varejo.

Segundo o IPCA, março registrou variações positivas em ambas as variedades. O feijão carioca avançou 15,40% no mês, acumulando alta de 27,73% em 12 meses.

Já o feijão preto registrou valorização de 7,12% em março, movimento que sinaliza recuperação em relação à queda acumulada de 13,95% em 12 meses.

MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril

No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores.

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Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot.

Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.

Com Cepea

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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