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Suinicultura

Paraná bate recorde em exportações de carne suína

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Foto: Pixabay

 

 

O Paraná alcançou, entre janeiro e junho de 2025, o maior volume já registrado de exportações de carne suína em um primeiro semestre, segundo dados da plataforma Comex Stat/MDIC analisados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (10) no Boletim de Conjuntura Agropecuária

No período, o estado embarcou 110,7 mil toneladas do produto, o que representa um aumento de 39,4% em comparação com o primeiro semestre de 2024, quando o volume foi 31,3 mil toneladas menor. O total exportado também superou em 6,1% o recorde anterior, de 104,3 mil toneladas, registrado no segundo semestre de 2024.

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O desempenho obtido neste primeiro semestre quebra uma sequência de recordes que, até então, ocorriam sempre no segundo semestre. O histórico de exportações mostra que os maiores volumes haviam sido registrados no segundo semestre de 2024 (104,3 mil t), 2023 (87,5 mil t), 2021 (83,5 mil t), 2022 (80,6 mil t), e no primeiro semestre de 2023 (80,5 mil t).

Segundo o Deral, o desempenho atual foi impulsionado pela ampliação de vendas a países parceiros. Hong Kong liderou as compras, com 20,5 mil toneladas adquiridas, um aumento de 23,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Uruguai também ampliou suas aquisições em 23,7%, somando 3,4 mil toneladas adicionais. A Argentina registrou o maior crescimento proporcional, com aumento de 471%, o que corresponde a 13,5 mil toneladas a mais.

Outros destaques foram as exportações para as Filipinas, que se tornaram novo destino da carne suína paranaense, além de crescimentos para o Vietnã (+29,7%) e Costa do Marfim (+41,4%). Por outro lado, houve retração nos embarques para Singapura, Geórgia e Cuba.

Com base na tendência observada nos últimos dez anos, em que o segundo semestre costuma superar o primeiro em volume exportado, a expectativa do Deral é de que o Paraná possa alcançar novo recorde até o fim de 2025.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Suinicultura

China avança em acordo para ampliar carne suína brasileira

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China libera frigoríficos e avança em acordo da carne suína – Gerada por IA

O Governo brasileiro avançou nas negociações com a China para ampliar as exportações de carne suína e retomar parte do mercado da carne bovina. Durante reunião realizada em Pequim, nessa terça-feira (19.05), representantes do Ministério da Agricultura e da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) confirmaram avanços técnicos em um protocolo sanitário que poderá abrir espaço para novos embarques de carne suína brasileira, incluindo miúdos.

O encontro reuniu o ministro da Agricultura, André de Paula, e a ministra chinesa Sun Meijun. A reunião também tratou da retomada de três frigoríficos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos pelo mercado chinês.

Segundo o Ministério da Agricultura, o protocolo revisado para a carne suína já teve os termos técnicos alinhados entre os dois países e deve ser formalizado posteriormente. Após essa etapa, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos para habilitação das exportações.

Além da ampliação do mercado para a proteína suína, Brasil e China discutiram medidas para acelerar processos sanitários e implementar, a partir do próximo mês, a certificação eletrônica para produtos cárneos exportados ao país asiático.

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A China segue como principal destino do agronegócio brasileiro. Conforme dados apresentados durante a reunião, o país asiático importou cerca de US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas do Brasil em 2025, volume que representa aproximadamente metade do comércio bilateral entre os dois países.

Durante o encontro, o ministro André de Paula afirmou que o Brasil busca manter a posição de fornecedor estratégico de alimentos para o mercado chinês. Já a ministra Sun Meijun destacou que, apesar da forte produção agrícola da China, o país continuará aberto à importação de produtos estrangeiros considerados estratégicos e de qualidade.

O diálogo também incluiu acordos sanitários ligados à exportação de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho, além de cooperação em agricultura familiar e mecanização agrícola.

Redação/VGNAgro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Suinicultura

Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

Publicado

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Imagem: reprodução/pensaragro

 

Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

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A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.
Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados, que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.
A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

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O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Suinicultura

Prorrogação de incentivo fiscal garante competitividade à suinocultura de Mato Grosso

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Granja de suínos em Campo Verde MT

 

Medida estende benefício do ICMS até dezembro de 2026 e atende pedido urgente da Acrismat. Queda no preço do suíno vivo, que saiu de R$ 8,00 para R$ 6,20 no ano, pressionava produtores.

[Suinocultura em Mato Grosso] ganhou um aliado importante para atravessar a tempestade econômica do primeiro semestre de 2026. O Governo do Estado oficializou a prorrogação do crédito presumido de ICMS via Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) até o dia 31 de dezembro de 2026. O incentivo, que venceria agora no final de abril, mantém a redução de carga tributária em 75% para operações interestaduais com animais vivos.

A decisão do Conselho Deliberativo (Condeprodemat) não veio por acaso. O setor enfrenta um início de ano desafiador, com as margens de lucro sendo “esmagadas” pela desvalorização do animal:

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  • Janeiro/2026: R$ 8,00 por quilo do suíno vivo.
  • Abril/2026: R$ 6,20 por quilo do suíno vivo.
  • Impacto: Uma desvalorização de 22,5% em apenas 90 dias, o que colocava em risco a permanência de muitos produtores na atividade.
O QUE MUDA COM A PRORROGAÇÃO?
Suinocultura Mato grossense
Suinocultura Mato grossense

Na prática, o benefício fiscal funciona como um mecanismo de defesa para o produtor mato-grossense conseguir vender para outros estados sem ser “engolido” pelos custos:

  1. Competitividade: Reduz o custo da exportação interestadual de suínos destinados ao abate, engorda e reprodução.
  2. Previsibilidade: O produtor pode planejar seus investimentos sabendo que a carga tributária não subirá bruscamente em maio.
  3. União Setorial: A medida foi fruto de uma articulação pesada entre Acrismat, Famato, Imea e Sedec, reforçando a importância do setor para o PIB estadual.
O IMPACTO EM LUCAS DO RIO VERDE E REGIÃO

Para cidades como Lucas do Rio Verde, que formam o coração da produção de proteína animal no estado, a manutenção do incentivo é vital. A suinocultura local está integrada a uma cadeia que movimenta fábricas de ração, transporte e frigoríficos.

“Esse incentivo é fundamental para a manutenção de produtores na atividade”, afirma Frederico Tannure Filho, presidente da Acrismat.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

 

 

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