Mato Grosso
Participantes da Virada Sustentável recebem orientações sobre compostagem e prevenção à dengue e chikungunya

Estudantes do curso de Agronomia e colaboradores voluntários do Instituto Rumo aproveitaram a programação da Virada Sustentável Mato Grosso, em Rondonópolis, para levar orientações à população sobre a prática da compostagem e os cuidados para prevenção e eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, transmissores da Dengue e da Chikungunya. Além da distribuição de panfletos, o trabalho orientativo incluiu entrega de saquinhos de adubo orgânico e abordagens seguidas de muita conversa com os participantes do evento.
A estudante do curso de Agronomia Marcela Tavares explicou que a Virada Sustentável foi uma oportunidade para os alunos do primeiro ao quinto semestre transmitirem os conhecimentos adquiridos em sala de aula. “Nós começamos em fevereiro a fazer a composteira com resíduos de cascas de frutas. Hoje estamos entregando os saquinhos de adubo e explicando à população o que é a compostagem, como usar e como montar a composteira”, destacou.
A compostagem, segundo ela, é o processo natural de decomposição de resíduos orgânicos (restos de comida, folhas secas, cascas de frutas etc). “Além de reduzir o lixo nos aterros sanitários, a compostagem evita a emissão de gases do efeito estufa, melhora a fertilidade do solo, promove a educação ambiental e contribui para a saúde pública”, ensinou a estudante.
A ação de sensibilização em torno das medidas a serem adotadas para eliminar os criadouros dos mosquitos responsáveis pela transmissão dos vírus causadores da Dengue e Chikungunya também chamou a atenção dos participantes da Virada Sustentável. O vendedor João Martins da Silva, 43 anos, explica que contraiu a Chikungunya há mais de três meses e até hoje ainda sofre com sequelas da doença.
“Vira e mexe tenho dores nas articulações da mão direita, ainda sofro com as sequelas da doença. Embora esse tema venha sendo abordado constantemente, considero de extrema importância iniciativa como esta. Orientações sobre os cuidados com a nossa saúde são sempre muito importantes”, observou.
A analista do Instituto Rumo, Maralina Matoso, explicou que o programa voluntariado corporativo abrange diversas áreas, além da saúde. “Os colaboradores voluntários se organizam em equipes, se aproximam de uma instituição beneficiária, elaboram e desenvolvem um projeto junto à instituição escolhida. Trabalhamos com oito causas especificamente, assistência social, desastres e emergências, cultura, esporte e lazer, saúde, bem-estar, meio ambiente e segurança ferroviária. Por ano, são patrocinados 10 projetos”, disse.
A Virada Sustentável Mato Grosso começou na quinta-feira (29), em Rondonópolis, e encerra-se neste domingo (01), na Praça Pôr do Sol. Na próxima semana, as atividades serão realizadas em Cuiabá.
O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Virada Sustentável, com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística, através do Instituto Rumo. Recebe ainda apoio da Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Rondonópolis, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), TV Centro América, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Museu de Arte e Cultura Popular, Cineclube Coxiponés, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Sesc e Ministério do Meio Ambiente.
Clênia Goreth | Sema
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Proprietários com placas finais 8, 9 e 0 têm desconto de até 5% no IPVA até 11 de maio

Secom/MT
Os proprietários de veículos com placas terminadas em 8, 9 e 0 em Mato Grosso já podem quitar o IPVA 2026 com desconto de até 5%, válido até o dia 11 de maio. Também é possível obter redução de 3% no pagamento até 20 de maio. Após esses prazos, o contribuinte pode optar pelo pagamento integral sem desconto ou pela primeira parcela até 29 de maio.
Para quem optar pelo parcelamento, o valor de cada parcela deve ser de, no mínimo, 25% da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPFMT) vigente no mês do pagamento, sendo que todas devem ser quitadas até dezembro de 2026, sem possibilidade de prorrogação.
As guias para pagamento estão disponíveis no site da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) e podem ser emitidas com o número do Renavam ou do chassi do veículo, facilitando o acesso do contribuinte ao serviço.
Além dos descontos previstos no calendário, participantes do programa Nota MT também podem garantir abatimento adicional no imposto. Os pontos acumulados podem ser utilizados para reduzir em até R$ 700 o valor do IPVA, benefício que pode ser somado aos demais descontos.
Para utilizar essa vantagem, é necessário acessar o site ou aplicativo do Nota MT e realizar o resgate dos pontos antes da emissão da guia. O procedimento deve ser feito até dois dias antes do vencimento, conforme o final da placa do veículo.
Noelisa Andreola | Sefaz-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Camex rejeita provisoriamente pedido de antidumping sobre pneus agrícolas

Imagem: Magnific
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) indeferiu em caráter provisório o pedido de aplicação de medidas antidumping apresentado pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), mantendo, neste momento, sem taxação adicional, os pneus agrícolas importados da Índia. O tema segue em análise no Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), com acompanhamento da Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip).
A decisão tem efeito imediato e evita uma pressão adicional sobre os custos operacionais do agronegócio. Caso a medida venha a ser aprovada, a taxação tende a elevar aas despesas operacionais no campo, já que pneus são insumos essenciais em um setor que movimentou cerca de R$ 2,72 trilhões em 2024, segundo CNA e Cepea.
Safra de feijão 2026 avança, mas seca provoca perdas severas
Para Ricardo Alípio da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip), o indeferimento provisório reduz o risco de distorções de mercado e preserva o acesso do produtor rural a uma oferta mais ampla e competitiva de produtos. O executivo aponta ainda falhas técnicas no pedido, como a inclusão de códigos tarifários e itens fora do escopo agrícola, o que pode gerar interpretações equivocadas na aplicação da medida.
Para o executivo, o resultado reforça a necessidade de um debate transparente e baseado em evidências. “Preservar a livre concorrência é essencial para sustentar a produtividade, a inovação e a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global. A oferta diversificada de produtos de qualidade não pode ser confundida com práticas desleais. Esse debate deve ser conduzido com base técnica, dados concretos e respeito às regras do comércio internacional, priorizando os interesses da sociedade brasileira”, conclui.
Com Assessoria ABIDIP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
FPA analisa propostas sobre financiamento rural

Imagem: FPA
A modernização do sistema de financiamento do agronegócio voltou ao centro da agenda política com a apresentação de um novo pacote de medidas que pode ampliar de forma significativa o volume de recursos disponíveis ao setor. Batizado de “Lei do Agro 3”, o conjunto de propostas foi apresentado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e prevê mudanças estruturais no crédito rural e no acesso ao mercado de capitais.
A proposta nasce dentro da Câmara Temática de Modernização do Crédito Agropecuário (ModerCred), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e reúne ajustes em 11 frentes, incluindo a Cédula de Produto Rural (CPR), os fundos de investimento do agro, garantias, subvenções, títulos privados e acesso a capital estrangeiro.
Safra de feijão 2026 avança, mas seca provoca perdas severas
O impacto potencial é relevante. Pelas estimativas apresentadas ao grupo, as mudanças podem permitir a incorporação de mais de R$ 800 bilhões em operações via CPR, ampliando o peso do mercado privado no financiamento da produção agrícola.30
Hoje, o setor ainda depende fortemente do crédito subsidiado do Plano Safra. No mercado de capitais, a participação do agro gira em torno de 3%, segundo dados apresentados no encontro, o que indica amplo espaço para crescimento. A estratégia da proposta é justamente reduzir essa dependência, ampliando fontes alternativas de financiamento.
Entre os pontos centrais está a ampliação do uso de instrumentos privados e a melhoria das garantias, com ajustes legais que buscam dar mais segurança jurídica às operações. Também estão previstas mudanças para facilitar a entrada de capital estrangeiro, visto como uma fonte de recursos mais baratos em comparação às taxas praticadas no mercado doméstico.
Outro eixo relevante é a reorganização do sistema de registro de garantias e a padronização de custos cartoriais, temas que hoje encarecem e dificultam o acesso ao crédito, especialmente para médios produtores.
A proposta também dialoga com um dos principais gargalos atuais do setor: o endividamento rural. A expectativa é que a modernização do crédito ajude a criar novas alternativas de financiamento, reduzindo a pressão sobre os programas oficiais e abrindo espaço para reestruturação financeira de produtores.
Apesar do avanço na agenda de crédito, o ambiente regulatório ainda preocupa. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que pontos importantes da reforma tributária seguem sem definição, especialmente em relação ao aproveitamento de créditos fiscais, à lista de insumos beneficiados e às obrigações acessórias do produtor rural.
Na avaliação do setor, a falta de clareza nesses pontos mantém a insegurança jurídica e pode elevar o custo de conformidade, afetando diretamente a competitividade do agro.
No conjunto, a chamada “Lei do Agro 3” sinaliza uma tentativa de mudança estrutural no financiamento do setor. Se avançar, a proposta pode reduzir a dependência de recursos públicos e ampliar o acesso a capital — mas o impacto dependerá da capacidade de transformar as medidas em regras efetivas e acessíveis ao produtor na ponta.
Com FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Notícias5 dias atrásÍcone entre imóveis de luxo da cidade de SP, Altitude Jardins por Artefacto é apresentado no evento de Uberaba-MG
-

Meio Ambiente6 dias atrásFrente fria interfere no ritmo de colheita e plantio no País
-

Meio Ambiente5 dias atrásFrio voltou a trazer geada hoje cedo
-

Notícias5 dias atrásAlgodão atinge maior preço em dois anos
-

Transporte5 dias atrásRotam prende quadrilha por furto em usina solar e apreende fios de cobre em Cuiabá
-

Mato Grosso5 dias atrásGovernador defende redistribuição dos royalties do petróleo no STF
-

Mato Grosso6 dias atrásMT Hemocentro alerta para estoque de sangue em nível crítico
-

Mato Grosso2 dias atrás1º de maio de 2026: o agronegócio brasileiro ganha acesso a um mercado de R$ 130 trilhões







































