Conecte-se Conosco

Agronegócio

Carne de búfalo chega ao consumidor com cortes especiais e produtos premium

Publicado

em

Foto: Baby Buf Premium/Divulgação

A marca de carnes com origem na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, Baby Buf Premium, fará um evento de lançamento de sua linha de cortes especiais de carne de búfalo. Será no dia 7 de abril, na Bodega Del Toro, em Caxias do Sul (RS), a partir das 19h. O evento reunirá degustadores especializados e a imprensa. A ideia do proprietário da Baby Buf Premium, Rogério Gonçalves, é ampliar o mercado para a Serra Gaúcha. O empresário destaca que trabalha com búfalos na propriedade em Rosário do Sul há mais de 50 anos e ressalta as qualidades diferenciadas do animal, principalmente os mais jovens, que têm bom acabamento de gordura e bom rendimento de carcaça.

Com o passar do tempo, Gonçalves detectou a necessidade de abrir um mercado diferenciado, não de oferta, mas diferenciado em termos de preço e que remunere melhor. “Então foi feito um estudo sobre onde colocar esse produto. Chegamos à conclusão que a alternativa seria mandar para o frigorífico fazer o abate, o processamento da carne, que é o desmanche da carcaça em peças e posterior embalagem a vácuo, bem como transformar aquelas carnes que não tem muito valor agregado em linguiça, em hambúrguer, e com o selo e garantia nossa, da Baby Buf Premium. E estamos apostando muito na região da Serra Gaúcha, onde pretendemos abrir em breve uma loja em Caxias do Sul, onde as pessoas tenham acesso a cortes diferenciados de carne de búfalo premium”, informa.

Outro projeto em andamento é fazer com que a propriedade em Rosário do Sul seja certificada como propriedade orgânica, ou seja, possa colocar nas embalagens o selo de certificação de carne orgânica. Já o vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) Raphael Gonçalves, saúda a iniciativa ao ressaltar que foi criada uma marca própria de carne de búfalo, o Baby Buf Premium, do pasto ao prato, uma carne premium de búfalo. “São animais jovens que são abatidos, animais livres de hormônio e antibióticos e criados a pasto, obedecendo as regras de bem-estar animal. Essa iniciativa vem no sentido de valorização da carne, de búfalo”, destaca.

O vice-presidente da Ascribu lembra que esta é mais uma iniciativa no sentido de agregar valor à produção, “e a Ascribu tem o maior interesse em divulgar esta iniciativa com o intuito de valorizar o búfalo, como uma das alternativas de produção de uma proteína vermelha de alta qualidade”, refere. Gonçalves destaca, ainda, a qualidade dos produtos da Baby Buf e vislumbra uma possibilidade real de atingir um mercado de alta renda, com produtos selecionados, com carnes de primeira qualidade. “A Ascribu, além de apoiar, deseja um grande sucesso a esta empreitada dos criadores, demonstrando o potencial do búfalo para a carne, esta proteína que tem alta qualidade e que, mais uma vez, será apresentada ao público”, conclui.

Publicidade

Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Preços do arroz recuam com demanda fraca e avanço da colheita

Publicado

em

Foto: Paulo Rossi/Divulgação

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul vem perdendo sustentação, influenciado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva.

Pesquisadores do Cepea indicam que a redução de negociações no segmento de beneficiados, somada à postura mais cautelosa das indústrias e produtores, tem pressionado as cotações. Ao mesmo tempo, agentes acompanham os leilões de apoio à comercialização e ao maior ritmo recente de beneficiamento.

FAEP alerta para mecanismos que protegem invasores de terra

Segundo pesquisadores do Cepea, na semana passada, as cotações oscilaram entre microrregiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores elevaram pontualmente a disposição de pagamento; por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado permaneceu enfraquecida, com menor interesse de atacado e do varejo por grandes volumes.

Publicidade

Esse cenário limitou os repasses e pressionou as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a se retrair das compras e outras a reduzir as ofertas no mercado de matéria-prima.

De acordo com o Cepea, outro fator de viés baixista foi a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados. Ainda assim, agentes monitoram os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização.

CAFÉ/CEPEA: Colheita de café arábica apresenta ritmo lento neste fim de abril

A safra 2026/27 de café arábica no Brasil apresenta ritmo lento na maior parte das regiões brasileiras.

Segundo o Cepea, os trabalhos de campo começaram de maneira um pouco mais efetiva apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já no Sul de Minas, a grande maioria dos produtores ainda não começou as atividades e a tendência é de que os trabalhos comecem a ganhar força a partir da segunda quinzena de maio.

Publicidade

No Cerrado mineiro, importante praça produtora de arábica do Brasil, a previsão é de que o início efetivo da colheita ocorra somente no fim de maio, comportamento típico dessa região, apontam pesquisadores do Cepea.

Em São Paulo, na região de Garça, parte dos produtores começou os trabalhos, mas o volume colhido ainda é bastante reduzido.

De acordo com pesquisadores do Cepea, na Mogiana paulista, a expectativa é de que os trabalhos comecem em aproximadamente duas semanas, ou seja, entre meados e fim de maio.

No Noroeste do Paraná, as atividades estão se iniciando, mas podem sofrer algum atraso em função das chuvas recentes, com perspectiva de normalização assim que o tempo firmar.

Apesar do início lento, o bom desenvolvimento das lavouras de café, tanto de arábica quanto de robusta, é destacado por agentes consultados pelo Cepea. Muitos reportam que a safra está bem conduzida e que isso pode resultar em colheita volumosa – vale lembrar que a Conab projeta colheita recorde para o Brasil nesta temporada.

Publicidade

Com Cepea

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Agronegócio

Mercado do boi registra novas quedas

Publicado

em

Foto: Pixabay

A cotação do boi gordo registrou queda em São Paulo, segundo análise divulgada na quarta-feira (29) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O mercado operou pressionado, com aumento da oferta de animais e alongamento das escalas de abate, o que ampliou o poder de negociação dos compradores e resultou na terceira redução consecutiva nas ofertas de compra.

Na comparação diária, os preços do boi gordo e da vaca recuaram R$ 1,00 por arroba, enquanto a cotação da novilha permaneceu estável. O chamado “boi China” teve queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate estavam, em média, para dez dias. Agentes de mercado relataram que ofertas de compra de R$ 360,00 por arroba ou acima não encontraram resistência nas negociações, permitindo compras com facilidade, enquanto tentativas abaixo dessa faixa enfrentaram maior dificuldade para fechamento de negócios, ainda que tenham ocorrido transações em patamares menores sem volume suficiente para definir referência.

Em Goiás, o movimento de pressão também foi observado, influenciado pelo aumento da oferta, escalas mais confortáveis, redução da capacidade de suporte das pastagens e maior disposição de venda por parte dos pecuaristas diante da expectativa de novas quedas. Na região de Goiânia, a cotação do boi gordo caiu R$ 2,00 por arroba e a da vaca recuou R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha não apresentou variação. As escalas de abate estavam, em média, para 12 dias.

Na região Sul do estado, as cotações recuaram R$ 3,00 por arroba para o boi gordo, R$ 5,00 por arroba para a vaca e R$ 3,00 por arroba para a novilha. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. O “boi China” também registrou queda de R$ 2,00 por arroba nas praças goianas.

Publicidade

Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Agronegócio

Cultivo de abobrinha movimenta R$ 101 milhões

Publicado

em

Plantação de abobrinhas. Pinhalão, Foto:Jaelson Lucas

 

A abobrinha tem sido um dos destaques da resiliência e do dinamismo do agronegócio do paranaense. Segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, a cultura está presente em 358 municípios do Estado e, em 2024, a atividade movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 101,6 milhões, com a colheita de 50,5 mil toneladas em 2,9 mil hectares. O Paraná é o 4º maior produtor do Brasil, com 9,3% da colheita nacional.

O Núcleo Regional de Curitiba concentra 56,2% da produção estadual (28,4 mil t), com destaque para Cerro Azul, São José dos Pinhais e Colombo. Em Cerro Azul, no Vale do Ribeira, os cultivos em 250 hectares proporcionaram uma colheita de 4,8 mil t e R$ 9,5 milhões de VBP, representando 8,6% da área e 9,4% dos volumes e da renda bruta. Londrina (6,9%) e Maringá (6,2%) são as outras duas cidades com destaque para quantidade colhida.

Segundo o Deral, em se tratando de preços, o setor enfrenta desafios climáticos. Os dados apontam que a estiagem recente elevou as cotações nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em 33,3%, com a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA chegando ao valor de R$ 80,00. Na semana anterior e no mesmo período do mês passado, os valores foram de R$ 60,00 a caixa, representando um aumento de 33,3%.

Publicidade

O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, explica que a variação se dá pela menor oferta, mas que a cultura é sólida e deve se recuperar. “A nossa produção ocorre o ano inteiro. Observamos os aumentos de preços, geralmente, ao final de maio e no início de julho, em pleno inverno. Nos próximos dias, se não houver uma regularização das chuvas, os preços devem se manter altos. Por outro lado, a partir do segundo semestre, os preços reduzem sistematicamente ao caminhar de uma lavoura normal”, afirma.

SOJA E TRIGO – No setor de grãos, o complexo soja mantém o protagonismo na pauta exportadora paranaense. No primeiro trimestre de 2026, o Estado exportou 3,41 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 1,47 bilhão — um crescimento de 2% em faturamento, apesar de uma leve retração de 4% no volume físico em relação a 2025.

A China segue como o principal destino, absorvendo 58% das compras. Em contraste, a cultura do trigo está voltada quase integralmente para o mercado interno devido à alta demanda industrial local e à menor área plantada. Na última safra, o Paraná produziu 2,87 milhões de toneladas, das quais apenas 4 toneladas foram exportadas desde agosto de 2025.

O Paraná voltou a atender quase que exclusivamente o mercado interno na última safra de trigo. Os triticultores paranaenses obtiveram 2,87 milhões de toneladas em 2025. Destas, apenas 4 toneladas foram vendidas para outros países, considerando o período de agosto de 2025 até o presente momento. Esse volume foi escoado para o Equador em dezembro e, desde então, não houve mais registros de embarques de trigo paranaense para outros países.

Essa tendência de manutenção do trigo no mercado interno deve se verificar também neste ano, para a safra de 2026.

Publicidade

CARNE BOVINA – O setor de carne bovina registrou um desempenho histórico nacional em março, com 265 mil toneladas exportadas pelo Brasil. Entre os estados, o Paraná acompanhou a tendência de valorização, registrando o embarque de 3,6 mil toneladas no mês passado, o que gerou US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio do quilo apresentou alta, passando de US$ 4,76 em 2025 para US$ 5,54 em 2026. Assim como na soja, a China também é o destino principal da carne brasileira, recebendo 38,5% do volume comercializado.

Com AEN/PR

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Tendência