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Agronegócio

Com 40,9% do rebanho de búfalos do Brasil, estado se consolida como potência do agronegócio

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O estado do Pará tem se destacado como uma das grandes potências do agronegócio brasileiro, impulsionado por uma produção crescente de soja, milho, cacau e pecuária bovina. Segundo o “Boletim Agropecuário do Pará”, elaborado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), o estado tem expandido suas áreas cultivadas, investido em tecnologia e fortalecido sua infraestrutura logística para escoar a produção com mais eficiência.

A publicação informa que o Pará vem se consolidando como uma potência agropecuária e seu potencial de crescimento ainda é enorme. Com investimentos contínuos em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade, o estado se posiciona como um dos principais protagonistas do agronegócio brasileiro, contribuindo significativamente para a economia nacional e o mercado global.

O Estado é líder na região Norte na criação de gado bovino, com um rebanho que saltou de 1,6 milhão de cabeças em 1977 para impressionantes 25 milhões em 2023. Atualmente, o estado ocupa o segundo lugar no ranking nacional, com 10,5% do rebanho brasileiro. Destaque para os municípios de São Félix do Xingu, que lidera o país com 2,5 milhões de cabeças, seguido por Marabá, Novo Repartimento e Altamira, que também figuram entre os dez maiores produtores do Brasil.

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A produção de carne também acompanhou esse crescimento, saltando de 128,5 milhões de toneladas em 1997 para 866,6 milhões em 2023, um aumento de mais de seis vezes no período.

Outro setor que coloca o Pará em posição de destaque é a bubalinocultura. O estado detém 40,9% do rebanho de búfalos do Brasil, com 683,6 mil cabeças registradas em 2023, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Os municípios de Chaves, Soure e Cachoeira do Arari lideram a criação, consolidando o Pará como referência nacional no setor.

Na agricultura, o estado também exibe força, sendo o maior produtor de mandioca (3,8 milhões de toneladas), dendê (2,8 milhões) e açaí (1,6 milhão). Outros cultivos importantes incluem banana, abacaxi, cacau e pimenta-do-reino. Entre 2000 e 2023, o valor da produção cresceu em média 7,6% ao ano, atingindo um recorde de R$ 28,6 bilhões no último ano.

A soja e o milho são os grandes destaques entre os grãos, impulsionando as exportações. Em 2023, o Pará exportou 5,5 milhões de toneladas de produtos agropecuários, um aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. A soja representou 61,3% desse volume, movimentando US$ 1,6 bilhão, enquanto o milho teve um crescimento de 44,7%, somando US$ 401,6 milhões. Paragominas e Santarém lideram as exportações no estado, consolidando o Pará como um player importante no comércio global.

O agronegócio paraense tem desempenhado um papel fundamental na geração de empregos. Em 2023, o setor empregava cerca de 509 mil pessoas, um crescimento de 274,2% desde 2002. A criação de gado para corte lidera a oferta de empregos, seguida pelo cultivo de dendê e a produção de frangos. O açaí teve um crescimento expressivo de 36,5% na oferta de empregos em um ano.

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Diante da expansão acelerada do setor, o desafio é equilibrar crescimento e sustentabilidade. O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, destaca que o estado tem investido em tecnologia e parcerias com universidades para intensificar a produção sem ampliar o desmatamento. O uso de drones, inteligência artificial e técnicas de manejo sustentável são algumas das estratégias adotadas para garantir produtividade aliada à preservação ambiental.

Fonte: Pensar Agro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Dia Mundial do Queijo: o sabor artesanal brasileiro que conquista o mercado

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Foto: Aires Carmen Mariga/Epagri/Ilustração

 

Um dos alimentos mais antigos, versáteis e presente na cultura alimentar de diferentes povos, o queijo é celebrado mundialmente no dia 20 de janeiro. Nos últimos anos, o alimento brasileiro tem ganhado reconhecimento no exterior em premiações internacionais, destacando o Brasil como produtor de queijos de qualidade.

No Pará, o queijo do Marajó da Fazenda São Victor coleciona mais de 10 prêmios em concursos nacionais e internacionais. Em 2019 os produtores conquistaram medalha de prata no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, na França e, em 2021, trouxeram a medalha de bronze na mesma competição. No ano passado, conquistaram a medalha de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil, além de destaques em outras categorias.

“Quando um queijo artesanal é premiado, gera confiança imediata no consumidor e no mercado, porque mostra que aquele produto atende a critérios rigorosos de qualidade e excelência”, comenta Cecília Pinheiros, produtora da queijaria da Fazenda São Victor, em Salvaterra, na ilha de Marajó (PA).

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Feito de leite de búfala, com sabor único e carregando a tradição de mais de 200 anos de produção, o queijo do Marajó recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) em 2021. O registro, expedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhece sete municípios produtores. Além disso, a iguaria foi reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará e recebeu o Selo Arte, emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que permite a comercialização interestadual.

“Esse reconhecimento da IG destacou o saber fazer dos produtores, o trabalho das famílias e a relação profunda com o território, fortalecendo a identidade e a origem do queijo do Marajó. Já o título foi muito importante porque afirma que o queijo faz parte da identidade cultural do Estado, que precisa ser preservada”, avalia Cecília.

A coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, afirma que as Indicações Geográficas são muito importantes para posicionar de forma diferenciada no mercado os queijos artesanais brasileiros.

Segundo ela, o acordo comercial Mercosul – União Europeia vai formalizar a proteção de várias IGs de queijos artesanais nesses dois blocos econômicos, como na Europa o Grana Padano, o Parmegiano Reggiano, o Conté, entre outros, e, no Brasil, o Canastra e o Serro.

“Vamos reconhecer a importância de proteger e promover os ativos intangíveis dos nossos queijos: a história de cada território, o saber-fazer tradicional com fatores naturais definindo o sabor, a textura e a qualidade”

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Ela explica que o consumidor brasileiro já tem contato com os queijos das IGs europeias por meio de uma prática, de uso de nomes de produtos associados a regiões específicas, que não poderá ser continuada após o acordo de livre comércio. “Neste aspecto foi importante para trazer o conceito para o Brasil, ou seja, o uso da terminologia “tipo” – tipo Parmesão, tipo Gorgonzola, tipo Roquefort, tipo Feta, entre outros”, acrescenta.

Gostinho do Nordeste

No Brasil a produção de queijos artesanais reflete a diversidade do país de norte a sul, sendo produzidos predominantemente por pequenos produtores rurais e suas famílias, tendo grande importância econômica, cultural e social. Em cada região do país, observa-se a presença de diferentes tipos de queijos, com distintos processos de produção e receitas.

“A inovação tem viabilizado muitas melhorias incrementais na produção dos queijos artesanais que não descaracterizam o produto tradicional, mas garantem a segurança do alimento, ampliam a produtividade e colocam no mercado produtos com maior valor agregado”, enfatiza Hulda Giesbrecht.

Na região do Seridó, interior do Rio Grande do Norte, pequenos produtores de queijo de manteiga de Caicó se uniram para buscar o reconhecimento como Indicação Geográfica. Com apoio do Sebrae, foi criada a Amaqueijo (Associação dos Produtores de Queijo do Seridó) em 2022. Foi o primeiro passo para entrada do pedido no INPI, que se realizou em outubro do ano passado.

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A produção do queijo de manteiga de Caicó é um ícone do Seridó potiguar que atravessa gerações. O Sebrae tem atuado junto aos produtores locais, oferecendo consultoria para melhorar a qualidade do leite, adotar boas práticas de produção e regularizar as queijeiras. A conquista do Selo Arte também é sonho dos pequenos produtores para vender para todo o Brasil.

“O nosso queijo é produzido há mais de 40 anos com uma tradição de nossos pais e avós, que foi se perdendo no tempo. Nos últimos três anos, começamos um trabalho de resgate da forma que era feito tradicionalmente na nossa região. Com isso, conseguimos apoio para nos regularizar. Começamos a participar de concursos e conquistar medalhas”, conta Isaías Fernandes (conhecido como Didi), presidente da Amaqueijo e produtor da Queijeira do Zaca, de São João do Sabugi.

A queijaria já conquistou, entre outros prêmios, a medalha de ouro no 6º Prêmio Queijo Brasil como melhor queijo de manteiga e medalha de bronze na categoria queijo manteiga ancestral.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra global recorde de trigo deve ampliar estoques e influenciar mercado brasileiro

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A produção mundial de trigo na safra 2025/2026 deve alcançar um novo recorde, superando em mais de 42 milhões de toneladas o volume registrado na temporada anterior. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base em dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontam um cenário de ampla oferta no mercado internacional.

Segundo as estimativas, a safra global de trigo deve atingir 842,17 milhões de toneladas, enquanto o consumo mundial está projetado em 823,9 milhões de toneladas. Esse descompasso entre produção e demanda tende a resultar em elevação dos estoques finais, além de aumentar a relação estoque/consumo, indicador amplamente utilizado para medir o grau de conforto da oferta no mercado global. Para os pesquisadores do Cepea, esse contexto reforça um ambiente de pressão sobre os preços internacionais, especialmente diante da expectativa de maior disponibilidade do cereal.

No Brasil, o cenário segue uma dinâmica distinta, mas ainda assim conectada ao movimento global. Mesmo com uma oferta nacional menor, a combinação entre queda no consumo interno e redução das exportações deve levar a um aumento significativo dos estoques. De acordo com análises do Cepea, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estoque de passagem previsto para julho de 2026 deve alcançar o maior patamar desde julho de 2019, reforçando a sensação de oferta confortável no mercado doméstico.

A produção brasileira de trigo em 2025 foi estimada em 7,873 milhões de toneladas, volume 1,1% inferior à projeção divulgada em dezembro e 0,2% abaixo do registrado em 2024. Apesar da leve retração produtiva, o enfraquecimento da demanda e o menor ritmo dos embarques externos tendem a compensar essa redução, mantendo o mercado abastecido ao longo do próximo ciclo.

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Diante desse panorama, o mercado de trigo segue atento aos desdobramentos da safra global recorde e aos ajustes internos no Brasil. A expectativa, conforme análise do Cepea, é de que o comportamento dos preços continue fortemente influenciado pelo nível elevado dos estoques internacionais e pela dinâmica do consumo doméstico, em um cenário que exige cautela por parte de produtores e agentes da cadeia.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Produção de queijos em Mato Grosso cresce com diversidade e valor agregado

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Com amplo espaço para expansão, inovação e agregação de valor, o setor de queijos em Mato Grosso desponta como um dos segmentos com maior potencial de crescimento dentro da cadeia de laticínios do estado. A combinação entre produção de leite, capacidade industrial, tradição artesanal e avanço em certificações pode ampliar mercados, fortalecer a renda no campo e impulsionar o desenvolvimento regional.

Celebrado em 20 de janeiro, o Dia do Queijo reforça esse cenário promissor ao evidenciar a força da produção mato-grossense. O principal destaque é a mussarela, que representa cerca de 75% do volume total de queijos produzidos no estado. Esse derivado consome aproximadamente 44% de todo o leite produzido em Mato Grosso, sendo estratégico para a indústria e fundamental na agregação de valor à matéria-prima local.

A diversidade produtiva também se destaca. Mato Grosso produz mais de 30 tipos de queijos, que vão desde os artesanais, muitos deles certificados com o Selo Arte, até produtos fabricados em grande escala pela indústria. Essa variedade reflete a capacidade do setor de atender diferentes nichos de mercado e acompanhar as tendências de consumo, que valorizam tanto a tradição quanto a qualidade padronizada.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso (Sindilat MT), Antonio Bornelli, o setor de queijos em Mato Grosso reúne características estratégicas que apontam para um cenário de crescimento sustentável. “Temos matéria-prima, capacidade industrial, tradição na produção industrial e artesanal e um mercado consumidor em expansão. O queijo é hoje uma das principais formas de agregação de valor ao leite produzido no estado”, destaca.

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O estado ainda se projeta nacionalmente por marcas históricas. Mato Grosso detém o recorde do maior queijo frescal do Brasil, com mais de 3 mil quilos, produzido no município de Curvelândia. O feito simboliza a força produtiva local e contribui para dar visibilidade à cadeia láctea mato-grossense.

Além disso, por dois anos consecutivos, o setor se mobilizou para participar do Festival do Queijo de Mato Grosso, promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT), sendo uma oportunidade de mostrar a força e a qualidade da produção local e mostrar aos consumidores os queijos feitos no estado, por indústrias que seguem padrões de qualidade e investem em inovação.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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