Transporte
PRF realiza apreensão de agrotóxicos contrabandeados no interior de Rondônia

PRF
Rondônia, 07 de janeiro de 2025 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia, na última sexta-feira (03), no município de Jaru, realizou a apreensão de um carregamento de agrotóxicos contrabandeados de um país fronteiriço, e que não possui a chancela da Agência Nacional de Vigilância e Sanitária no Brasil (ANVISA).
Após realizar a sinalização e o atendimento de um acidente de trânsito na BR 364 (nas proximidades do km 422), uma equipe de agentes da PRF identificou uma caminhonete Ford Ranger de cor prata, estacionada no meio da via, com sinais de colisão dianteira. Após conversar com seus ocupantes, durante o procedimento de fiscalização do veículo (momento prévio à liberação do veículo), os policiais identificaram que o condutor trazia consigo 60 (sessenta) pacotes de agrotóxicos contrabandeados, violando assim os preceitos do artigo 56 da lei nº 14.785, de 27 de dezembro de 2023 (Lei que regula a utilização de agrotóxicos).
Importância da Lei nº 14.785/2023
A Lei nº 14.785 de 2023, que também é conhecida como o marco legal do uso de pesticidas – foi sancionado em 2023 (1), e era vista um projeto inovador no que diz respeito à utilização de agrotóxicos ou pesticidas (embora tenha levado mais de 20 anos para ser aprovada no congresso nacional).
Em seu artigo 56, a lei criminaliza quem “Produzir, armazenar, transportar, importar, utilizar ou comercializar agrotóxicos, produtos de controle ambiental ou afins não registrados ou não autorizados” com uma pena de “reclusão, de 3 (três) a 9 (nove) anos, e multa.”
Importância da Fiscalização de Trânsito para o Setor Agrícola
A PRF em todo o Brasil realiza as mais diversas apreensões de produtos contrabandeados todos os dias, simplesmente ao executar sua missão constitucional de fiscalização do trânsito, que está principalmente relacionada ao cumprimento de normas que visam garantir a segurança, a ordem pública e o bem-estar da sociedade.
Ao promover segurança no trânsito, a polícia colabora positivamente na proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o que está diretamente ligado à agricultura (importante balizador da economia brasileira), setor que goza de aclamação internacional justamente por mostrar organização tanto na criação quanto no cumprimento de regras específicas emitidas pela ANVISA, que regulam o uso, comercialização e o transporte em todo o território nacional.
Além disso, há também a maior garantia da segurança jurídica dos produtos a nível nacional pois, ao zelar pelo seu fiel cumprimento da Lei nº 14.785/2023, permitimos que a sociedade promova uma maior geração de empregos, justamente por fortalecer a agricultura preservando a pauta ambiental internacional.
Trabalho com o MPT
Uma série de grandes apreensões de agrotóxicos e produtos agrícolas têm chamado a atenção das autoridades públicas ao longo dos últimos anos (2). Cada vez mais é comum encontrarmos ligações do Crime Organizado com esse tipo de comércio ilegal.
Em Rondônia, uma apreensão como a ocorrida em Jaru pode colaborar com as ações do Ministério Público do Trabalho (MPT), que vem se mostrando cada vez mais combativo às infrações trabalhistas no âmbito de cadeias produtivas. Devido ao fato do estado estar dividindo as primeiras colocações no ranking de produção agropecuária(3), mostra-se de fundamental importância o trabalho da PRF junto à instituição, haja vista que projetos de nível nacional como o “Reação em Cadeia” (4) podem ser melhor desenvolvidos com o apoio do efetivo policial operacional especializado.
Utilizando de métodos e técnicas de policiamento orientado por inteligência, o enfrentamento das frequentes denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser mais assertivos, principalmente com o auxílio no mapeamento, estudo e investigação das diversas cadeias produtivas que ocorrem na região, possibilitando assim propostas que respeitem à legalidade dos atos das instituições envolvidas, além de garantir a justiça social nas atividades econômicas, assegurando condições dignas de trabalho (e transporte) para os trabalhadores envolvidos.
Utilização de Policiamento Especializado
Na última sexta-feira (03), a PRF em Rondônia publicou alguns resultados institucionais alcançados pelos policiais que trabalham em grupos especializados na regional. Conforme pode ser observado com os números da Operação Echo Norte (5), embora haja um extenso corredor agrícola a ser monitorado pela polícia (quase 2 mil quilômetros de rodovias federais no estado), é possível realizar um trabalho efetivo através de treinamento e direcionamento de esforços.
Além disso, uma das questões mais importantes para um melhor aproveitamento do efetivo policial é a valorização de ações proativas do efetivo não especializado (os policiais que trabalham no plantão ordinário de 24 horas ininterruptas), principalmente dando divulgação através da imprensa, de ocorrências criminais como as ocorridas em Jaru, que de certa forma, dão conhecimento à sociedade sobre esse tipo de prática delitiva, bem como, impõem um limite à esse tipo de crime em região de fronteira.
FONTE: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – PRF/RO
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende enfermeira por exercício ilegal da medicina e comercialização de medicamentos irregulares

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.
Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.
Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.
“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.
Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.
Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.
As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.
Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).
A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).
Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.
Denúncias
Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.
Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].
Karina Cabral | Polícia Civil – MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Força Tática prende homem foragido da Justiça por homicídio em Goiás

PMMT
Policiais militares da Força Tática do 13º Comando Regional prenderam um homem, de 56 anos, com mandado de prisão em aberto e uso de documento falso, na noite desta quinta-feira (23.4), em Bom Jesus do Araguaia. O suspeito foi identificado por ser foragido da Justiça pelo crime de homicídio, no Estado de Goiás.
Por volta de 19h, durante patrulhamento urbano, a equipe da Força Tática recebeu denúncia de um transeunte que informou ter visto um homem, supostamente suspeito pelo crime de homicídio, andando pela cidade em uma caminhonete F-1000 branca.
Com base nas informações, os policiais realizaram diligências e montaram uma barreira para abordar o veículo e o suspeito. Durante a abordagem, o homem apresentou um documento com nome diferente do informado na denúncia e afirmou se tratar de seu irmão, ao ser questionado sobre o foragido.
Inicialmente, ele foi liberado. No entanto, em seguida, a equipe de inteligência do 13º Comando Regional confirmou à Força Tática que se tratava do foragido, que estaria utilizando documentos falsos.
Com a confirmação das novas informações, os policiais militares acompanharam a caminhonete e realizaram uma nova abordagem. Durante a ação, o suspeito foi informado sobre os dados levantados e foram apresentados dois mandados de prisão em aberto por homicídio, expedidos pela Justiça do Estado de Goiás.
O criminoso confirmou a informação e relatou que ele quem estava utilizando os documentos do irmão de forma falsificada. O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido até a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências.
Hallef Oliveira | PMMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Motorista condenado a 20 anos de pena por roubo é preso após reconhecimento facial

Sesp-MT
Durante ação integrada de fiscalização da Operação Lei Seca, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (24.4), na Avenida Carmindo de Campos, no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá, um condutor foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, uso de documento falso e por possuir mandado de prisão em aberto, com pena de 20 anos em regime fechado.
A abordagem ocorreu durante uma blitz coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). O suspeito conduzia uma motocicleta Honda CG 160 Titan sem placa de identificação, o que motivou a fiscalização.
Submetido ao teste de etilômetro, foi constatada a concentração de 0,45 mg de álcool por litro de ar alveolar expelido, configurando crime de trânsito. Durante a inspeção veicular, verificou-se ainda a supressão da placa de identificação, sendo acionada a perícia técnica para análise do veículo.
Na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), ao apresentar documento de habilitação em formato digital, foram identificadas inconsistências. Após procedimento de reconhecimento facial, constatou-se que o condutor utilizava identidade falsa.
Em consulta aos sistemas, foi constatada a existência de mandado de prisão em aberto contra o suspeito, expedido em 2015, decorrente de condenação transitada em julgado pela 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pelo crime de roubo qualificado. O réu foi condenado a 20 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado.
Diante dos fatos, o indivíduo foi autuado em flagrante e permaneceu à disposição da Justiça para as providências legais cabíveis.
A Operação Lei Seca é executada de forma integrada pelas forças de segurança pública, com o objetivo de prevenir acidentes, coibir irregularidades no trânsito e garantir a segurança da população.
*Sob supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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