Conecte-se Conosco

Suinicultura

Fim da vacinação contra aftosa abrirá mercado externo para suínos, diz Iagro

Publicado

em

suinos:-diferenca-entre-precos-das-carnes-suina-e-bovina-e-a-menor-desde-nov/20

Foto: Governo Federal

 

A retirada da vacinação contra a febre aftosa em suínos pode abrir as portas do setor para o mercado internacional, permitindo o atendimento das demandas globais. Essa é a avaliação da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro).

De acordo com o órgão, a suinocultura no estado vive um momento promissor de expansão. Contudo, atualmente, a produção de lá é destinada apenas ao mercado interno.

Para o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, as mudanças na suinocultura estadual estão apenas começando. “Eu vejo como um grande momento da suinocultura. Em Brasília, já está em discussão o pleito de livre de aftosa, sem vacinação. Será julgado em maio de 2025 e tenho certeza de uma coisa: no momento que for anunciado, nossa suinocultura passará a vender para o mundo inteiro. O setor terá um crescimento extremamente expressivo a partir do ano que vem”, afirmou.

Publicidade

Em 2023, Mato Grosso do Sul abateu 3,22 milhões de suínos, posicionando-se entre os cinco maiores abatedores do país, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. O estado possui aproximadamente 101,8 mil matrizes suínas, com previsão de aumento para 152 mil nos próximos três anos.

Retirada da vacina

Para a diretora da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), Eleiza Morais, as iniciativas voltadas para a sanidade animal, como a retirada da vacina, posicionam Mato Grosso do Sul como referência sanitária e atrai novos investidores.

“A retirada da vacina foi uma porta infinita para o Mato Grosso do Sul. Desde quando o estado começou a trabalhar nisso, vimos um movimento muito grande de todos os estados e várias empresas querendo vir para cá”, disse.

Para ela, é possível até dobrar o número de matrizes, pois o cenário é muito promissor. “Essa questão da aftosa foi fundamental para atrair mais investidores e negócios para o estado. É a peça principal para o desenvolvimento da nossa suinocultura”.

Publicidade

Victor Faverin

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Suinicultura

Prorrogação de incentivo fiscal garante competitividade à suinocultura de Mato Grosso

Publicado

em

fim-da-vacinacao-contra-aftosa-abrira-mercado-externo-para-suinos,-diz-iagro

Granja de suínos em Campo Verde MT

 

Medida estende benefício do ICMS até dezembro de 2026 e atende pedido urgente da Acrismat. Queda no preço do suíno vivo, que saiu de R$ 8,00 para R$ 6,20 no ano, pressionava produtores.

[Suinocultura em Mato Grosso] ganhou um aliado importante para atravessar a tempestade econômica do primeiro semestre de 2026. O Governo do Estado oficializou a prorrogação do crédito presumido de ICMS via Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) até o dia 31 de dezembro de 2026. O incentivo, que venceria agora no final de abril, mantém a redução de carga tributária em 75% para operações interestaduais com animais vivos.

A decisão do Conselho Deliberativo (Condeprodemat) não veio por acaso. O setor enfrenta um início de ano desafiador, com as margens de lucro sendo “esmagadas” pela desvalorização do animal:

Publicidade
  • Janeiro/2026: R$ 8,00 por quilo do suíno vivo.
  • Abril/2026: R$ 6,20 por quilo do suíno vivo.
  • Impacto: Uma desvalorização de 22,5% em apenas 90 dias, o que colocava em risco a permanência de muitos produtores na atividade.
O QUE MUDA COM A PRORROGAÇÃO?
Suinocultura Mato grossense
Suinocultura Mato grossense

Na prática, o benefício fiscal funciona como um mecanismo de defesa para o produtor mato-grossense conseguir vender para outros estados sem ser “engolido” pelos custos:

  1. Competitividade: Reduz o custo da exportação interestadual de suínos destinados ao abate, engorda e reprodução.
  2. Previsibilidade: O produtor pode planejar seus investimentos sabendo que a carga tributária não subirá bruscamente em maio.
  3. União Setorial: A medida foi fruto de uma articulação pesada entre Acrismat, Famato, Imea e Sedec, reforçando a importância do setor para o PIB estadual.
O IMPACTO EM LUCAS DO RIO VERDE E REGIÃO

Para cidades como Lucas do Rio Verde, que formam o coração da produção de proteína animal no estado, a manutenção do incentivo é vital. A suinocultura local está integrada a uma cadeia que movimenta fábricas de ração, transporte e frigoríficos.

“Esse incentivo é fundamental para a manutenção de produtores na atividade”, afirma Frederico Tannure Filho, presidente da Acrismat.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

 

 

Publicidade
Continue Lendo

Suinicultura

Demanda sazonal eleva preços dos principais cortes suínos

Publicado

em

Divulgação

A demanda por alguns cortes suínos tipicamente consumidos nas festas de final de ano tem se aquecido no mercado atacadista, elevando as cotações, conforme levantamentos do Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, a média do pernil negociado no atacado do estado de São Paulo na parcial de dezembro (até o dia 16) está em R$ 14,11/kg, 2,3% acima da registrada em novembro.

Entre os outros cortes tradicionalmente mais demandados neste período, o lombo também vem se destacando, conforme pesquisas do Cepea.

Alessandro Araújo

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Agronegócio

Poder de compra se enfraquece em outubro

Publicado

em

Foto: Pixabay

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja vem se enfraquecendo em outubro, no comparativo com o mês anterior, indica levantamento do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, enquanto o suíno vivo tem se desvalorizado, refletindo a demanda desaquecida, o preço do milho apresenta pequena elevação.

Para o derivado da soja, o movimento também é de baixa, mas menos intensa que a observada para o animal. Pesquisadores ressaltam que, apesar da queda no poder de compra frente ao milho em outubro, o desempenho segue acima da média, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004.

CEPEA/ESALQ

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Tendência