Mato Grosso
Federarroz participa de audiência no STF sobre tributação dos agroquímicos

Foto: Antônio Augusto/STF
O diretor jurídico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Anderson Belloli, participou de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), que fez parte dos debates da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que visa revisar a tributação sobre os defensivos agrícolas. Durante seu discurso, Belloli ressaltou a complexidade das condições de produção enfrentadas no Estado e enfatizou a importância de um debate mais profundo e realista sobre a oneração desses insumos para a sustentabilidade do agronegócio, especialmente em regiões que já lutam contra as adversidades climáticas.
Belloli destacou que, enquanto os defensivos agrícolas são muitas vezes vistos de maneira generalizada e negativa, seu uso é crucial para a viabilidade econômica e técnica da produção de arroz irrigado no Rio Grande do Sul, região que representa cerca de 70% da produção nacional. “Esse não é um debate simples e não pode ser tratado de maneira superficial. Estamos falando de insumos que garantem a competitividade da nossa produção frente ao mercado internacional e à segurança alimentar do Brasil”, afirmou o diretor.
Ele relembrou que, somente no último ano, os produtores enfrentaram um cenário climático desafiador, com secas severas seguidas de chuvas intensas, o que exigiu investimentos elevados para a recuperação de solos e infraestrutura nas lavouras. “Se consegue produzir no Rio Grande do Sul porque conseguimos usar menos químicos, e por isso que ainda se tem arroz no Brasil. E é importante destacar que o custo da lavoura de arroz, que é R$ 14 a 15 mil por hectare, ele vai aumentar significativamente”, complementou
Para o diretor jurídico da Federarroz, a possível majoração tributária pode também acelerar o processo de substituição do arroz pela soja nas lavouras gaúchas, uma tendência que ele considera preocupante. Segundo o diretor, os produtores locais já têm reduzido a área destinada ao arroz, substituindo-a por soja, que exige menor custo em insumos e permite uma produção mais lucrativa. Contudo, ele alertou que a perda da produção nacional de arroz acarretará uma maior dependência de importações, expondo o país a variações nos preços internacionais e comprometendo a segurança alimentar. “O nosso arroz, que passa pelo Ibama, que passa pela Anvisa, que passa pelo Mapa, em um processo de oito a dez anos de regularização, não será consumido pela população, porque nós não teremos esse arroz aqui, nós iremos consumir o arroz da Tailândia, do Vietnã e de outros países. Se é isso que se quer, não tem problema. Isso vai acontecer em outras culturas também, e isso, sim, tem aumento de custo. Isso, sim, implica na perda de segurança alimentar”, finalizou.
Belloli concluiu sua fala pedindo sensibilidade por parte dos ministros e demais participantes quanto à realidade dos produtores do Sul do país. Ele reforçou que o uso de defensivos no arroz segue normas rígidas de fiscalização, passando por processos de licenciamento ambiental, o que já representa uma responsabilidade assumida pelo setor. “Nós temos no arroz a lisura total do uso de agroquímicos, não só nas quantidades, mas também no uso indicado para a cultura”, reforçou o diretor jurídico da Federarroz.
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Fundos de aval ajudam a liberar mais de R$ 40 milhões em crédito para fortalecer pequenos negócios em 2025

O futuro dos pequenos negócios em Mato Grosso conta com os fundos de aval operados pela Desenvolve MT – Crédito – Desenvolve MT
Em 2026, os fundos de aval administrados pela Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso seguem fortalecendo o acesso ao crédito. Em 2025, o MT Garante e o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) liberaram mais de R$ 40 milhões em crédito para 426 empreendimentos mato-grossenses. Essa solução tem se consolidado como um importante instrumento para ampliar o acesso ao financiamento e estimular o crescimento econômico.
O MT Garante, criado pelo Governo de Mato Grosso, liberou mais de R$23 milhões e atendeu 159 empresas dos portes microempreendedor individual (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Já o Fampe, operado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), liberou R$19 milhões, contemplando 267 empresas dos mesmos portes.
Segundo a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman Benicio, o resultado do último ano é mais do que números e contratos, eles representam oportunidade e esperança.
“Os fundos de aval desempenham um papel fundamental no acesso ao crédito em Mato Grosso. Cada operação apoiada por esses fundos carrega histórias de coragem, de pessoas que acreditam no próprio potencial e que que encontram no Governo do Estado através da Desenvolve MT um parceiro para caminhar ao lado delas”, ressalta Mayran.
Em Cuiabá, o Assados do Julhão, é exemplo de como o Fampe pode ajudar a dar o impulso para desenvolver o empreendedorismo. Criado em 2018 por Adriana Café e Júlio Nunes Paula, o casal encontrou no churrasco uma oportunidade de estruturar um negócio e com o tempo o empreendimento ganhou uma clientela, um ponto fixo, mas também veio os desafios.
“O crédito da Desenvolve MT fez toda a diferença pra gente. Com ele, conseguimos investir em energia solar, economizar bastante na conta de luz e ainda aplicar esse dinheiro que sobrou em outras áreas do nosso negócio. Foi um passo importante para a estruturação da empresa. E o melhor, as parcelas cabem no bolso, os juros são baixos, e a economia que tivemos já ajuda até no capital de giro. A gente sempre correu atrás, e encontrar esse apoio foi essencial para continuar crescendo”, avaliou Júlio.
Os resultados evidenciam o fortalecimento das políticas de aval e o impacto direto da Desenvolve MT na dinamização da economia estadual. Com o aval complementar, os empreendedores conquistam acesso a recursos antes inacessíveis, viabilizando novos investimentos, ampliando a capacidade produtiva e contribuindo para a geração de emprego, renda e competitividade em Mato Grosso.
Mato Grosso
Prazo para envio de documentos ao sistema de monitoramento de benefícios fiscais termina em 31 de janeiro

Sedec-MT
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) informa que o prazo para envio das informações obrigatórias ao Sistema de Monitoramento de Benefício Fiscal (SIMBEF) termina em 31 de janeiro. O envio é referente ao ano-exercício de 2025 e deve ser feito por todos os beneficiários dos programas PRODEIC, PRODER e PROALMAT.
O prazo começou em 1º de janeiro e o não envio das informações dentro desse período pode resultar na suspensão do benefício fiscal, conforme previsto na legislação.
O monitoramento é uma forma de o Governo do Estado acompanhar o uso correto dos incentivos fiscais, garantir que os benefícios estejam regulares e reunir informações que ajudem a avaliar os programas e o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Essa obrigação está prevista no Decreto nº 288/2019 e nas Portarias nº 289, 290 e 291 de 2024/SEDEC, que determinam que o envio das informações seja feito exclusivamente de forma online.
Mesmo que o beneficiário não tenha utilizado o incentivo fiscal durante o período, o envio das informações continua sendo obrigatório para todos que estão cadastrados no Sistema de Registro e Controle da Renúncia Fiscal (RCR).
A documentação deve ser enviada somente pelo Sistema de Monitoramento de Benefício Fiscal (SIMBEF), disponível em: https://simbef.sedec.mt.gov.br/login.
O acesso ao sistema é feito pelo MT LOGIN, com recomendação de vinculação à conta GOV.BR. O representante legal da empresa ou do produtor rural precisa comprovar seus poderes de representação e credenciar o responsável técnico que fará o preenchimento das informações no sistema.
No site da Sedec estão disponíveis todas as orientações para o envio correto, como o manual do usuário, as portarias vigentes, perguntas frequentes e o acesso ao sistema:
https://www.sedec.mt.gov.br/servicos?c=2921778&e=2950862.
Também está disponível o Relatório de Desempenho com dados gerados pelo SIMBEF referentes ao exercício de 2024: https://www.sedec.mt.gov.br/documents/d/sedec/relatorio_de_desempenho_25_04_2025-pdf.
A Sedec reforça que não é mais permitido o envio do Relatório Anual de Monitoramento por e-mail. O envio das informações deve ser feito exclusivamente pelo SIMBEF, dentro do prazo de 1º a 31 de janeiro.
Em caso de dúvidas, os beneficiários podem entrar em contato pelos e-mails:
[email protected] (Coordenadoria de Monitoramento); [email protected]; [email protected];
[email protected]; ou pelo telefone (65) 3613-0080.
Yasmim Di Berti | Sedec-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
RGA concedido por MT é 5% acima de reajuste da União nos últimos quatro anos

Divulgação/Secom-MT
O valor pago da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos do estado de Mato Grosso, entre os anos de 2022 até o que está previsto para 2026, soma de forma linear o acumulado de 29,43%. Em contrapartida, o Governo Federal nesse mesmo período, acumulou revisão de 24,75%.
O dado representa que o Estado concedeu 4,68% de recomposição a mais aos seus servidores do que o Governo Federal, uma vez Mato Grosso vem concedendo as recomposições salariais todos os anos, de 2022 a 2026.
Conforme levantamento, em 2022, Mato Grosso concedeu 7% de RGA, enquanto os servidores da União, não receberam nenhuma recomposição salarial. Já em 2023, a RGA mato-grossense foi de 5,79%, enquanto a federal, 9%.
Em 2024, o Governo Federal não concedeu RGA, porém os servidores do Estado, tiveram recomposição de 4,62%. Em 2025, os servidores de Mato Grosso receberam 4,83% de RGA, e os da União, 9%.
Para 2026, o Estado de Mato Grosso prevê RGA de 4,26%, enquanto o Governo Federal deverá conceder 5%.
IMPEDIMENTOS
O governo de Mato Grosso está impedido legalmente de conceder qualquer tipo de reajuste ou revisão salarial, referente aos períodos de 2020 e 2021, em decorrência da Lei Federal 173/2020, que está em vigor desde a pandemia da Covid-19.
Durante os anos de 2020 e 2021, a lei federal proibiu qualquer tipo de revisão, ficando o estado impedido de conceder a recomposição, conforme o inciso 1 do artigo 8 da Lei 173/2020. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou que a legislação é constitucional.
Já no ano de 2019, o Tribunal de Contas do Estado vetou a concessão da RGA, apontando que o Estado estava muito acima do limite legal das Leis de Responsabilidade Fiscal (LRF) Federal e Estadual, que é de 49%. Naquele ano, a despesa estava em 56,5%.
HNT
Divulgação/Secom-MT
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