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Pecuária

Projeto de lei que regulamenta produção de clones de animais é aprovado

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Foto: Claúdio Bezerra/Embrapa

 

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a produção de clones de animais principalmente destinados à pecuária. A matéria aguarda sanção presidencial.

De autoria do Senado, o projeto de lei 5010/13 classifica esses animais como “domésticos de interesse zootécnico”, incluindo bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equinos, asininos, muares, suínos, coelhos e aves.

Os clones gerados deverão ser controlados e identificados durante todo o seu ciclo de vida por meio de um banco de dados a ser mantido pelo poder público, que contará ainda com informações genéticas para controlar e garantir a identidade e a propriedade do material genético animal e dos clones.

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Informações sobre produção, circulação, manutenção e destinação do material genético e dos clones usados para produzir outros clones de interesse zootécnico serão centralizadas e disponíveis em banco de dados de acesso público.

Um regulamento identificará quais animais serão mantidos em ciclo de produção fechada, caracterizado como um regime de contenção ou de confinamento a fim de impedir sua liberação no meio ambiente.

A circulação e a manutenção de material genético ou de clones no Brasil devem ocorrer com documentação de controle e acompanhamento pelo poder público federal. Um registro genealógico também será realizado com orientação do órgão competente federal.

Já a supervisão e a emissão de certificados sanitários e de propriedade serão de competência dos serviços veterinários oficiais. Esses órgãos também deverão dar autorização de fornecimento de material genético e de clones para a produção de outros clones.

Animais silvestres

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Embora as definições trazidas pelo projeto para material genético animal e fornecedor se refiram exclusivamente à produção de animal doméstico de interesse zootécnico, o texto exige autorização prévia do órgão ambiental federal para a produção comercial de clones de animais silvestres nativos do Brasil.

Por outro lado, a liberação no meio ambiente, tanto de animais silvestres nativos do Brasil quanto de clones de animais domésticos de interesse zootécnico, dependerá de autorização também do Ibama se esses animais possuírem parentes silvestres ou ancestrais diretos com ocorrência nos biomas brasileiros.

Quanto às atividades de pesquisa científica relacionadas à clonagem de animais não domésticos, exóticos ou de companhia desenvolvidas por instituições de pesquisa públicas ou privadas devem seguir as regras legais vigentes e o regulamento derivado do projeto se virar lei.

Esses animais devem ser mantidos em ciclo de produção fechada e sob controle e monitoramento oficial durante todo o seu ciclo de vida.

As atividades de pesquisa são definidas como aquelas relacionadas com ciência básica, ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico, produção e controle da qualidade de drogas, medicamentos, alimentos, imunobiológicos, instrumentos ou quaisquer outros produtos testados em animais.

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Nas negociações em plenário, a relatora, deputada Adriana Ventura, não aceitou modificações no texto propostas pelo PT e PSB para deixar claro que não poderá haver maus tratos dos animais e para impedir o uso da clonagem em animais silvestres.

Riscos

O deputado Helder Salomão (PT-ES) apontou problemas e riscos com a aprovação da proposta. “Por que não estabelecer quem são os profissionais responsáveis técnicos por esta atividade tão importante? Segundo, por que não deixar evidente que não pode haver maus tratos com os animais? O terceiro é difícil compreender: clonagem de animais silvestres, com que objetivo? Preservação? O que garante a preservação é a gente cuidar da natureza, da biodiversidade, dos animais silvestres.”

O deputado Duarte Jr (PSB-MA) também criticou o projeto por não deixar clara a proibição de maus tratos contra animais.

O PSB e o PT apresentaram emenda prevendo isso, mas a alteração não foi acatada pela relatora da proposta no Plenário, deputada Adriana Ventura (Novo-SP). Segundo ela, a Lei da Biossegurança já tem essa proibição.

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Ventura ponderou que a proposta traz segurança para quem comercializa animais para pesquisa.

“A gente não está falando de todos os animais, a gente não está falando de cão e gato, a gente está falando de alguns animais que são importantes para a pesquisa, que são importantes para que a gente possa produzir, comercializar e principalmente para manter muitas espécies que têm risco de extinção. O projeto avança no sentido de dar essa segurança, de ter esse banco de dados, de certificar pessoas que comercializam animais.”

Agência Câmara – Gabriel Cavalheiro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Centro-Sul e Sudeste lideram expansão pecuária em MT em ano de recorde de abates para o setor

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Centro-Sul e Sudeste puxaram o ritmo dos abates em Mato Grosso em 2025, enquanto Oeste manteve a maior fatia em volume. As três regiões somaram cerca de 54% do total estadual, com 1,27 milhão de cabeças no Centro-Sul (+8,74%), 1,27 milhão no Sudeste (+7,30%) e 1,45 milhão no Oeste (-5,63%).

No consolidado do ano, os frigoríficos mato-grossenses abateram 7,46 milhões de animais, alta de 1,44% ante 2024. O estado também cravou recorde mensal, ao superar 700 mil cabeças em outubro, impulsionado pela oferta de gado de cocho (confinamento).

Os dados fazem parte do Relatório Anual de Abates 2025, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O documento evidencia ainda a mudança do perfil do rebanho. Animais com até 24 meses atingiram 43% do total, o maior patamar da série, somando 3,23 milhões de cabeças. O avanço reflete margens melhores e adoção de terminação intensiva nas regiões líderes.

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O relatório do Imea destaca que, embora o descarte de matrizes tenha permanecido elevado no acumulado do ano, a retenção de fêmeas começou a ganhar força no último trimestre de 2025. Aliado à queda de 2,09% na oferta de bezerros, esse cenário resultou em uma valorização de 38,70% no preço da reposição, sinalizando uma nova fase de rentabilidade para os produtores das regiões de cria.

Centro-Sul (+8,74%) e Sudeste (+7,30%) avançam para 1,27 mi cada; Oeste mantém maior fatia (1,45 mi), porém cai 5,63% no ano
Centro-Sul (+8,74%) e Sudeste (+7,30%) avançam para 1,27 mi cada; Oeste mantém maior fatia (1,45 mi), porém cai 5,63% no ano

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Polícia Civil prende autores de latrocínio contra comerciante de ouro em Poconé

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PJC

 

A Polícia Civil deflagrou na tarde de segunda-feira (5.1), a Operação Ouro de Sangue, para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra autores de roubo seguido de morte, ocorrido em Poconé.

As investigações iniciaram no dia 2 de janeiro, quando a vítima Hamilton Mota dos Santos, comerciante de ouro no município, foi encontrado sem vida em sua residência, em um cenário de extrema violência. O corpo apresentava lesões perfurocortantes na região do pescoço, encontrava-se parcialmente coberta com terra e panos, dentro de um banheiro nos fundos da residência.

No local, também foram encontrados vestígios de sangue em diversos cômodos da residência, bem como indícios de que os autores tentaram limpar o local, com o objetivo de suprimir provas. Antes de tirar a vida da vítima, os suspeitos reviraram o armário do imóvel e subtraíram significativa quantidade de ouro que era mantida em sua residência.

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Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências, sendo possível verificar que no horário aproximado do crime, um veículo Jeep Compass esteve nas proximidades da casa da vítima, deixando posteriormente o município de Poconé com destino à rodovia MT-060.

Durante o trajeto, os ocupantes do veículo pararam em um estabelecimento de compra e venda de ouro, no município de Nossa Senhora do Livramento, onde comercializaram o metal subtraído, produto do crime.

As investigações apontaram, ainda, que os suspeitos adquiriram o veículo na manhã do crime, pelo valor de R$ 90 mil, embora não possuíssem recursos financeiros suficientes para a aquisição. Na ocasião, informaram ao vendedor que se deslocariam até Poconé para buscar o dinheiro. Posteriormente, por meio da análise de transferências bancárias, foi possível identificar que os valores obtidos com a venda do ouro foram utilizados para quitar o pagamento do veículo de luxo.

Diante dos elementos colhidos, o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça e cumprida, no final da tarde de segunda-feira (5).

“O trabalho de investigação célere e qualificado desenvolvido pelos policiais civis de Poconé revelou-se fundamental para o esclarecimento dos fatos e a identificação e prisão dos suspeitos, em razão da gravidade do crime, que causou intensa comoção social no município”, disse o delegado.

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Assessoria | Polícia Civil-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Boi gordo tem dia de estabilidade nas praças paulistas

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O mercado do boi gordo iniciou a quinta  com estabilidade nas praças paulistas, segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O cenário refletiu o preenchimento das escalas de abate de dezembro pela maior parte das indústrias, além do início da programação para janeiro, com média de 13 dias. Parte dos compradores também estava em férias coletivas para manutenção das plantas.

De acordo com a Scot Consultoria, a combinação entre escalas mais confortáveis e menor presença de compradores ativos não pressionou as cotações, sustentadas pela oferta reduzida, principalmente de animais oriundos de confinamento. “Um ponto que ajudou a manter as cotações sustentadas foi a oferta mais diminuta”, destacou o informativo.

Nesse contexto, a cotação de todas as categorias permaneceu estável nas praças paulistas na comparação diária, sem registro de variações nos preços pagos pelos frigoríficos.

Em Santa Catarina, a oferta de bovinos foi considerada suficiente para atender à demanda, em um cenário influenciado pelo ritmo mais lento típico dos feriados de fim de ano. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 11 dias, segundo a consultoria.

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No mercado de Alagoas, o levantamento indicou estabilidade nas cotações para todas as categorias, sem alterações relevantes em relação ao dia anterior.

Situação semelhante foi observada no Espírito Santo, onde o mercado abriu com preços estáveis em todas as categorias acompanhadas pela Scot Consultoria.

No Rio de Janeiro, as cotações também não apresentaram mudanças na comparação diária, mantendo o padrão de estabilidade observado em outras regiões monitoradas pelo informativo.

Alessandro Araújo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Tendência