Agronegócio
Brasil Enfrenta Semana de Poucos Negócios com Trigo em Meio a Incertezas e Foco no Plantio

Reprodução
O mercado brasileiro de trigo vivenciou mais uma semana de baixa movimentação. De acordo com Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, o cenário atual é repleto de incertezas, e a nova safra ainda é uma incógnita, com produtores focados no plantio. Enquanto isso, os demais agentes aguardam um cenário mais claro, impactado pela volatilidade dos preços internacionais e do câmbio.
Nesta semana, a ausência de referência dos preços internacionais e a queda do dólar resultaram em poucos negócios com trigo no Brasil. No mercado gaúcho, o trigo de boa qualidade (PH entre 77/78) foi negociado entre R$ 1.520 e R$ 1.530 por tonelada. Grãos com PH de 76 foram vendidos por R$ 1.450, e o cereal de qualidade inferior (PH 74/75) foi comercializado a R$ 1.200 por tonelada. No Paraná, as indicações de compra variaram entre R$ 1.650 e R$ 1.700 por tonelada, dependendo da demanda dos moinhos, enquanto os vendedores pediram a partir de R$ 1.700 por tonelada.
Situação no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou em seu relatório semanal que o plantio da safra 2023/24 de trigo no estado atingiu 96% da área estimada de 1,153 milhão de hectares, uma redução de 19% em comparação aos 1,415 milhão de hectares cultivados em 2023. O Deral destacou que 67% das lavouras apresentam boas condições, 24% estão em situação média e 9% em condições ruins, com as fases de desenvolvimento distribuídas em germinação (4%), crescimento vegetativo (71%), floração (23%) e frutificação (2%).
Situação no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, o plantio de trigo atingiu 69% da área prevista, segundo a Emater/RS. Na semana anterior, o percentual era de 56%, e no mesmo período do ano passado, 82%. A média dos últimos cinco anos é de 85%. A estimativa para a safra 2024 é de 1.312.488 hectares. O ritmo do plantio foi mais lento em regiões com maior umidade relativa do ar e solo, mas houve maior intensidade onde não ocorreram chuvas. Apesar do atraso, a expectativa é concluir o plantio dentro do período definido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Situação na Argentina
Na Argentina, o plantio de trigo alcançou 85,3%, conforme a Bolsa de Buenos Aires, com uma projeção de área estimada em 6,3 milhões de hectares. Na semana anterior, o percentual era de 81%, enquanto no ano passado foram plantados 5,9 milhões de hectares. Em termos absolutos, já foram semeados 5,376 milhões de hectares.
Segundo levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Economia da Argentina, através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, o plantio de trigo da safra 2024/25 atingiu 80% da área total prevista de 6,309 milhões de hectares. Na semana anterior, a semeadura estava em 70%, e no mesmo período da safra anterior, o plantio atingia 76% dos 5,916 milhões de hectares cultivados na temporada 2023/24.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mercado de trigo no Brasil segue com oferta restrita e preços firmes em meio à baixa liquidez

Foto: Paulo Pires
O mercado brasileiro de trigo registrou mais uma semana de baixa movimentação nos negócios, mantendo um ritmo lento nas negociações. Apesar disso, os preços seguem firmes, sustentados principalmente pela oferta restrita no mercado físico e pela postura cautelosa dos produtores.
O cenário reflete o período de transição entre safras, com o foco ainda concentrado na colheita de verão, especialmente da soja, o que limita a liquidez no mercado.
Oferta limitada sustenta preços no mercado interno
De acordo com análise da Safras & Mercado, o mercado segue travado do lado da oferta, com baixa disponibilidade de trigo no mercado spot.
A postura retraída dos produtores, que evitam negociar volumes neste momento, contribui para manter as cotações em patamares elevados, mesmo diante da fraca movimentação.
Paraná mantém preços firmes com negócios pontuais acima de R$ 1.400
No Paraná, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana. As indicações giraram em torno de R$ 1.350 por tonelada CIF, podendo alcançar R$ 1.380 para trigo de melhor qualidade.
Em negócios pontuais, especialmente na região norte do estado, as cotações chegaram a superar R$ 1.400 por tonelada.
No mercado FOB de Ponta Grossa, os preços variaram entre R$ 1.300 e R$ 1.320 por tonelada. Mesmo com a baixa liquidez, os valores seguem sustentados pela escassez de produto.
Rio Grande do Sul tem mercado lento, mas com sinais de valorização
No Rio Grande do Sul, o mercado apresentou pouca movimentação durante boa parte da semana, refletindo o direcionamento dos produtores para a colheita da soja.
As indicações iniciais ficaram próximas de R$ 1.200 por tonelada FOB no interior. No entanto, ao longo da semana, começaram a surgir sinais mais consistentes de valorização.
Na segunda metade do período, negócios foram registrados entre R$ 1.260 e R$ 1.280 por tonelada FOB, com pedidas chegando a até R$ 1.350 em algumas regiões.
Colheita da soja reduz oferta disponível de trigo
A comercialização do trigo também foi impactada pelo avanço da colheita da soja. Produtores que precisavam liberar espaço para armazenagem da oleaginosa já realizaram vendas entre fevereiro e março.
Com isso, a oferta disponível no curto prazo se tornou ainda mais limitada, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado interno.
Alta do diesel eleva fretes e reduz atuação dos compradores
Outro fator relevante no período foi o aumento dos custos logísticos. A elevação dos preços do diesel encareceu o frete, movimento típico desta época do ano, mas intensificado recentemente.
Esse cenário acaba reduzindo a atuação dos compradores, que enfrentam maior custo para aquisição e transporte do produto, impactando o ritmo das negociações.
Dependência de importações ainda é elevada
No cenário externo, o Brasil segue dependente das importações para abastecimento do mercado interno, apesar de uma leve melhora na balança comercial.
No acumulado do ano comercial 2025/26 até março, o país importou 4,19 milhões de toneladas de trigo, volume 13% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Mesmo com a redução, a dependência do mercado externo ainda é considerada elevada.
Perspectiva é de leve alta nos preços no curto prazo
A expectativa para o mercado é de recuperação gradual dos preços, ainda que limitada pela paridade de importação.
As projeções indicam potencial de valorização de até 5% no Paraná e até 11% no Rio Grande do Sul, diante da combinação entre oferta restrita e demanda presente no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Carne suína: oferta elevada e demanda fraca pressionam preços no mercado interno

Divulgação
O mercado brasileiro de carne suína enfrenta dificuldades para sustentar os preços, diante de um cenário marcado por oferta confortável e demanda ainda limitada. Ao longo da semana, foram registradas quedas tanto no quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.
Segundo análise da Safras & Mercado, o atual contexto reflete o desequilíbrio entre a disponibilidade de produto e o ritmo de consumo, o que tem pressionado as cotações em toda a cadeia produtiva.
Demanda enfraquecida e concorrência com frango limitam preços
De acordo com o analista Allan Maia, a indústria vem adotando uma postura mais cautelosa, diante de um ambiente considerado desafiador tanto no atacado quanto no varejo.
Mesmo com parte da população apresentando maior renda disponível no período, a carne suína perde competitividade frente à carne de frango. A proteína concorrente segue com oferta elevada e preços mais acessíveis, o que reduz o espaço para recuperação das cotações da suinocultura no mercado interno.
Exportações seguem como principal fator positivo
No cenário externo, o desempenho das exportações continua sendo o principal ponto de sustentação do setor. Em março, o Brasil registrou embarques recordes de carne suína, impulsionados especialmente pela demanda de países asiáticos.
Apesar disso, o bom resultado no mercado internacional ainda não é suficiente para compensar a pressão observada no mercado doméstico no curto prazo.
Preços do suíno vivo e cortes registram queda
Levantamento da Safras & Mercado indica recuo generalizado nos preços. A média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 6,42 para R$ 6,22 na semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 9,36 por quilo, enquanto o pernil foi negociado, em média, a R$ 11,58.
Quedas predominam nas principais regiões produtoras
A análise regional mostra retração das cotações em diversas praças:
- São Paulo: a arroba suína caiu de R$ 126,00 para R$ 120,00.
- Rio Grande do Sul: estabilidade em R$ 6,20 na integração, enquanto o mercado independente recuou de R$ 6,55 para R$ 6,15.
- Santa Catarina: manutenção em R$ 6,20 na integração e queda de R$ 6,45 para R$ 6,10 no interior.
- Paraná: no mercado livre, o preço caiu de R$ 6,60 para R$ 6,20 e, na integração, de R$ 6,30 para R$ 6,25.
- Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, recuo de R$ 6,25 para R$ 6,00, com estabilidade em R$ 6,20 na integração.
- Goiás: queda de R$ 6,30 para R$ 6,10 em Goiânia.
- Minas Gerais: estabilidade em R$ 6,50 no interior e manutenção em R$ 6,80 no mercado independente.
- Mato Grosso: em Rondonópolis, o preço caiu de R$ 6,30 para R$ 6,20 e, na integração, de R$ 6,15 para R$ 6,10.
Exportações crescem em valor e volume em março
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 332,334 milhões em março, considerando 22 dias úteis, com média diária de US$ 15,106 milhões.
O volume embarcado atingiu 131,549 mil toneladas no período, com média diária de 5,979 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.526,3 por tonelada.
Na comparação com março de 2025, houve avanço de 28,9% no valor médio diário exportado e alta de 28,2% no volume médio diário. O preço médio registrou leve aumento de 0,5%.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Perspectiva: mercado interno segue pressionado no curto prazo
Mesmo com o bom desempenho das exportações, o mercado doméstico deve continuar enfrentando dificuldades no curto prazo. A combinação de oferta elevada, consumo moderado e forte concorrência com outras proteínas tende a manter as cotações pressionadas nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Dólar próximo de R$ 5,06 reduz competitividade do arroz brasileiro e trava mercado interno

Foto: Paulo Rossi
O mercado brasileiro de arroz segue operando com baixa liquidez, em um cenário marcado pelo desalinhamento entre a oferta disponível e a disposição de venda por parte dos produtores. Mesmo com o avanço da colheita, o ritmo de negociações permanece reduzido, refletindo uma postura mais cautelosa no campo.
Produtores seguram estoques e limitam negócios
De acordo com análise de Safras & Mercado, os produtores seguem adotando uma estratégia defensiva, mantendo o produto estocado diante de preços considerados insuficientes para cobrir os custos de produção.
Esse comportamento reduz significativamente o volume de negociações no mercado spot, contribuindo para a sustentação das cotações, ainda que de forma artificial. Como resultado, o mercado apresenta baixa fluidez e dificuldade na formação de preços mais consistentes.
Indústria atua com cautela e reforça baixa liquidez
Do lado da demanda, a indústria mantém uma postura conservadora, operando com compras pontuais e evitando a formação de estoques mais longos.
Essa atuação “da mão para a boca” limita ainda mais a profundidade do mercado, criando um ambiente de pouca referência real de preços. Sem maior agressividade nas aquisições, o ritmo de negócios segue travado.
Câmbio elevado prejudica competitividade do arroz brasileiro
A valorização do dólar, próximo de R$ 5,06, tem impactado diretamente a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.
A paridade de exportação apresenta deterioração, comprimindo margens e reduzindo a atratividade do produto brasileiro no mercado FOB. Com isso, o spread internacional se estreita, limitando oportunidades de arbitragem e impondo um limite para a valorização das cotações internas.
Na prática, a exportação deixa de cumprir seu papel como importante canal de escoamento da produção.
Demanda externa enfraquece e reduz equilíbrio do mercado
Com menor competitividade, a demanda internacional pelo arroz brasileiro também perde força.
Compradores externos adotam uma postura mais cautelosa, aguardando melhores condições de preço ou recuos no mercado interno. A ausência de um fluxo relevante de exportações retira um dos principais mecanismos de equilíbrio do setor.
Margens da indústria seguem pressionadas
A indústria enfrenta margens comprimidas, o que limita sua capacidade de pagamento e reforça a disciplina na originação do produto.
Esse cenário contribui para o travamento do mercado: enquanto os produtores resistem em vender, a indústria evita ampliar suas compras, mantendo o ritmo lento de negociações.
Preço do arroz apresenta leve alta semanal
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos de arroz (com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista) foi cotada a R$ 62,66 na quinta-feira.
O valor representa alta de 0,27% em relação à semana anterior e avanço de 11,58% na comparação mensal. Apesar disso, no comparativo com 2025, o preço ainda acumula queda de 18,92%, refletindo os desafios enfrentados pelo setor ao longo do período.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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