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Agricultura

Soja de baixo carbono: Embrapa define o que o produtor deverá fazer

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Foto: Divulgação/Emater-RS

As diretrizes técnicas para validadar a metodologia de certificação da soja de baixo carbono começam a se tornar realidade. A Embrapa e parceiros avançaram no tema, que além de conferir mais sustentabilidade à produção do grão, deve ajudar o Brasil a diversificar a exportação da commodity. Atualmente, cerca de 75% da oleaginosa vendida pelo país tem a China como destino. Essa dependência do gigante asiático é considerada ruim por analistas de mercado.

Agora, foi publicada a primeira versão do documento Diretrizes Técnicas para certificação Soja Baixo Carbono. O material contém as premissas para atestar a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas de produção agrícola candidatos do Brasil. Essas premissas estão sendo usadas para subsidiar a coleta de dados em mais de 60 áreas agrícolas em cinco macrorregiões sojícolas, durante duas safras (2023/24 e 2024/25).

“A publicação das diretrizes de certificação nesta etapa é fundamental para validarmos cientificamente a metodologia de quantificação que está sendo desenvolvida pela Embrapa”, explica o coordenador do Comitê Gestor do Programa Soja Baixo Carbono (PSBC), Henrique Debiasi, pesquisador da Embrapa Soja (PR).

Victor Faverin

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtividade da cana tem queda de 2,5% nesta safra

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Canaviais colhidos em ciclo médio/tardio deverão sofrer um maior impacto devido ao elevado déficit hídrico, diz CTC – Divulgação

 

 

Embora a safra de cana 2024/25 no Centro-Sul venha se mostrando similar em produtividade quando comparada a 2023/2024, a falta de chuvas preocupa produtores em diversas regiões. A produtividade dos canaviais colhidos no mês de junho no Centro-Sul (89,9 t/ha) foi 1,5% inferior à registrada na safra passada (91,2 t/ha).

No acumulado da safra (abril a junho), a produtividade também se mantém próxima à observada no ciclo anterior, com variação de aproximadamente -2,5% (89,7 t/ha nesta safra, contra 92 t/ha em 2023/24).

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É o que mostram os dados do Boletim de Olho na Safra, divulgados hoje pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Segundo o boletim, os canaviais que serão colhidos em ciclo médio/tardio deverão sofrer um maior impacto devido ao elevado déficit hídrico acumulado.

Já a qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de junho foi superior em praticamente todas as regiões, com exceção das regiões de Assis e dos estados Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No acumulado dos três meses de safra, o resultado é bastante similar – aumento da qualidade da matéria prima em praticamente todos os estados (125,0 kg/tc em 2023/24 para 125,7 kg/tc nesta safra), condição esperada visto que o clima mais seco propicia o acúmulo de sacarose pela cultura.

Sobre CTC

O CTC – Centro de Tecnologia Canavieira é uma empresa de biotecnologia e inovação, líder global em ciência da cana-de-açúcar. É o maior banco de germoplasma de cana-de-açúcar do mundo, com mais de 5 mil variedades. Nos laboratórios em Piracicaba (SP) e Saint-Louis (Missouri-EUA), as equipes de cientistas desenvolvem trabalhos de ponta em melhoramento e engenharia genética. O portfólio da companhia reúne variedades de cana de alta produtividade e resistentes a pragas.

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Criado em 1969, CTC contribuiu nestes 50 anos de história para o avanço tecnológico do agronegócio nacional e a competitividade do setor sucroenergético, levando o Brasil à liderança mundial do setor, aumentando a produtividade para atendimento da demanda mundial de açúcar, proporcionando visibilidade ao etanol como um dos mais importantes biocombustíveis do mundo e a cogeração através do processamento da palha da cana (bioeletricidade).

Informações à imprensa/Alessandra Carvalho | Agência Fato Relevante

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Goioerê (PR) finalizou a colheita do milho safrinha e registra perda de 40% na produtividade pela estiagem

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Airton Gonçalves – Presidente do Sind. Rural de Goioerê/PR

 

Presidente do Sindicato Rural local aponta que quem colheu menos de 80 sacas por hectare não vai conseguir fechar a conta.

A colheita da safrinha de milho já está praticamente finalizada em Goioerê, no Paraná, restando apenas os ‘acabamentos’. As informações são do presidente do Sindicato Rural local, Airton Gonçalves.

Ele explica que o plantio foi escalonado, e quem plantou mais cedo e colheu no início de junho, teve boa produtividade, em média de 100 a 120 sacas por hectare; já quem plantou cerca de 20 dias depois desta primeira fase colheu, em média, 60 a 80 sacas por hectare, e os mais tardios ficaram com média entre 40 a 50 sacas por hectare.

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De maneira geral, o Município deve ter uma média de produtividade na casa das 70 a 73 sacas por hectare, uma quebra estimada de 40% em relação à safra anterior, conforme aponta Gonçalves.

O motivo para a perda foi uma estiagem de cerca de 60 dias, interrompida na metade por um breve período chuvoso. “Isso atrapalhou o desenvolvimento do milho e até encurtou o ciclo. Estamos colhendo mais cedo do que o normal”, disse.

Ainda segundo a liderança, aqueles produtores que não conseguiram atingir uma produtividade de cerca de 80 sacas por hectare, com o milho sendo comercializado a R$ 48,00 a saca, não vão conseguir fechar a conta.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Baixos preços do milho desestimulam os produtores a vender

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Foto: Agrolink

 

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), a colheita da segunda safra de milho deste ano alcançou 74% da área no Centro-Sul brasileiro até o dia 11 de julho, conforme dados da AgRural. No Paraná, de acordo com o Deral, 67% das lavouras da safrinha já foram colhidas. Das áreas restantes, 43% estão em boas condições, 36% em situação média e 21% em condições ruins.

No Mato Grosso do Sul, a Famasul informou que a colheita atingiu 40,4% da área total no início da semana, um avanço em relação ao ano anterior. Das lavouras a serem colhidas, 39,8% estão em boa situação, 25,8% em condições regulares e 34,4% em situação ruim. O estado espera uma colheita final da safrinha de 11,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 19,2% em relação a 2023.

No cenário de exportações, a Secex informou que, nos primeiros 10 dias úteis de julho, o Brasil exportou 848.856 toneladas de milho, com a média diária ficando 57,9% abaixo da média de julho do ano passado. Apesar disso, a Anec aumentou a previsão de exportação de milho para julho para 4,5 milhões de toneladas.

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Nos primeiros seis meses de 2024, o Brasil exportou 8,3 milhões de toneladas de milho, uma redução de 28% em comparação com os 11,7 milhões exportados no mesmo período do ano passado. Contrariando o relatório do USDA, a Anec prevê que o Brasil exportará cerca de 40 milhões de toneladas de milho em 2024, contra 56 milhões no ano anterior, com expectativa de aumento nos volumes exportados no segundo semestre.

Em termos de comercialização, até o início de julho, apenas 36,1% da segunda safra havia sido negociada, em comparação com 40,2% na safra passada e 59% na média dos últimos três anos, segundo a StoneX. Os baixos preços do milho estão desestimulando os produtores a vender. Apenas uma desvalorização mais acentuada do Real poderia levar a um aumento na comercialização do cereal, pois isso tende a melhorar o preço de exportação do produto.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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