Suinicultura
Preços de produtos suinícolas reagem no início de junho após queda em maio

Reprodução
Após recuarem consideravelmente no final de maio, os preços dos produtos suinícolas começam a reagir neste início de junho. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa recuperação é impulsionada pelo aumento sazonal na demanda por carne suína que tradicionalmente ocorre no início do mês, período em que muitos consumidores recebem seus salários, elevando assim seu poder de compra.
A melhora na demanda por carne suína reflete uma tendência comum no início do mês, quando há um aquecimento no mercado devido ao incremento no poder aquisitivo dos consumidores. Esse fator contribui para um aumento nas vendas e, consequentemente, nos preços da carne suína.
No entanto, no caso do suíno vivo, o comportamento dos preços varia entre as diferentes regiões acompanhadas pelo Cepea. Enquanto algumas praças registram estabilidade ou leve aumento, outras ainda enfrentam desafios para ver uma recuperação significativa nos preços.
Expectativa para o curto prazo
Apesar das variações regionais, suinocultores consultados pelo Cepea relatam uma melhora nas vendas nos últimos dias. Essa melhora pode criar um ambiente favorável para reajustes positivos nos preços do suíno vivo no curto prazo, oferecendo um alívio para os produtores que enfrentaram quedas acentuadas em maio.
Influências no Mercado
O aumento na demanda no início do mês é um fator positivo que pode ajudar a compensar as pressões de mercado enfrentadas pelos suinocultores, como os custos de produção e as flutuações de preços. Além disso, a expectativa de uma recuperação nos preços pode incentivar uma maior confiança no setor, ajudando a sustentar o mercado suinícola em um momento de incerteza econômica.
A reação positiva nos preços dos produtos suinícolas no início de junho é um sinal encorajador para o setor, especialmente após a queda registrada no final de maio. O aumento sazonal na demanda e a expectativa de reajustes positivos nos preços do suíno vivo trazem uma perspectiva mais otimista para os próximos dias, beneficiando tanto os consumidores quanto os produtores.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Suinicultura
Cotações Agropecuárias: Suíno vivo registra primeira valorização desde o Dia das Mães

Foto: Ministério da Agricultura
As cotações do suíno vivo avançaram em algumas praças acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, influenciadas pela maior demanda. Segundo o Centro de Pesquisas, é a primeira vez desde o Dia das Mães, em 10 de maio, que os preços sobem. Essa alta, no entanto, não foi acompanhada pela carne.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a procura pelo suíno vivo esteve firme, especialmente na região Sul do País. A indústria esteve mais ativa na demanda por lotes extras de animais, movimento que permitiu aos produtores realizar ajustes positivos nas cotações.
Dados oficiais de abate divulgados pelo IBGE apontam um novo recorde no abate de bovinos no Brasil, refletindo a expansão da produção pecuária e a maior oferta de animais para comercialização.
De acordo com o Instituto, 10,289 milhões de animais (machos e fêmeas) foram abatidos no País de janeiro a março de 2026, um recorde considerando-se o primeiro trimestre de cada ano da série do IBGE.
Além disso, esse volume é 3,27% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 9,1% maior que o observado no primeiro trimestre de 2024. Segundo pesquisadores do Cepea, os números refletem a expansão da produção pecuária brasileira nos últimos anos e a elevada competitividade da cadeia produtiva da carne bovina.
Esse cenário, inclusive, evidencia que o setor pecuário nacional continua fortalecendo o papel estratégico tanto no abastecimento do mercado interno quanto no atendimento à crescente demanda internacional.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Suinicultura
China avança em acordo para ampliar carne suína brasileira

China libera frigoríficos e avança em acordo da carne suína – Gerada por IA
O Governo brasileiro avançou nas negociações com a China para ampliar as exportações de carne suína e retomar parte do mercado da carne bovina. Durante reunião realizada em Pequim, nessa terça-feira (19.05), representantes do Ministério da Agricultura e da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) confirmaram avanços técnicos em um protocolo sanitário que poderá abrir espaço para novos embarques de carne suína brasileira, incluindo miúdos.
O encontro reuniu o ministro da Agricultura, André de Paula, e a ministra chinesa Sun Meijun. A reunião também tratou da retomada de três frigoríficos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos pelo mercado chinês.
Segundo o Ministério da Agricultura, o protocolo revisado para a carne suína já teve os termos técnicos alinhados entre os dois países e deve ser formalizado posteriormente. Após essa etapa, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos para habilitação das exportações.
Além da ampliação do mercado para a proteína suína, Brasil e China discutiram medidas para acelerar processos sanitários e implementar, a partir do próximo mês, a certificação eletrônica para produtos cárneos exportados ao país asiático.
A China segue como principal destino do agronegócio brasileiro. Conforme dados apresentados durante a reunião, o país asiático importou cerca de US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas do Brasil em 2025, volume que representa aproximadamente metade do comércio bilateral entre os dois países.
Durante o encontro, o ministro André de Paula afirmou que o Brasil busca manter a posição de fornecedor estratégico de alimentos para o mercado chinês. Já a ministra Sun Meijun destacou que, apesar da forte produção agrícola da China, o país continuará aberto à importação de produtos estrangeiros considerados estratégicos e de qualidade.
O diálogo também incluiu acordos sanitários ligados à exportação de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho, além de cooperação em agricultura familiar e mecanização agrícola.
Redação/VGNAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Suinicultura
Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

Imagem: reprodução/pensaragro
Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.
Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.
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A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.
Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.
Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.
Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados, que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.
Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.
Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.
A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.
O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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