Mato Grosso
Prefeito anuncia pacote de R$ 112 milhões para asfalto em Cuiabá

Crédito: Emanoele Daiane
O prefeito Abilio Brunini anunciou, um novo pacote de investimentos para a infraestrutura urbana de Cuiabá, com destaque para a aplicação de mais de R$ 112 milhões em obras de pavimentação asfáltica e recuperação de vias. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa realizada no gabinete do prefeito, reunindo secretários municipais, vereadores e representantes da gestão.
De acordo com o prefeito, o projeto de lei que autoriza a operação de crédito já está finalizado e será encaminhado à Câmara Municipal ainda no mês de abril para apreciação dos vereadores. A expectativa é de que, após a aprovação, os trâmites avancem rapidamente para que as obras possam ser iniciadas ainda neste ano.
“Estamos com o projeto pronto e vamos encaminhar para a Câmara agora em abril. Esse investimento é fundamental para melhorar a mobilidade urbana e garantir mais qualidade de vida para a população”, afirmou o prefeito.
O montante, que ultrapassa R$ 112 milhões, será destinado principalmente ao asfaltamento de bairros que ainda não contam com pavimentação completa, além da recuperação de trechos já existentes que apresentam desgaste. A proposta também contempla a finalização de ruas que ficaram inacabadas em diferentes regiões da cidade, atendendo demandas antigas da população.
Segundo o gestor, a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico para reduzir problemas históricos de infraestrutura e ampliar a cobertura asfáltica no município. A meta é alcançar cerca de 19 bairros com as novas obras, além de promover melhorias em vias já urbanizadas.
O financiamento será contratado com condições consideradas vantajosas para o município, com base em operações vinculadas ao Tesouro Nacional, o que garante maior segurança jurídica e taxas de juros mais baixas. A definição da instituição financeira responsável ainda está em fase final, com propostas apresentadas por bancos como a Caixa Econômica Federal e o Santander.
Além das obras de pavimentação, o prefeito também destacou a ampliação de ações emergenciais, como a operação tapa-buraco, que já conta com 11 equipes atuando em diferentes pontos da cidade, aproveitando o período de estiagem para intensificar os serviços.
“Agora, com a redução das chuvas, conseguimos acelerar os trabalhos. Estamos com várias frentes atuando simultaneamente para recuperar as vias e preparar a cidade para esse novo ciclo de investimentos”, pontuou.
O pacote anunciado integra um conjunto de medidas que vêm sendo estruturadas pela gestão municipal ao longo dos primeiros meses do ano, com foco na recuperação da infraestrutura urbana e no fortalecimento dos serviços públicos. A expectativa é de que, com a aprovação do projeto pela Câmara, Cuiabá avance em obras consideradas essenciais para o desenvolvimento da capital.
Ulisses Lalio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Com decisões cruciais em Brasília e no campo, Mato Grosso inicia a semana sob o impacto de recordes e debates logísticos/Divulgação
Do sinal verde definitivo para os trilhos rumo ao Norte ao prazo final do Imposto de Renda e o recorde de R$ 42 bilhões na pecuária: confira o panorama completo do estado a partir desta segunda-feira.
Após um encerramento de semana histórico para a infraestrutura nacional, Mato Grosso abre a agenda semanal com os olhos cravados nos desdobramentos de decisões que vão redesenhar o tabuleiro do agronegócio, da malha logística e do planejamento fiscal urbano e rural. Entre a consolidação de novas ferrovias e o limite para o acerto de contas com a Receita Federal, o estado entra em um dos períodos mais dinâmicos do semestre.
O comércio e o setor produtivo de cidades polo como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop calibram suas ferramentas de mercado para responder às pressões inflacionárias globais dos insumos, enquanto o campo celebra o fim de longas batalhas jurídicas e acelera os investimentos na engorda intensiva, que opera em patamares recordes.
Vitória histórica: STF valida a lei e destrava a Ferrogrão
A semana começa sob a forte repercussão da guinada jurídica nos tribunais de Brasília. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria esmagadora de 9 votos a 1 para validar a Lei 13.452/2017, derrubando a ação judicial movida pelo PSOL e ONGs que paralisava a implantação da Ferrogrão (EF-170). Com o aval definitivo da Corte, o projeto monumental que ligará Sinop ao Porto de Miritituba (PA) recebe o sinal verde para revolucionar o escoamento.
A decisão afasta o impasse jurídico que se arrastava por quase uma década sobre a faixa de domínio do Parque Nacional do Jamanxim (PA). O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou que mais de 60% do traçado de 933 km passará por áreas já suprimidas para a abertura da BR-163, afetando apenas 0,054% da unidade de conservação e reduzindo em 50% as emissões de CO2 em relação ao modal rodoviário. O anúncio gera forte otimismo para tradings e cooperativas regionais, que iniciam a semana desenhando novos planos de atração de capital internacional.
Prazo final: O Leão na reta final do Imposto de Renda 2026
Para o cidadão comum, contadores e produtores rurais, o relógio corre de forma implacável contra o bolso. Esta semana marca o encerramento definitivo do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025). A corrida contra o tempo exige atenção redobrada para evitar congestionamentos nos sistemas de recepção da Receita Federal.
O calendário fiscal exige foco total nos seguintes pontos:
Data Limite: O prazo final para o envio dos dados tributários termina nesta semana, e a omissão gera multas automáticas e pesadas;
Alerta da Atividade Rural: Produtores que obtiveram receita bruta acima de R$ 177.920,00 precisam revisar minuciosamente os livros-caixa para afastar os riscos de retenção na malha fina;
Restituição do 1º Lote: No mesmo dia do fechamento dos prazos, a Receita Federal realiza o pagamento do primeiro lote de restituição, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que optaram pela declaração pré-preenchida ou chave Pix;
Regularidade do CPF: A não entrega bloqueia o documento do cidadão, impedindo a liberação de linhas de crédito rural, custeio de safras e movimentações bancárias básicas.
Trilhos do Leste: Comitiva vistoria canteiro de obras da FICO
Enquanto o Norte comemora o destravamento da EF-170, a região do Vale do Araguaia e Médio Araguaia acompanha de perto os trabalhos da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). Uma comitiva integrada por prefeitos, vereadores e empresários de Água Boa realizou uma vistoria técnica nas frentes de trabalho localizadas no município de Cocalinho.
As vistorias confirmaram que 60% da imponente ponte ferroviária sobre o Rio Araguaia — que terá 1.600 metros de extensão — já está executada, com previsão de conclusão fixada para fevereiro de 2027. A empreiteira responsável acelera os trabalhos de terraplanagem e abertura de terreno para que os trilhos atinjam o quilômetro 292 do traçado até abril de 2028. Na seara socioambiental, lideranças políticas indicam que as tratativas sobre o componente indígena no trecho final até Água Boa estão maduras e devem ser formalizadas até o fim do ano.
Alerta no caixa: Conflito internacional inflaciona adubos
Apesar do horizonte promissor na logística, o planejamento financeiro imediato da safra de grãos 2026/2027 ganha contornos de forte preocupação. Dados consolidados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que as tensões armadas no Oriente Médio encareceram consideravelmente o bolso do agricultor devido à crise nas rotas marítimas e logísticas internacionais.
Mesmo com uma queda de 4% no volume de fertilizantes importados pelo Brasil no primeiro quadrimestre (7,4 milhões de toneladas), o custo total pago pelo país subiu 16%. O preço médio da ureia disparou 40% nas praças produtoras, enquanto o MAP subiu 20%. Como o preço da soja (0,9%) e do milho (0,1%) permaneceu praticamente estagnado, a relação de troca piorou significativamente, obrigando o produtor a desembolsar mais sacas da commodity para garantir o mesmo volume de adubação.
Pecuária em ritmo recorde: VBP deve bater R$ 42,1 bilhões
Do lado da proteína animal, a engrenagem econômica roda com desempenho histórico. Projeções divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que a pecuária de corte do estado deve movimentar robustos R$ 42,1 bilhões ao longo de 2026, consolidando um crescimento de 6,8% sobre o faturamento do ano anterior.
Com essa arrancada, a pecuária passa a responder por 20,2% de todo o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado, que está projetado em R$ 208,3 bilhões. Apenas no primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso registrou o abate recorde de 1,8 milhão de cabeças de bovinos (alta de 6,7%). Segundo a análise técnica do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o cenário de preços da arroba ganha sustentação extra pela estratégia de retenção de fêmeas adotada pelos criadores, o que deve controlar a oferta de animais prontos nos próximos meses.
O Agro no CenárioMT: Movimentação estratégica
Seja consolidando as bases da malha ferroviária mais moderna do Centro-Oeste brasileiro, correndo para cumprir os compromissos regulatórios fiscais com o governo federal ou gerenciando os custos elevados de insumos importados, Mato Grosso prova sua resiliência e liderança econômica nesta semana. As tomadas de decisão nos escritórios e nas fazendas nos próximos dias ditarão o faturamento do fechamento do semestre.
Acompanhe em tempo real o portal CenárioMT para conferir os informativos diários de mercado, atualizações sobre as regras e plantão do Imposto de Renda, além dos bastidores políticos que mexem com a infraestrutura do nosso estado.
Análise de conjuntura econômica, fiscal e logística da equipe de jornalismo do CenárioMT.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso lança plano de combate ao desmatamento e incêndios florestais para 2026

Divulgação
O Governo de Mato Grosso lança nesta segunda-feira (25) o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais para o ano de 2026. A iniciativa reúne estratégias integradas para prevenção, monitoramento e enfrentamento das queimadas, fenômeno que anualmente provoca impactos ambientais, econômicos e sociais em diversas regiões do Estado.
O plano prevê recursos financeiros destinados à adoção de medidas voltadas à gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate aos incêndios, além de ações de proteção da fauna silvestre e comunicação junto à população. O planejamento foi elaborado pelo Comitê Estratégico para Combate ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais no Estado de Mato Grosso (CEDIF-MT).
O lançamento ocorre em um momento de atenção crescente em relação ao período seco, historicamente marcado pelo aumento significativo dos focos de calor em Mato Grosso. Todos os anos, municípios mato-grossenses enfrentam os efeitos das queimadas, com prejuízos à qualidade do ar, riscos à saúde da população, danos à biodiversidade e impactos diretos sobre áreas de produção rural e reservas ambientais.
Além de Mato Grosso, outros estados das regiões Centro-Oeste e Norte convivem frequentemente com cenários críticos durante os meses de estiagem. Estados como Pará, Rondônia, Amazonas, Tocantins e Goiás registram, ano após ano, aumento expressivo de incêndios florestais e queimadas irregulares, situação que mobiliza forças de segurança, brigadistas, órgãos ambientais e equipes de saúde pública.
Em Mato Grosso, a combinação entre estiagem prolongada, altas temperaturas, baixa umidade do ar e ações humanas irregulares costuma elevar o risco de incêndios em áreas urbanas, rurais e de vegetação nativa. O problema afeta especialmente biomas importantes presentes no território mato-grossense, como o Pantanal, a Amazônia e o Cerrado.
Nos últimos anos, as queimadas passaram a gerar ainda mais preocupação devido aos impactos ambientais de grande escala, incluindo destruição da fauna, perda de vegetação nativa, emissão de gases poluentes e agravamento de problemas respiratórios na população, especialmente entre crianças e idosos. Em períodos críticos, cidades chegam a registrar baixa visibilidade causada pela fumaça, além do aumento da demanda por atendimentos médicos relacionados a doenças respiratórias.
Com o novo plano, o Governo do Estado busca fortalecer a atuação preventiva e ampliar a capacidade de resposta diante dos incêndios florestais, integrando ações entre diferentes órgãos públicos para reduzir danos ambientais e proteger comunidades atingidas pelos focos de calor.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Aprosoja MT reconhece apoio do deputado Dr. Eugênio na defesa dos produtores nas áreas úmidas do Araguaia e Guaporé

Foto: Assessoria
O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, reconheceu publicamente o apoio do deputado estadual Dr. Eugênio na defesa do projeto relacionado às áreas úmidas das regiões do Araguaia e Guaporé. Recentemente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) resultou em um novo capítulo do debate, favorável aos produtores, que consolidou uma luta de anos do parlamentar por segurança jurídica e estabilidade ao setor produtivo rural de Mato Grosso.
Em vídeo divulgado pela Aprosoja MT, Lucas Costa Beber destacou a importância da atuação política e institucional em defesa dos produtores rurais. No último dia 15 de maio, os produtores que exploram regiões alagáveis em Mato Grosso tiveram uma vitória no debate, com a decisão do STF que restabeleceu os efeitos da Resolução nº 45/2022 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A medida é vista pelo setor como um avanço importante para assegurar previsibilidade às atividades agropecuárias nessas regiões.
“De forma especial [registro o nosso agradecimento] ao deputado Dr. Eugênio e Valmir Moretto. O deputado Dr. Eugênio pela região do Araguaia e o deputado Valmir Moretto pela região do Guaporé. Eles têm atuado de forma extremamente diligente nesta pauta das áreas úmidas, fomentando debates, estudos e diálogos entre o setor produtivo e o Poder Público, sempre buscando mais segurança jurídica para os produtores dessas regiões”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.
Para o representante da Aprosoja, as regras na produção rural não podem ser alteradas sem discussão prévia, prejudicando os agropecuaristas e toda a economia do estado. “Quem praticou ato amparado em uma norma estadual vigente não pode, da noite para o dia, ser colocado em situação de insegurança sem que sejam observados os trâmites legais adequados e o devido processo.”
A discussão sobre a classificação das áreas úmidas do Araguaia e do Vale do Guaporé se intensificou em 2023, quando uma medida liminar da Vara Especializada do Meio Ambiente, com base em ação civil pública, restringiu a utilização de áreas úmidas em ambas as regiões, equiparando-as ao bioma Pantanal.
Dr. Eugênio liderou uma mobilização na Assembleia Legislativa (ALMT) se opondo à medida e pedindo estudos técnicos que confirmassem a classificação das terras do Araguaia e do Vale do Guaporé. Em 2024, veio a primeira vitória: ficou confirmado, mediante estudo da UFMT, que as áreas úmidas de ambas as regiões não são equiparadas ao bioma Pantanal.
Em 2025, foi sancionado o projeto de lei complementar nº 43/2025, de autoria do Dr. Eugênio e coautoria do deputado Valmir Moretto, que altera o Código Estadual de Meio Ambiente e regulamenta a exploração econômica e o uso sustentável de áreas úmidas nos vales do Araguaia, Guaporé e Pantanal.
A decisão recente do STF anulou a ação cívil pública movida contra a Resolução 45/2022 do CONSEMA, restabelecendo os efeitos da normativa estadual e reduzindo possibilidades de novos questionamentos e entraves jurídicos.
“Fico feliz pelo reconhecimento e por poder exercer essa atuação política e institucional, por meio da Assembleia Legislativa, em defesa dos produtores rurais de Mato Grosso. No Araguaia, mais de 4 milhões de hectares produtivos seriam impactados com as restrições e isso representaria uma tragédia no campo, com efeitos drásticos na economia e no social de pelo menos 17 municípios. Seriam milhares de postos de trabalho perdidos, renda reduzida e arrecadação municipal de várias cidades gravemente afetadas. Um prejuízo inimaginável, que não vamos deixar acontecer. Conte sempre conosco, Aprosoja, para defender os produtores e a produção rural sustentável em Mato Grosso”, declarou o deputado Dr. Eugênio.
Por Kayc Alves/AguaBoaNews
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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