Mato Grosso
O “imposto da guerra”: como o conflito no Oriente Médio impacta diretamente MT e o Brasil
Divulgação
Cidinho Santos
Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.
O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.
Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.
Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.
Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.
Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.
O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes.
Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.
Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio.
Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.
Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.
No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.
O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.
Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.
A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.
Cidinho Santos é ex-senador por MT, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações
*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Midia Rural.
Mato Grosso
Concurso da Prefeitura de Ji-paraná é prorrogado

PREFEITURA DE JI-PARANÁ PRORROGA INSCRIÇÕES DOS CONCURSOS DA SEMUSA E SEMED
A Prefeitura Municipal de Ji-Paraná/RO informa que foram prorrogadas as inscrições dos Concursos Públicos destinados ao preenchimento de vagas para a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) e para a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), regidos pelos Editais nº 1/2026 e nº 2/2026.
A decisão foi publicada pela Comissão do Concurso Público, conforme previsto nos subitens 3.5.6 e 3.5.6.1 dos respectivos editais.
Com a alteração, os candidatos poderão realizar suas inscrições até às 15h do dia 25 de maio de 2026 (segunda-feira), considerando o horário oficial de Porto Velho/RO, exclusivamente pelo site do Instituto Consulplan: www.institutoconsulplan.org.br.
Após esse horário, o sistema será encerrado e não será mais possível acessar o formulário de solicitação de inscrição.
O boleto bancário referente à taxa de inscrição poderá ser emitido até às 19h do dia 26 de maio de 2026 (terça-feira), com pagamento permitido até a mesma data, impreterivelmente.
Em razão da prorrogação das inscrições, é necessário que o candidato(a) confira os demais prazos estendidos em publicação oficial no site do Instituto Consulplan.
A Prefeitura reforça a importância de que os interessados realizem suas inscrições dentro do novo prazo e acompanhem todas as atualizações diretamente nos canais oficiais do certame.
Em caso de dúvidas, os interessados poderão entrar em contato pelo telefone 0800 100 4790 ou pelo “Fale Conosco” disponível no site.
Seja parceiro divulgue nosso link, obrigado: https://www.portalrondonia.com/2026/05/21/concurso-da-prefeitura-de-ji-parana-e-prorrogado/ © www.portalrondonia.com
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(Portal Rondônia)
Mato Grosso
Pré-candidatura de Marcos Rogério ao governo deve ter vice da capital

Segundo fontes do Portalrondonia.com durante encontro esta semana com assessores do senador Marcos Rogério (PL), foi discutida a definição do nome que deverá compor como vice na futura chapa para o governo de Rondônia. As informações apuradas, a estratégia adotada pelo grupo político foge do modelo tradicional de escolha baseada apenas em alianças partidárias.
As informações apuradas, a estratégia adotada pelo grupo político foge do modelo tradicional de escolha baseada apenas em alianças partidárias.
Ao invés de priorizar acordos políticos, Marcos Rogério decidiu realizar pesquisas para entender qual é o perfil de vice-prefeito que o eleitor de Porto Velho deseja ver ao lado do candidato.
As primeiras entrevistas já começam a apontar uma tendência: o eleitorado demonstra preferência por um nome jovem, com perfil mais moderno e identificado com renovação política.
A possibilidade de uma vice pré-candidata mulher também aparece entre os cenários analisados pela equipe.
A avaliação do grupo é que a escolha do vice poderá ter papel estratégico importante na campanha, principalmente no diálogo com o eleitorado mais jovem e com setores que defendem renovação na política da capital rondoniense.
Portal Rondônia
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
AGRONEGÓCIO: Primeiro dia da Rondônia Rural Show já movimenta Ji-Paraná com expectativa de recordes históricos no agro

A 13ª edição da Rondônia Rural Show começou oficialmente cercada de grandes expectativas, intensa movimentação em Ji-Paraná e projeções otimistas para o agronegócio de Rondônia. Logo nas primeiras horas do evento, produtores rurais, empresários, caravanas e visitantes de diversas regiões do estado já tomaram conta do Centro Tecnológico Vandeci Rack, consolidando o clima de negócios, inovação e fortalecimento do agro rondoniense.
Durante a programação especial do programa Conecta News Manhã, transmitido diretamente da feira, o secretário de Agricultura de Rondônia, Luiz Paulo, foi o entrevistado principal e destacou a grandiosidade da edição 2026, considerada por ele uma das mais tecnológicas da história do evento.
Na entrevista, o secretário ressaltou a expectativa de quebra de recordes em volume de negócios, geração de empregos e participação de público durante os seis dias da feira. Segundo Luiz Paulo, a Rondônia Rural Show representa hoje uma vitrine do potencial produtivo do estado e reforça Rondônia como uma potência do agronegócio brasileiro.
Ele também fez questão de enaltecer o trabalho do governador Marcos Rocha, destacando os investimentos realizados para fortalecer o setor produtivo e ampliar a estrutura da feira ao longo dos últimos anos.
“O agro de Rondônia vive um momento extraordinário. Hoje mostramos ao Brasil a força do nosso café, do queijo, do tambaqui, da bovinocultura e de tantas outras cadeias produtivas que crescem com tecnologia e sustentabilidade”, destacou o secretário durante a entrevista.
Portal Rondônia
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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