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Novas uvas lançadas pela Embrapa reforçam produção de sucos e vinhos brasileiros

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A Embrapa Uva e Vinho (RS) lançou ontem (10) as cultivares BRS Lis e BRS Antonella, duas novas uvas tintureiras (com elevada pigmentação na casca e polpa) voltadas à elaboração de sucos e vinhos de mesa. O lançamento conjunto destaca a complementaridade agronômica e industrial das cultivares. Quando combinadas, ampliam a eficiência produtiva, reduzem riscos fitossanitários e qualificam os produtos finais da agroindústria.

Desenvolvidas dentro do programa de melhoramento genético Uvas do Brasil, as cultivares são indicadas para a Serra Gaúcha, principal polo brasileiro de uvas destinadas a processamento. Foram avaliadas ao longo de mais de dez anos em áreas experimentais da Embrapa e em unidades de validação, com a participação de produtores e cooperativas, demonstrando desempenho consistente e alinhado às demandas atuais do setor.

Complementaridade estratégica no campo e na indústria

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A BRS Lis é uma uva de ciclo intermediário, com colheita na primeira quinzena de fevereiro. A cultivar destaca-se pela tolerância ao míldio, uma importante doença da videira, e às podridões dos cachos, responsáveis por efeitos severos nos vinhedos. Oferece ainda alta qualidade do mosto (suco obtido pela prensagem das uvas), acidez equilibrada, intensa coloração e elevado teor de açúcares. “Seus cachos soltos contribuem para menor incidência de doenças e maior estabilidade produtiva, favorecendo sistemas de cultivo mais sustentáveis”, analisa a pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho Patrícia Ritschel, uma das coordenadoras do programa Uvas do Brasil.

Já a BRS Antonella apresenta alto potencial produtivo, com produtividade semelhante ou superior às cultivares tradicionais mais plantadas. É indicada para aportar volume de produção e intensidade de cor em sucos e vinhos.

Em conjunto, as duas cultivares possibilitam ajustes finos nos cortes industriais, combinando o volume produtivo da BRS Antonella com a qualidade tecnológica, sanidade e intensidade de cor da BRS Lis. Dessa maneira, reduzem a dependência de cultivares tradicionais suscetíveis a doenças ou com limitações produtivas ou no processamento.

Produção de uvas para processamento no Brasil

A vitivinicultura brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul, é baseada em uvas destinadas à elaboração de sucos e vinhos de mesa. Historicamente, o setor depende de poucas cultivares americanas e híbridas, como Isabel, Bordô e Concord, que apresentam vantagens, mas também desafios relacionados à sanidade, produtividade e qualidade tecnológica.

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O lançamento conjunto da BRS Lis e da BRS Antonella amplia o portfólio de cultivares nacionais, desenvolvidas especificamente para as condições brasileiras.

Qualidade do suco e do vinho

Mauro Zanus, pesquisador da área de enologia da Embrapa, conduziu vinificações e avaliações sensoriais de sucos e vinhos das novas cultivares. As análises identificaram que tanto os sucos quanto os vinhos elaborados com a BRS Lis apresentam acidez equilibrada, elevada intensidade de cor, boa estrutura de taninos e excelente paladar. “Por produzir bastante açúcar, os sucos são bastante doces e os vinhos apresentam teor de álcool natural, o que dispensa a adição de sacarose externa na fase de fermentação”, destaca.

Já a BRS Antonella contribui com intensidade de cor e rendimento. Portanto, é especialmente indicada para compor cortes industriais, pois eleva o padrão visual e a regularidade dos produtos. “São sucos e vinhos que incorporam mais coloração, aroma característico de uvas americanas, sabor balanceado, e boa estrutura de taninos”, pontua Zanus.

Polifenóis

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As cultivares BRS Lis e BRS Antonella apresentam elevado conteúdo de compostos fenólicos, especialmente polifenóis totais e antocianinas, quando comparadas às cultivares tradicionalmente utilizadas para processamento, como Isabel e Concord. Esses compostos são diretamente responsáveis pela intensidade de cor, pela estrutura sensorial dos sucos e vinhos e pelo potencial antioxidante dos produtos.

Nos estudos conduzidos pela Embrapa, os índices de polifenóis totais (IPT) dos sucos e vinhos elaborados com BRS Lis foram equivalentes ou superiores aos da cultivar Bordô e significativamente maiores do que os observados em Isabel e Concord. A BRS Antonella, por sua vez, também apresentou elevados teores de antocianinas, contribuindo de forma consistente para a intensificação da coloração em cortes industriais.

“Essa maior concentração de polifenóis e taninos confere aos produtos finais maior estabilidade de cor, melhor resistência à oxidação e maior valor tecnológico, elevando o padrão visual e sensorial dos sucos e vinhos”, explica Zanus.

Impacto produtivo, econômico e sustentável

Na tomada de decisão sobre qual cultivar plantar, a avaliação prévia da demanda da vinícola à qual a produção será destinada é fundamental para o viticultor. Nesse contexto, tanto a BRS Lis quanto a BRS Antonella apresentam vantagens comparativas relevantes para o sistema produtivo.

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Segundo o pesquisador José Fernando da Silva Protas, da área de socioeconomia da Embrapa, o uso combinado das duas cultivares representa uma alternativa estratégica para os produtores. “As características das novas uvas, aliadas aos seus bons potencial enológico e desempenho industrial, contribuem para a redução dos custos de produção, especialmente pela menor suscetibilidade a doenças como o míldio e as podridões dos cachos proporcionada pela BRS Lis e maior previsibilidade produtiva da BRS Antonella, favorecendo a rentabilidade por área”.

Validação das novas uvas

Para que a BRS Lis e a BRS Antonella chegassem ao mercado, além de todo o trabalho envolvido no desenvolvimento e na avaliação dentro da Embrapa, uma fase determinante foi a da validação pelos produtores e por aqueles que elaboram os sucos e vinhos, sob contrato.

A validação foi realizada em campo por associados das Cooperativas Aurora, São João e Agroindustrial Paraíso, nos municípios de Bento Gonçalves, Pinto Bandeira, São Valentim do Sul, Farroupilha e Dois Lajeados, todos no estado do Rio Grande do Sul.

René Tonello, presidente da Cooperativa Vinícola Aurora, destaca o fato de as novas cultivares desenvolvidas pela Embrapa atenderem a demandas como produtividade e cor, requisitos fundamentais para o setor produtivo. “Vejo com bastante entusiasmo a condução do trabalho da Empresa, que considera os diferentes microclimas e produtores e realiza testes onde a uva será de fato produzida. Queremos assertividade na hora de implantar o vinhedo”, diz, reconhecendo o sistema de validação adotado.

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O viticultor Fabiano Orsato foi um dos validadores das duas cultivares. Dos 15 hectares cultivados por sua família, ele já decidiu que em dois substituirá a uva Isabel pelas cultivares BRS Lis e BRS Antonella.

“Além de receberem um valor semelhante ao das viníferas, a facilidade da colheita da BRS Lis é muito boa para produtores como nós, que contam com pouca mão de obra, na sua maioria familiar“. Ele afirma que estão planejando, ainda, fazer a mudança de outras áreas. “Gostamos muito das novas uvas que a Embrapa lança. Sabemos que logo virão mais novidades e já queremos testá-las”, complementa.

A pesquisa foi custeada pelo projeto Desenvolvimento de novas cultivares para a competitividade e sustentabilidade da vitivinicultura brasileira.

Disponibilidade de mudas

O material propagativo das cultivares BRS Lis e BRS Antonella é disponibilizado por meio de viveiristas licenciados pela Embrapa, garantindo qualidade genética e fitossanitária das mudas. A relação atualizada de viveiristas autorizados pode ser consultada no site da Embrapa Uva e Vinho.

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Uva BRS Magna

A BRS Magna é uma cultivar de ciclo intermediário, com alto potencial produtivo. Seu suco é rico em matéria corante e pode ser varietal. É considerada uma cultivar completa, que pode também ser usada em cortes com outras, conferindo-lhes cor, doçura, aroma e sabor. Com potencial produtivo de 30 toneladas por hectare e grau glucométrico de 21º Brix, a BRS Magna é uma boa alternativa às variedades tradicionais de uva, garantindo ao viticultor uma melhor remuneração no momento da comercialização para as vinícolas. Pode ser cultivada em regiões de clima tropical.

Uva BRS Cora

A BRS Cora é uma cultivar de uva para suco que possui alta produtividade e ciclo médio, um pouco mais precoce em comparação à uva Isabel. Seu suco tem uma boa relação açúcar/acidez, intensa cor violeta e sabor que lembra o da framboesa. Adapta-se bem às Regiões Sul, Sudeste e Nordeste. É uma cultivar fértil com alto potencial produtivo e boa tolerância à antracnose. É indicada para a melhoria da coloração de sucos, em cortes variados.

Uva BRS Carmem

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A ‘BRS Carmem’ é uma uva tardia, tintureira para elaboração de suco e vinho de mesa. Sua cor violácea intensa, aroma e sabor lembram a framboesa e são similares aos da uva ‘Bordô’. É uma cultivar de ciclo longo, sendo a mais tardia destinada à elaboração de sucos. Apresenta alto potencial produtivo. É tolerante às principais doenças da videira, como o míldio, sendo uma boa alternativa ao cultivo orgânico.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva

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Foto: Divulgação

O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.

No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.

Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.

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As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.

Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.

Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.

Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná

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Foto: Canva

A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.

O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.

Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.

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Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.

O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.

O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.

Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.

Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.

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Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de uva confirma volume e qualidade

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Foto: Divulgação

A colheita da uva está praticamente concluída na região administrativa de Caxias do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas alguns vinhedos destinados ao processamento para autoconsumo.

De acordo com o levantamento, a produção confirmou as projeções iniciais. O relatório aponta “grande volume e excelente qualidade”, além de registrar atraso entre 10 e 15 dias no período de colheita em comparação a uma safra considerada normal. As vinícolas da região seguem contabilizando a quantidade de uvas recebidas e os produtos elaborados ao longo do ciclo.

A comercialização de uvas de mesa continua em andamento, incluindo as variedades Itália, Rubi, Benitaka, BRS Núbia, BRS Isis e BRS Vitória. Conforme o informativo, os preços pagos ao produtor variam entre R$ 8,00 e R$ 15,00 por quilo. Na Ceasa/Serra, a variedade Niágara passou a ser comercializada a R$ 5,00 por quilo.

Na região administrativa de Soledade, a colheita de uvas americanas, viníferas e europeias já foi concluída. O informativo destaca a produtividade registrada na safra. No município de Ibarama, por exemplo, a produção variou entre 12 e 13 toneladas por hectare.

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Ainda segundo a Emater/RS-Ascar, a colheita das uvas finas de mesa segue voltada ao consumo in natura, com venda direta ao consumidor. O relatório indica que os cachos apresentam boa formação e que as condições fitossanitárias das lavouras são favoráveis. O grau Brix registrado foi de 16° para a uva Francesa, 18° para a Niágara Rosada e 14,5° para a Bordô.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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