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Agronegócio

Projeto apoia formalização de agroindústrias de pequeno porte para maior competitividade e acesso a novos mercados

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Foto: Divulgação.

 

O produtor de queijo Tobias Monteiro, do município de Jaguaré (ES), quer vender mais, e para todo o país. Por isso, ele e outros representantes de agroindústrias de pequeno porte estão participando do projeto “SIMples asSIM! – Do pequeno para o Brasil”.

A iniciativa, levada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com apoio do Sebrae, visa acelerar a formalização desses estabelecimentos e fortalecer os Serviços de Inspeção Municipal (SIM). O programa quer ampliar a adesão do setor ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), garantindo mais competitividade e acesso a novos mercados.

Segundo Tobias, conquistar novos mercados também é uma forma de perpetuar a tradição do queijo produzido na região. “A gente começou bem pequeno, produção familiar mesmo, receita de avó.E depois disso a gente foi evoluindo para venda na nossa região. A gente deu o passo e está dando muito resultado, todo mundo aprovando muito o nosso queijo”, afirma.

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Regularização com apoio

A regularização de agroindústrias é um instrumento essencial para promover a inclusão produtiva, a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico local. Mas a formalização desses estabelecimentos e a atuação dos SIM ainda enfrentam desafios estruturais, técnicos e educativos. É para superar esses desafios que o SIMples AsSIM foi desenvolvido.

“O SIMples AsSIM amplia a competitividade dos produtos e possibilita também a participação destes empreendedores rurais em outras políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), através das compras públicas. Isso é mais renda para o negócio e mais qualidade de vida para as famílias”, aponta o analista técnico do Sebrae, Warley Henrique.

A iniciativa prevê três eixos de atuação, que incluem desde um diagnóstico dos estabelecimentos in loco e a construção de um plano de ação personalizado, até a capacitação das equipes dos SIM, além de apoio técnico aos empreendedores na adequação física e sanitária dos estabelecimentos.

planejamento de producao na agroindustria pcp 1
Foto: Divulgação

Formalização simplificada

A regularização das agroindústrias de pequeno porte é vista pelo Sebrae como um instrumento estratégico para promover a inclusão produtiva, a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico local. Apesar dos avanços, a formalização desses empreendimentos e o fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) ainda enfrentam desafios.

“Nós estamos reconhecendo 33 consórcios, vinculados a 593 municípios. A gente viu que a caminhada para cada estabelecimento é mais lenta, porque são pequenos estabelecimentos e às vezes as adequações exigem investimento”, disse Judy Nóbrega, diretora do departamento de Suporte e Normas do Mapa.

Atualmente, existem cerca de 4.073 estabelecimentos cadastrados no país, mas apenas 1.169 integrados ao SISBI-POA, além de 42.081 produtos cadastrados, dos quais apenas 16.346 estão integrados.

“Aí entra a expertise do Sebrae em poder orientar a estruturação do empreendedor, de como ele se organiza para produzir. O Mapa produz os materiais técnicos do que fazer, do ponto de vista sanitário, porque do ponto de vista empresarial, o Sebrae tem tudo isso pronto”, completa.

Fonte: Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Demanda sustenta reação do feijão carioca; preto segue sob pressão

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Imagem: Embrapa/Arquivo

O mercado de feijão carioca reagiu parcialmente na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente para lotes de melhor qualidade (nota 9 ou superior).

Produtores tentam elevar os preços, mas esbarram na disponibilidade restrita desses grãos e na dificuldade de repasse ao varejo.

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Já as cotações do feijão preto, de acordo com pesquisadores do Cepea, seguem em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra.

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No consumo, as expressivas altas registradas no campo no início do ano continuam sendo repassadas ao varejo.

Segundo o IPCA, março registrou variações positivas em ambas as variedades. O feijão carioca avançou 15,40% no mês, acumulando alta de 27,73% em 12 meses.

Já o feijão preto registrou valorização de 7,12% em março, movimento que sinaliza recuperação em relação à queda acumulada de 13,95% em 12 meses.

MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril

No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores.

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Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot.

Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.

Com Cepea

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Frango fica mais barato que carnes de boi e porco

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Imagem: Freepik

O preço do frango resfriado subiu 6,6% na primeira quinzena de abril, passando de cerca de R$ 6,73/kg em março para R$ 7,18/kg, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). A alta foi puxada principalmente pelo aumento do frete, pressionado pelo diesel, e pela melhora no consumo no início do mês.

Na comparação com a carne bovina, o frango voltou a ganhar vantagem. Hoje, enquanto o frango gira em torno de R$ 7/kg, o boi no atacado (carcaça) opera na faixa de R$ 20 a R$ 22/kg, o que coloca a relação em cerca de 3 vezes mais caro para a carne bovina. É o maior diferencial dos últimos anos, o que favorece a troca no consumo: quando o boi sobe, o consumidor migra para o frango.

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Já frente à carne suína, o cenário é inverso. A carcaça suína caiu e hoje gira próxima de R$ 12 a R$ 13/kg, reduzindo a diferença para o frango e tornando o suíno mais competitivo. Na prática, o frango ganha mercado do boi, mas perde espaço para o porco.

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No campo, o impacto vai além do preço da carne. O aumento do frete pesa diretamente no custo da cadeia — do transporte de ração ao escoamento da produção — e limita ganhos maiores ao produtor.

O Brasil é um dos maiores players globais da proteína de frango. Em 2025, a produção ficou próxima de 15 milhões de toneladas, com exportações ao redor de 5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Isso significa que cerca de 65% a 70% da produção fica no mercado interno, que segue como principal destino da carne de frango.

O consumo doméstico continua elevado. O brasileiro consome, em média, 45 a 47 quilos de carne de frango por ano, o maior entre as proteínas. Esse volume explica por que pequenas variações de preço têm impacto direto no mercado.

Para o produtor, o momento é de atenção. O preço reage, mas os custos — principalmente transporte e insumos — seguem pressionados. Para o consumidor, o frango continua sendo a proteína mais acessível frente ao boi, mas começa a disputar espaço com o suíno, que ficou mais barato nas últimas semanas.

Com Pensar Agro

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Alta dos hortifrúti eleva cesta básica ao maior preço já registrado

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Com crescimento semanal de 33,5% para o tomate e de 11,8% para a batata, a cesta básica em Cuiabá apresentou aumento expressivo de 4,34% em seu valor nesta terceira semana de abril, atingindo, em média, R$ 862,76, o maior valor da série histórica apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Após um período de estabilidade registrado nas últimas semanas, a cesta básica voltou a apresentar alta, com o valor atual ficando 2,22% acima dos R$ 844,04 observados no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MTWenceslau Júnior, destaca o avanço no custo da cesta, que compromete o consumo das famílias, especialmente de itens considerados essenciais.

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“O aumento expressivo do valor médio da cesta básica, ultrapassando a marca de R$ 860, interrompe o período recente de estabilidade e reflete pressões intensas concentradas em itens específicos, levando o indicador ao maior patamar da série histórica”, afirmou o presidente.

O levantamento do instituto aponta ainda que a forte elevação dos hortifrutigranjeiros demonstra a alta sensibilidade desses produtos a choques de oferta, contribuindo significativamente para a volatilidade da cesta básica.

É o caso do tomate, que, mesmo após registrar recuo na semana passada, apresentou aumento expressivo e passou a custar, em média, R$ 11,87/kg. A variação pode estar associada ao período de entressafra, visto que a safra de verão está no fim da colheita e a de inverno recém iniciou a produção, reduzindo a quantidade de frutos disponíveis.

Da mesma forma, os preços da batata subiram 11,80%, atingindo média de R$ 5,20/kg. O aumento pode estar associado à baixa oferta do produto, já que a demanda da Semana Santa, somada ao período de chuvas que atrasam as colheitas, reduziu a disponibilidade no mercado.

A alta também foi registrada na farinha de trigo, de 2,08%, que atingiu o preço médio de R$ 5,06/kg. A variação pode estar associada à elevação do preço do trigo, que se encontra em fim de safra, com custos de importação elevados, somados ao aumento dos custos de produção, como fertilizantes e logística.

Sistema S do Comércio, composto pela FecomércioSescSenac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Blog do Valdemir

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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